Com informações do Estado de São Paulo, folha Online, Congresso em foco e agência Senado
Nesta quarta-feira, o Presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque, rejeitou as ações feitas antes do recesso contra Sarney e Renan. Foram três denúncias e duas representações. Opositores prometem recorrer. Na sexta-feira (7), Paulo Duque apresentará os demais pareceres. A tendência é que o Conselho de Ética mande a Ética passear na esquina enquanto prepara uma escandalosa pizza para servir fria e dura ao povo brasileiro.
Vamos aos fatos. O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), rebateu parte do discurso do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Não pode rebater muito porque não houve espaço para debates. Vejamos os pontos que foram rapidamente desmentidos por Virgílio, que antes pediu licença para desmentir o colega, “Não quero ser grosseiro e dizer que o senhor faltou com a verdade”, disse Virgílio.
Sarney disse – “Rodrigo Cruz, também não sei quem é. Incluíram como se fosse nomeado por mim.” (referindo-se aos nomeados por atos secretos)
Artur Virgílio – Ele contestou o fato de o presidente dizer que não conhecia Rodrigo Cruz, nomeado pelo Senado, que é genro de Agaciel Maia (ex-diretor do Senado). “O senhor foi padrinho de Rodrigo Cruz. O dia foi emocionante e o senhor não se lembrou disso”, disse o tucano, numa referência ao fato de Sarney ter sido padrinho de casamento da filha de Agaciel Maia.
Sarney disse – “Luiz Cantuária, também não sei quem é Luiz Cantuária.” (referindo-se aos nomeados por atos secretos).
Artur Virgílio – lembrou ainda que Luiz Cantuária, outro nome que Sarney disse desconhecer, é um político conhecido do Amapá. Observação minha – trata-se de Lucas Barreto, ex-presidente da Assembléia Legislativa do Amapá, que chegou a mostrar-se grato ao senador pela nomeação ao dar declaração para o jornalista Antonio Correa Neto no seu sítio na internet: – “Nunca escondi de ninguém o fato de estar trabalhando com o senador José Sarney. Ele foi a única pessoa que me telefonou quando deixei a Assembléia, oferecendo trabalho”, disse Lucas Barreto ao jornalista.
Sarney disse: Outra denúncia que fizeram é que meu neto tinha sido privilegiado com agenciamento de créditos consignados de forma fraudulenta. Meu neto nunca teve nenhuma relação com o Senado. (Pausa.)
“Declaro, a quem interessar possa, que o Sr. José Adriano Cordeiro Sarney não é nem nunca foi integrante do quadro de pessoal do Senado Federal, seja efetivo ou de pessoal comissionado, bem como atesto, para todos os fins de direito, que este Senado Federal não tem nem nunca teve qualquer contrato firmado com a empresa Sarcris – Consultoria, Serviços e Participações Ltda.”
Essa é uma declaração feita pelo Senado Federal.
Sua relação era com o HSBC, o maior Banco do mundo, e não podia ter sido colocado, como se aqui no Senado ele tivesse sido posto por interferência de quem quer que seja.
Artur Virgílio – quanto ao próprio neto do presidente do Senado, José Adriano Cordeiro Sarney, Virgílio lembrou que ele próprio admitiu ter agenciado pelo HSBC empréstimo consignado de funcionários do Senado. “Se não vai ter o debate, eu queria registrar esses três lapsos que considero de extrema gravidade”, disse.
Parafraseio aqui a jornalista Alcinéa Cavalcante, que diz o seguinte:” Antigamente quando alguém contava uma lorota a gente dizia: “Cuidado! Teu nariz vai crescer”. Hoje se diz assim: “Cuidado! Teu bigode vai crescer”
Confira as principais frases de Sarney durante discurso no plenário do Senado
da Folha Online
Leia as principais frases do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para se defender das 11 acusações que foram apresentadas contra ele no Conselho de Ética da Casa.
Sarney descarta renunciar à presidência do Senado
Sarney nega contratação de parentes por atos secretos
Sarney diz que denúncia é uma campanha para desestabilizá-lo
Sobre as acusações:
“As acusações que me foram feitas nas diversas representações apresentadas ao Conselho de Ética, nenhuma coisa está relacionada com dinheiro ou prática de atos ilícitos ou desvios de dinheiro público.”
“O conselho não pode abrir processo por recorte de jornal. Na coerência do meu passado, não tenho cometido nenhum ato que desabone a minha vida”, afirmou.
“Avaliei que as críticas que me fizeram eram só rescaldos da eleição, mas eram mais profundas. Faziam parte de um projeto político e de uma campanha para [me] desestabilizar.”
“Na coerência do meu passado, não tenho cometido nenhum ato que desabone a minha vida. Não tenho senão que resistir, foi a única alternativa que me deram.”
Sobre os atos secretos:
“‘Ninguém nesta Casa sabia ou podia pensar que existiam atos secretos.”
“Não dizem o que fiz de errado, porque que eu devo merecer punição?”
Sobre a divulgação de conversas interceptadas pela Polícia Federal na Operação Boi Barrica:
“Ninguém pode gravar alguém, pegar a conversa interlocutória e divulgá-la com o sigilo de Justiça, ainda mais com um senador da República, que tem foro privilegiado pelo STF [Supremo Tribunal Federal].”
Sobre a denúncia de ter favorecido seu neto:
“Em nenhum momento da minha vida faltei ou faltarei com o decoro parlamentar. Cidadão de vida ilibada, de hábitos simples, ter falta de decoro? Nunca poderiam me acusar de coisa dessa natureza. Não favoreci neto meu. Sou vítima de uma campanha sistemática e agressiva.”
Pedido final aos senadores:
“Minha força não é desejo de poder. Esse cargo não me acrescenta nada, senão auguras e decepções. Mas há a certeza de que nada fiz de errado, de que as senhoras e os senhores senadores são justos. Nós nos conhecemos uns aos outros, vão me ajudar a reconstruir a paz no Senado.”
Paulo Duque, argumentou que não foi apresentado documento que comprovasse o envolvimento de Sarney nas supostas irregularidades. E o advogado de Sarney já havia dito que não havia embasamento nas acusações contra Sarney, então não existia motivo para que ainda fossem analisadas as acusações.
Plantaram uma defensora do Sarney no teu blog Luciana?