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	<title>Comentários sobre: Ciência e democracia na Amazônia &#8211; Por Professor Alain Ruellan &#8211; Le Monde Diplomatique</title>
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	<description>Blog da Luciana Capiberibe</description>
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		<title>Por: RUELLAN Alain</title>
		<link>http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/ciencia-e-democracia-na-amazonia-por-professor-alain-ruellan-le-monde-diplomatique/comment-page-1/#comment-5396</link>
		<dc:creator>RUELLAN Alain</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2009 21:38:41 +0000</pubDate>
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		<description>Cara Ely,

Muito obrigado para os seus comentarios: eu concordo completamente.
Espero ter a possibilidade de discutir de tudo isso com você.
Abraços,

Alain</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara Ely,</p>
<p>Muito obrigado para os seus comentarios: eu concordo completamente.<br />
Espero ter a possibilidade de discutir de tudo isso com você.<br />
Abraços,</p>
<p>Alain</p>
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		<title>Por: Ely Almeida</title>
		<link>http://www.lucianacapiberibe.com/2009/08/16/ciencia-e-democracia-na-amazonia-por-professor-alain-ruellan-le-monde-diplomatique/comment-page-1/#comment-5324</link>
		<dc:creator>Ely Almeida</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 20:01:30 +0000</pubDate>
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		<description>Profº. Alan, 
Você tem toda razão, quando diz em seu texto - Ciência e democracia na Amazônia, que ” A pesquisa sobre a Amazônia é, de fato, muito dispersa e muito individualista. E, além disso, ela é, em grande parte, realizada por pessoas que não moram na Amazônia, não vivem no dia a dia da Amazônia, nem vivem no Brasil: isso não facilita as relações entre pesquisa e sociedade e não facilita os debates de programação nacional e internacional”.
Neste ano de 2009 pelo meado do mês de abril, participei do XXV Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social – Região Norte, sediado aqui no Amapá. Fiz parte da mesa que conduziu o debate do Tema: As Políticas Neoliberais na Legitimação do desmantelamento do Ensino Superior. 
Lendo seu texto, lembrei do caloroso debate que teve o seguinte foco: Toda política estatal tem por trás de si um projeto político, embasado em interesses, concepções e valores que expressam grupos sociais (nacional e internacional). 
No caso do Brasil as propostas internacionais estão vinculadas as instituições, como por exemplo, o Banco Mundial que realiza imposições e formula orientações para os países emergentes. 
Especificamente no caso brasileiro vivenciamos a reforma universitária, onde o ensino superior passa a ter uma visão mercantilista submetendo o processo educacional ao mercado. 
Assim sendo, o ensino superior passar por um processo de fragilidade: a oferta do ensino se torna mercadoria – a formação do aluno se torna preparação para o mercado e o conteúdo do ensino se torna utilitário.
O Banco Mundial propõe o fim da gratuidade do ensino e o enriquecimento da divisão internacional do trabalho intelectual. O fim da gratuidade – o ensino torna-se uma mercadoria, mesmo quando ofertado pelo Estado, que diminui gasto de acordo com a lógica neoliberal; as Universidades perdem autonomia quando se fundamentam na idéia de que devem captar recursos nas empresas privadas e ao mercado. Quanto ao enriquecimento da divisão internacional do trabalho intelectual a Organização Mundial do Comércio – OMC, tenta concentrar a produção científica nos países imperialista.
A precarização do trabalho docente é evidenciado no aumento do numero de vagas – aumento da carga horária; mais tempo na sala de aula – distante da pesquisa; aumento de alunos em sala de aula – expressa educação à distância (EAD), que baixam o custo do ensino aumentando a responsabilidade do professor sob uma quantidade maior de aluno. A produção intelectual nacional incentiva a busca do ensino superior em outros países onde oferta uma formação para produção científica, só vai quem é privilegiado e pode pagar.
As conseqüências são: queda na qualidade do ensino (fragilidade na pesquisa e na atualização); número maior de alunos em sala de aula menor é o rendimento; a força do trabalho docente perde sua qualidade e a produção intelectual nacional é prejudicada - o que beneficia os países imperialistas; a secular colonização brasileira é reforçada e ampliada; a produção científica, intelectual e tecnológica é ainda mais concentrada nos países desenvolvidos proporcionando uma reprodução ampliada da subordinação internacional.
E os interesses nacionais? No capitalismo subordinado não existe interesses nacionais – por isso a maioria da população brasileira perde. Os estudantes não só perdem com a queda da qualidade do ensino mais também financeiramente com o fim da gratuidade do ensino. Em longo prazo perdem no mercado de trabalho, pois a “universalização” do ensino via setor privado se expande, e tende a produzir um exército de desempregado diplomado com salário em queda devido à oferta da força de trabalho. Os professores perdem pela condição do trabalho precarizado, produção intelectual limitada e salários corroídos.
