Texto: Eduardo Neves/Fotos: Luciana Capiberibe
O problema crônico de falta de água tratada em Macapá e nos demais municípios do Estado foi tema de discussão em audiência pública, realizada nesta quinta-feira, 20, na Assembléia Legislativa. Durante a sessão, que foi requerida pelo deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), representantes do governo Waldez não souberam responder, porque as obras de ampliação do sistema de água e esgoto estão paradas, quando há recursos federais disponíveis.
173 milhões de reais do PAC: apenas 1,66% das obras executadas
Questionado por deputados da base governista sobre os preços praticados nas obras, o que afastaria os empresários das licitações, Francisco Oliveira esclareceu que os preços adotados nos projetos executados através da Caixa Econômica seriam estabelecidos pelo SINAP, Sistema Nacional de Preços cujos valores são determinados de acordo com a realidade local e tem seus preços delimitados em todas as capitais. Oliveira disse ainda que quando existem variações a Caixa pode se adaptar para viabilizar as obras. Questionado pelo deputado Dalto Martins(PMDB-AP) sobre as razões das licitações não darem certo no Amapá, Oliveira disse que o grande problema na execução das obras federais era com os projetos e com a falta de quadros técnicos no governo do estado e nas prefeituras capazes de conceber e gerir obras de maior complexidade.
Governo Waldez: sem explicações convincentes
Após a explanação do representante da Caixa, o secretário de infraestrutura, Odival Monterrozo, tentou tirar o foco das discussões, ao mostrar números e projetos que o governo Waldez ainda pretende fazer, e foi rechaçado pelo presidente do sindicato dos urbanitários do Amapá, Flexa Ribeiro. “A população do Amapá, não aguenta mais discursos, desculpas e nem ficar olhando para o passado. Nós temos é que partir pra soluções”, cobrou Flexa, ao chamar, ainda a atenção do diretor da Caesa, para a falta de água tratada no bairro dos Congós. “Lá a comunidade está há mais de 8 meses sem água, nós queremos uma reposta”, cobrou. Flexa, pediu ainda a realização de concurso público para a contratação de funcionários, criticou a terceirização de serviços e denunciou que grandes empresários não pagariam a conta de fornecimento de água.
A confusão entre os diversos setores responsáveis pela execução das obras do PAC ficou evidente quando ao final eles foram questionados pelo deputado Camilo Capiberibe sobre os prazos para a realização das obras, o quantitativo de pessoas beneficiadas e sobre o volume de recursos que ainda precisariam ser licitados. José Roberto Galvão, admitiu que apenas 51% da população tem acesso à ligação de água da CAESA e que os 49% de habitantes restantes são abastecidos por poços amazonas ou artesianos mas não soube precisar o impacto da aplicação dos recursos do PAC na cobertura da população.
Por sua vez, o representante da ADAP tampouco soube precisar o quanto de recursos ainda falta licitar e “chutou” que 60% das obras estariam pendentes de licitação. Posteriormente reconheceu que os demais quarenta por cento ainda seriam processos licitatórios em andamento, logo inconclusos. O representante da ADAP admitiu também que o modelo adotado para a realização das licitações foi equivocado pois fatiou as obras para permitir a participação de empresas locais mas não conseguiu nem viabilizar a participação destas e afastou as grandes empresas nacionais.
Deputado exige solução e repudia politização do tema
Ao se pronunciar o autor do requerimento que deu origem à audiência pública, deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB/AP), disse que sua assessoria fez uma pesquisa aplicando um questionário nos bairros da capital, e foi constatado que falta água em toda a capital e que a maioria da população, quando recebe água, é de baixa qualidade o que ocasiona muitas reclamações pois as pessoas alegaram adoecer, principalmente as crianças, com hepatite, vômito e dor de barriga em decorrência da água. “O que nós queremos é uma resposta clara. Quando vai voltar a ter água nas torneiras dos amapaenses? O que o governo Waldez pretende fazer para aproveitar os recursos do PAC para melhorar a vida do povo? Não adianta chegar aqui e dizer que o problema está no passado. O problema está no presente e é de responsabilidade do governo atual dar uma resposta clara e dizer o prazo da solução.
Sociedade Civil se queixa e pede providências
O presidente da Associação de moradores do loteamento Ipê, Renato Penha, disse que estudantes da Escola Maria do Carmo, na zona norte da cidade, estão sem aula devido à falta de água. “É difícil de entender, que crianças estão tendo o seu direito de estudar negado, por falta de água, quando aqui, vivemos banhados pelo maior Rio do Mundo”, questionou. O professor Charles Simeão cobrou uma solução para a constante falta de água no bairro Jesus de Nazaré. “Eu sou professor no Colégio Rondônia, que fica no bairro Jesus de Nazaré. Lá a água que temos, vem de um posso artesiano. Queremos saber, porque o governo não se sensibiliza com essa situação”, desabafou.
30 milhões de reais para esgoto sanitário em Macapá?
Durante a Audiência Pública o deputado Camilo Capiberibe aproveitou para informar, que em recente acórdão de nº 1776/2009, divulgado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) proveniente de auditoria nas obras relativas ao Programa Apoio a Implementação de Sistema de Esgotamento Sanitário de Macapá, conduzida pelo ministro Augusto Nardes, não constatou nenhuma irregularidade no recurso disponível para obra que dispõe de 30 milhões reais. O deputado do PSB mostrou espanto com a existência de uma quantia tão elevada que é desconhecida das autoridades responsáveis. “A decisão do TCU diz que não foi feito nada para acessar esses recursos, não há estudos de nenhuma ordem relativos ao empreendimento. Isso mostra a falta de compromisso do governo Waldez em tocar obras”, lamentou.
