Sarney tem com a internet uma relação diametralmente oposta àquela que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama possui. A eleição de Obama é considerada um fenômeno que ganhou alma a partir da internet, já não se pode dizer o mesmo a respeito da influência da rede mundial de computadores sobre a trajetória do senador José Sarney.
O Senador de diversos mandatos pelo Maranhão e pelo Amapá, cresceu na carreira política durante a ditadura, conquistou nos bastidores do poder benesses incomensuráveis. Sarney é mesmo chegado a uma sombra, não gosta de deixar muito às claras o que faz, os atos secretos são um bem acabado exemplo do tipo de política feito por ele, que se acostumou a jogar com a falta de comunicação entre os rincões brasileiros, responsáveis por lhe dar o poder que ele ostenta, e os grandes centros das decisões políticas e econômicas do país, onde ele costumava até bem pouco tempo, desfilar como arauto da democracia. Enquanto aqui no Amapá e no Maranhão ele jogava pesado, calando inimigos, criando monopólios midiáticos e amealhando o maior número de concessões de rádio e televisão possíveis, para maquiar a falta de realizações de seus mandatos para os estados que o elegiam; no resto do país ele pousava de democrata e cortejava grandes meios de comunicação e seus jornalistas.
O estilo de Sarney é completamente incompatível com a WWW(World Wide Web) conhecida como rede mundial de computadores, a popular internet, porque ela quebra monopólios, sobretudo os ligados ao poder da televisão e dos mídia tradicionais, ao mesmo tempo em que contribui para aproximar as pessoas e diminuir o isolamento das fontes de poder de Sarney dos grandes centros urbanos do país. Com a internet o Maranhão e o Amapá passaram a fazer parte do Brasil. A internet representa um espaço de liberdade, criatividade e democracia, ela tem dificuldade de prosperar onde há ditadura, pois é difícil controlá-la ou limitá-la, só mesmo impedindo o acesso a ela, se pudesse, tenho certeza que Sarney já teria feito isso aqui no Brasil, pois foi através da internet que nasceu e cresceu o movimento de repúdio a ele. Em 2006 aqui no Amapá diversos blogs e sítios foram tirados do ar por ordem da justiça que tentava a todo custo deter os estragos do movimento Xô Sarney, um movimento da sociedade civil, que ganhou o país através da rede mundial de computadores. O símbolo criado pelo chargista Ronaldo Roni foi pintado no muro da casa do fotográfo Mario Filho, uma foto desse símbolo foi parar nos blogs das irmãs Alcinéa e Alcilene Cavalcante e daí ganhou o mundo e atraiu a ira e a censura patrocinada por Sarney que, para variar, usou um advogado pago pelo senado para processar e condenar jornalistas locais. Só que o poder de ‘replicar’, ou seja, reproduzir uma mensagem ou imagem na internet não pode ser detido, assim como não pode ser escondida a repercussão de censurar blogs e sítios de informação, criando um problema terrível para o ex-arauto da democracia, que sofreu os primeiros arranhões em sua biografia.
O resto da história todo mundo já sabe. Sarney resolveu candidatar-se para assumir seu terceiro mandato como Presidente do Senado e pavimentar o retorno da filha ao governo do Maranhão. Em fevereiro deste ano a revista britânica The Economist dizia que a vitória de Sarney para a presidência do Senado era o triunfo do semi-feudalismo. Dessa vez vieram os atos secretos e os arranhões do Xô Sarney transformaram-se em rachaduras na biografia do velho coronel da política brasileira. O movimento Fora Sarney até agora vem crescendo, surfando nas ondas da internet…Microblogs, Twitter, Blogs, são responsáveis por mobilizações que têm atraído jovens de todo o país indignados com os desmandos do velho dinossauro que comanda o Senado.
Li seu artigo porque está exposto sem controle,nem censura. Li seu livre pensar graças a internet.Excelente.
Prezada Luciana, se o Sarney é esse mostro para o Amapá e para o país, por que vocês amapaenses votaram nele para senador da república. Será que uma pessoa é capaz de dominar as mídias de forma a manipular a opinião pública? Acho que é muito simples para a mídia ficar “metendo o pau” no Sarney, mas o que é que vocês jornalistas fazem para melhorar a sociedade em que vivemos?
Fora Sarney!
O papel da imprensa é mostrar os fatos como eles verdadeiramente são, quem mora no Amapá sabe o que vem acontecendo desde a efetivação da turma da harmonia no poder capitaneado sim pelo senador Sarney, mesmo com tantos tentáculos esse senhor não conseguiu calar a todos, felizmente. Parabéns Luciana, pois através deste espaço democrático podemos manifestar nossa indignação e repúdio a esses parasitas sociais e seus asseclas.
Alex se você acreditar no Sarney, então eu digo que realmente algumas pessoas incluindo tu, não sabem o que dizem porque não estudam a historia do Brasil sobretudo da politica falida e estupidamente corrupta valeu Lucina, pois, somente através de espaços como este somo livres para manifestar nossas angustias, desilusões etc..
Bom texto! acho que este artigo pode ser ampliado para fundamentar uma proposta de mestrado na linha de análise do discurso político e mídia contemporânea. Quanto a Barack Obama, tudo bem, mas creio que tem muitas cores publicitárias em torno dele e sobre ele, inclusive realçando sua afinidade com as novas mídias, mas será que é realmente democrática sua relação com a imprensa “independente” dos EUA e com algum jornalista de qualquer parte do mundo que lhe faça uma pergunta, digamos, mais incômoda. Não to dizendo que sim, nem que não, to dizendo que não sei e tenho dúvidas se algum político realmente tenha cabeça e coração pra lidar com jornalistas críticos.
dE antes que eu esqueça, Fora Sarney e seus asseclas, fora Sarney e todos seus tentáculos no Amapá!
companheira Luciana, eu tinha prometido a mim mesmo que nuca mais falaria a respeito deste senhor JOSÉ DE RIBAMAR DE ARAUJO COSTA O VULGO “SARNEY”, por dois motivos eu sou maranhense nascido em São Luiz do maranhão, a ilha rebelde aonde a clã sarneyista nunca veceram uma eleição, mas infelizmente não foi o bastante para impedir que a minha terra fosse governada por 40 anos por este grupo, segundo há 30 anos me mudei para o Amapá terra que aprendir a amar e respeitar os seus habitantes, este senhor é o mestre em proporcionar favores a seus apaniguados presenteandos com poderes emanados do poder publico estou me referindo a distribuição de concessão de emissoras radios e televisão para serem usados em seu beneficio, parece-me que no Maranhão chegou o fim do reinado desta familia pois mesmo tendo a sua filha como gerente do estado, gerente porque não é a governadora legitimada pela vontade do povo, no nosso Amapá, infelizmente não vamos ter mais oportunidade de derrotar o velho cacique na urna, mais não podemos perder a chance de dizer ao mundo todo que nós não queremos mais este senhor como nosso “representante”, o movimento nacional agora é FICA SARNEY PARA QUE POSSAMOS SABER TUDO QUE ELE FEZ DE MAL A ESTES DOIS ESTADOS
DIRETAMENTE DE SÃO LUIS DO MARANHÃO
COMPANHEIRO LINCOLIN AMERICO
EM 21/08/2009