Então pergunto:
Será que esse acordo realizado quase as escondidas entre o Brasil e França está fundado nesta lógica de exclusão e de dominação?
Suas inquietações são extremamente pertinentes, não se pode permitir que haja o desenvolvimento de cooperação de pesquisa científica na Amazônia sem a participação das populações locais, dos pesquisadores brasileiros e amazônidas , assim como de seus agentes políticos, em especial dos que já demonstraram na prática que é possível construir uma sociedade baseada na dinâmica do desenvolvimento sustentável.
Um forte abraço!
Ely Almeida</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Profº. Alan,<br />
Você tem toda razão, quando diz em seu texto &#8211; Ciência e democracia na Amazônia, que ” A pesquisa sobre a Amazônia é, de fato, muito dispersa e muito individualista. E, além disso, ela é, em grande parte, realizada por pessoas que não moram na Amazônia, não vivem no dia a dia da Amazônia, nem vivem no Brasil: isso não facilita as relações entre pesquisa e sociedade e não facilita os debates de programação nacional e internacional”.<br />
Neste ano de 2009 pelo meado do mês de abril, participei do XXV Encontro Regional de Estudantes de Serviço Social – Região Norte, sediado aqui no Amapá. Fiz parte da mesa que conduziu o debate do Tema: As Políticas Neoliberais na Legitimação do desmantelamento do Ensino Superior.<br />
Lendo seu texto, lembrei do caloroso debate que teve o seguinte foco: Toda política estatal tem por trás de si um projeto político, embasado em interesses, concepções e valores que expressam grupos sociais (nacional e internacional).<br />
No caso do Brasil as propostas internacionais estão vinculadas as instituições, como por exemplo, o Banco Mundial que realiza imposições e formula orientações para os países emergentes.<br />
Especificamente no caso brasileiro vivenciamos a reforma universitária, onde o ensino superior passa a ter uma visão mercantilista submetendo o processo educacional ao mercado.<br />
Assim sendo, o ensino superior passar por um processo de fragilidade: a oferta do ensino se torna mercadoria – a formação do aluno se torna preparação para o mercado e o conteúdo do ensino se torna utilitário.<br />
O Banco Mundial propõe o fim da gratuidade do ensino e o enriquecimento da divisão internacional do trabalho intelectual. O fim da gratuidade – o ensino torna-se uma mercadoria, mesmo quando ofertado pelo Estado, que diminui gasto de acordo com a lógica neoliberal; as Universidades perdem autonomia quando se fundamentam na idéia de que devem captar recursos nas empresas privadas e ao mercado. Quanto ao enriquecimento da divisão internacional do trabalho intelectual a Organização Mundial do Comércio – OMC, tenta concentrar a produção científica nos países imperialista.<br />
A precarização do trabalho docente é evidenciado no aumento do numero de vagas – aumento da carga horária; mais tempo na sala de aula – distante da pesquisa; aumento de alunos em sala de aula – expressa educação à distância (EAD), que baixam o custo do ensino aumentando a responsabilidade do professor sob uma quantidade maior de aluno. A produção intelectual nacional incentiva a busca do ensino superior em outros países onde oferta uma formação para produção científica, só vai quem é privilegiado e pode pagar.<br />
As conseqüências são: queda na qualidade do ensino (fragilidade na pesquisa e na atualização); número maior de alunos em sala de aula menor é o rendimento; a força do trabalho docente perde sua qualidade e a produção intelectual nacional é prejudicada &#8211; o que beneficia os países imperialistas; a secular colonização brasileira é reforçada e ampliada; a produção científica, intelectual e tecnológica é ainda mais concentrada nos países desenvolvidos proporcionando uma reprodução ampliada da subordinação internacional.<br />
E os interesses nacionais? No capitalismo subordinado não existe interesses nacionais – por isso a maioria da população brasileira perde. Os estudantes não só perdem com a queda da qualidade do ensino mais também financeiramente com o fim da gratuidade do ensino. Em longo prazo perdem no mercado de trabalho, pois a “universalização” do ensino via setor privado se expande, e tende a produzir um exército de desempregado diplomado com salário em queda devido à oferta da força de trabalho. Os professores perdem pela condição do trabalho precarizado, produção intelectual limitada e salários corroídos.<br />
Então pergunto:<br />
Será que esse acordo realizado quase as escondidas entre o Brasil e França está fundado nesta lógica de exclusão e de dominação?<br />
Suas inquietações são extremamente pertinentes, não se pode permitir que haja o desenvolvimento de cooperação de pesquisa científica na Amazônia sem a participação das populações locais, dos pesquisadores brasileiros e amazônidas , assim como de seus agentes políticos, em especial dos que já demonstraram na prática que é possível construir uma sociedade baseada na dinâmica do desenvolvimento sustentável.<br />
Um forte abraço!<br />
Ely Almeida</p>
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