O deputado Ruy Smith (PSB/AP), aproveitou ainda para dizer que na época do governo PSB o dinheiro federal era aproveitado em sua integralidade. Segundo o parlamentar socialista teria sido criado na época um grupo técnico que acompanhava o andamento dos recursos federais que eram destinados ao Estado. “Com essa decisão, eu que na época era secretário de infraestrutura, tive o orgulho e o prazer de não perder nenhum centavo do dinheiro federal”, declarou ao propor que o governo cria um grupo de acompanhamento das verbas federais.
Participaram da audiência pública os deputado estaduais Dalto Martins (PMDB/AP), Rui Smith (PSB/AP), Joel Banha (PT/AP), Keka Cantuária (PDT/AP), Eider Pena (PDT/AP), Manoel Mandi (PV/AP), o secretário especial de infaestrutura, Odival Monterrozo, o diretor da Companhia de Abastecimento de Água e Esgoto do Amapá (Caesa), José Roberto Galvão, o gerente de desenvolvimento urbano da Caixa, Francisco de Oliveira, o diretor da Agência de Desenvolvimento do Amapá (Adap), George Quintas, o presidente do sindicato dos urbanitários do Amapá, Flexa Ribeiro, além de representantes da sociedade civil organizada.
Não adianta,verbas federais ou se aplica ou devolve.Eles estão verificando uma mandeira de surrupiar,daí a demora.
O seja, explicações estapafúdias para justificar o óbvio, O GOVERNO WALDEZ NÃO TEM COMPROMISSO COM A SOCIEDADE AMAPAENSE! Não é a toa que a Getúlio Vargas indicou o estado do Amapá como o único estado que retrocedeu em termo de desemvolvimento do país. Me lembro quando ainda Waldez era candidato a governo, diziam que o Amapá e afundar num oceano de corrupção. Dito e certo.
Fugindo um pouco do assunto, mas não muito…
Nas eleições anteriores eu sabia que era balela colocar a culpa no passado, pois o Waldez já estava no sexto ano de poder e se o governo dele fosse tão bom o problema da água já estaria resolvido. Apesar disso, em uma coisa Waldez foi e é muito esperto: nos concursos públicos, que é o sonho de quase todos os adultos (eleitores). Mesmo lançando editais e demorando o máximo possível para chamar os aprovados, ou dar posse, é inegável a esperteza do governo dele nesse ponto.
Luciana, veja essa:
Saiu no Jornal Nacional e pesquisei pra compartilhar. Trata-se IFDM – Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal aplicado em todos os municipios brasileiros. O IFDM considera, com igual ponderação, as três principais áreas de desenvolvimento humano, a saber, Emprego&Renda, Educação e Saúde. A leitura dos resultados – por áreas de desenvolvimento ou do índice final – é bastante simples, variando entre 0 e 1, sendo quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento da localidade. Neste sentido, estipularam-se as seguintes classificações: municípios com IFDM entre 0 e 0,4 são considerados de baixo estágio de desenvolvimento; entre 0,4 e 0,6, de desenvolvimento regular; entre 0,6 e 0,8, de desenvolvimento moderado; e entre 0,8 e 1,0, de alto desenvolvimento.
Ranking dos Municípios do Amapà
4628º Amapá………..0,4817
4320º Calçoene 0,5026
5507º Cutias 0,3801
4832º Ferreira Gomes 0,4671
3690º Itaubal 0,5422
4540º Laranjal 0,4883
1252º Macapá 0,6890
4082º Mazagão 0,5176
4862º Oiapoque 0,4646
1318º Pedra Branca 0,6842
4573º Porto Grande 0,4861
4937º Pracuúba 0,4589
2732º Santana 0,6055
2638º Serra do Navio 0,6101
4252º Tartarugalzinho 0,5076
4331º Vitória do Jari 0,5022
Conclusão (grifos meu): O ESTADO DO AMAPÁ ESTÁ LONGE E MUITO LONGE DE TER UM INDICE DIGNO DE QUALIDADE DE VIDA. SOMEM-SE AÍ QUASE 8 ANOS DE GOVERNO GOES E TODO TIPO DE INCONTÁVEIS DENÚNCIAS COM A FARRA DO DINHEIRO PÚBLICO, OS NÚMEROS NÃO MENTEM.
Para informações: http://www.firjan.org.br/data/pages/2C908CE9231956A5012343B7C92D5445.htm
Renan Gustavo, o emergente oligarca Waldez Goes quer vislumbrar o senado, assim como a dama emergente Marilia quer ser deputada. O TRE olha tudo com naturalidade as aparições dos pretensos candidatos para 2010, nós sabemos que tudo não passa de um jogo de interesse pessoal. As instituições do governo são exclusivamente usadas para este fim. Aparição constante de Hildo Fonseca na mídia para promover até “queimada” (afinal, vale tudo, até joguinho de peteca quem sabe) e tantos outros para exemplificar apenas.
No bronca pesada um funcionário da CAESA mostrou uns tubos corroídos que duraram pouco tempo quando se esperava que a vida útil fosse de 40 anos. Obviamente, referia-se à tubulação da época do governo Capiberibe. O apresentador teceu vários comentários, sempre demonstrando falso moralismo e incrível asco. Claro, tudo ensaiado e preparando a defesa do indenfensável.
Os corruptos do governo,não conseguem nem proteger os detentos do IAPEN,”alvará” colocar água nas torneiras.Quanto a propagando antecipada o TRE-ap, nunca fez nada,a vontade é proteger a turma da harmonia de qualquer maneira, até nos julgamentos eles se atrapalham,desempatam o que não estava empatado.