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As acusações dos Robertos e o ‘batom na cueca’ – por Luciana Capiberibe

O devezenquandário Tribuna Amapaense, resolveu, através de seu editor Roberto Gato, responder a uma nota que coloquei aqui no Blog. Na nota, o editor do jornal, tido como de propriedade do prefeito Roberto Góes, diz que eu “vesti a carapuça” ao afirmar que o jornal em sua matéria havia acusado a Frente pela Mudança de ter cometido o que chamou de “ato terrorista” contra a merenda escolar que queimou nos galpões da prefeitura.  Uma verdadeira inversão de fatos e valores digna da mais marrom imprensa amapaense. Antes de começar a responder, quero deixar claro aqui, se é que isto já não é suficientemente claro, que eu tenho lado na política e não escondo isso de ninguém, como procuram fazer os Robertos que não assumem sua relação umbilical.Então vamos aos fatos, no caso, aos textos:

1 -  “O engraçado, leitor é que em momento algum a repórter Denise Muniz faz alusão ao Partido Socialista Brasileiro e tão pouco [sic.] a [sic.] coligação formada entre PSol e PSB”, isso é o que afirma Roberto Gato. Agora vamos ao que diz a reportagem “Terroristas sabotam programa de reforço alimentar”, assinada por Denise Muniz: – “É como se houvesse a reprodução de um recente episódio protagonizado pela incessante disputa pelo poder que no ano passado – durante as eleições municipais – levou candidatos oposicionistas a atropelarem valores humanos, sem que houvesse qualquer preocupação com a dignidade alheia”, inicia a reportagem, “a abertura desta reportagem faz referência à suspensão, no ano passado, de programas sociais do governo do Estado, provocada pela então coligação “Frente pela Mudança”- continua a reportagem, desde já deixando claro a intenção do jornal. O que eles chamam de “atropelar valores humanos” e imputam à oposição foi o pedido feito pelo Ministério Público para que fossem suspensos os pagamentos de benefícios sociais durante o período eleitoral, pois o MP suspeitava que estes estavam sendo usados pela coligação de Roberto Góes para comprar votos(conforme ficou provado na sentença assinada pelo juiz Marconi Pimenta, que cassou o registro de candidatura de Roberto Góes, acusado de compra de votos).

2- “O cenário de sofrimento e desespero que, à época, se abateu sobre a população afetada pela medida insensata levou alguns dias até que a Justiça Estadual decidisse pela liberação dos programas. Enfim, tudo voltou à normalidade.
O venturoso final desse episódio, no entanto, dificilmente pode ser esperado no mais recente acontecimento: o incêndio no prédio onde antes (cerca de dez dias atrás) funcionava a Secretaria Municipal de Educação.” Assim segue a tentativa de identificar a suposta autoria de um incêndio terrorista a um outro fato imputado falsamente à oposição, que seria a paralisação do pagamento dos benefícios sociais pelo governo do Estado.

3-Mas, a cereja do bolo, o batom na cueca é a parte da matéria que se refere ao prefeito Ro berto Góes, vejam só: – “Bem mais enfático, o prefeito de Macapá Roberto Góes disse não acreditar em curto circuito. Para ele o incêndio foi obra de um atentado político, uma ciumeira da oposição” – Acho que aí não resta mais dúvidas de qual é a intenção do prefeito com essa história de “incêndio criminoso” e “terrorismo”. Acusar adversários políticos por um fato tão grave, sem ter qualquer indício para tanto, é uma atitude no mínimo irresponsável vinda da parte de um alcaide que deveria zelar pela cidade e pelo seu equilíbrio.

Roberto Góes: atribuiu o incêndio `a "obra de um atentado político, " à "psica" (picica???) da oposição
Roberto Góes: atribuiu o incêndio `a "obra de um atentado político, " à "psica" (picica???) da oposição

4- “Então Camila!(meu primeiro nome) não chamei vocês de terroristas, porém, como você vestiu a carapuça e o caso está sob responsabilidade da policia, você é uma boa linha de investigação, pois praticamente assume o feito ao se inserir num contexto no qual nem você e nem ninguém está citado” – Aqui o sr. Gato chega ao cúmulo do absurdo apontando-me como suspeita no caso porque segundo ele, eu “vesti a carapuça”. Se a policia federal, que está investigando o caso, viesse conversar comigo, eu não teria o menor medo, serviria um café  para eles, parabenizaria por todas as operações feitas nos últimos anos e diria para eles o seguinte: o sr. prefeito Roberto Góes diz que o incêndio teria causado um prejuízo de R$ 2 milhões. Vamos fazer as contas. Ele diz que tinham no despósito cerca de 700 cestas básicas, ao valor de R$ 40 cada, isso equivale a R$ 28 mil, oitenta computadores, que a secretaria diz que estavam no local, se calcularmos cada um ao valor de R$ 3 mil(está caro, mas vamos lá), fica R$ 240mil, ou seja, até agora o valor do que foi perdido está em R$ 280mil, mais os eletrodomésticos, digamos que chegue a R$ 300 mil, então porque dizer que o valor do prejuízo foi tão alto?

O que parece é que bateu um arrependimento, e o primeiro afã de acusar adversários políticos por um fato que não parece ter nada de político passou, e o que ficou foram as denúncias da vereadora Cristina Almeida(PSB) e da deputada federal Janete Capiberibe(PSB) na policia federal, o medo de responder por calúnia e difamação, além de negligência , caso se confirme que o prédio da prefeitura que queimou não tinha condições de acondicionar merenda escolar e nem material de ensino e computadores. O sr. Roberto Gato em seu texto diz que não leu a nota que coloquei no meu blog, pois deveria ter lido, se o tivesse feito, não estaria falando disparates, e se sujeitando a um processo civil e criminal de calúnia e difamação.

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Comentários

7 comentários para “As acusações dos Robertos e o ‘batom na cueca’ – por Luciana Capiberibe”

  1. O Barcellos fez ele vender o seu carro para pagar indenizção por calúnia e difamação.Além dessa processo ele tem um outro onde, ele espancou um adolescente.São essas figuras que escrevem nesses jornais pagos com dinheiro público.

    Escrito por Gustavo Coelho | 27/07/2009, 21:52
  2. Eles devem saber que serão processados ou não, né? De qualquer forma se forem processados todo o dinheiro gastos com advogados, idenização e tal serão pagos com o dinheiro público, com nosso dinheiro!! Por isso se arriscam sem pudor algum, se setem numa verdadeira babilônia. Tomara que essa babilonia deles tenha o mesmo fim a da história bíblica.

    Escrito por Tião Viena | 28/07/2009, 0:15
  3. É preciso manter a serenidade e a fé em Deus Luciana. Assim como a máscara do Sarney que comanda toda essa gente caiu, a deles certamente cairá. É questão de tempo.

    Escrito por Chico Terra | 28/07/2009, 17:11
  4. Lu, o negócio é que o prefeito cassado e seus apaninguados estão tentando mais uma vez enganar a população, aplicando esse golpe do incêndio, a incompetência deles é tanta, que não conseguem cumprir as próprias promessas de campanha, é muita coincidência já era meados da primeira quinzena de julho e nada de “cesta básica das férias”, aí a Secretaria muda de lugar. Logo em seguida acontece o incêndio e a turma da “harmonia” desesperadamente passa a divulgar que o tal prédio estava abarrotado de cesta básicas que seriam distribuídas para o alunado. É brincadeira!!!!! Outra coincidência quem é o proprietário do prédio onde funciona a SEMED agora?

    Escrito por Sônia | 28/07/2009, 18:48
  5. Força Luciana, vá em frente, o mal jamais vai prevalecer sobre o bem.
    Fé no que virá!

    Escrito por Dorismar | 28/07/2009, 21:15
  6. Acho que isso não é mais apenas um forte embate político, chegou ao ápice da irresponsabilidade jornalística misturada com mau caratismo. Minha solidariedade, Luciana.

    Escrito por Dulcivania Freitas | 29/07/2009, 23:57
  7. Uma precipitação juvenil e amadora do Jornal, da jornalista e de quem orientou a manchete de “incêncido criminioso e de conotação política”. Ora, o prédio tá sobre a gerencia do município e sua guarda e responsabilidade é única e exclusiva do gestor municipal. Se houve leniência ou falta de melhor zelo e trato com a coisa pública pelos bens alí guardados, deve-se responsabilizar os gestores que tinham a obrigação pública e dever social de melhor proteger bem tão importante para a sociedade. O jornal perde idoneidade e credibilidade ao afirmar que foi incêndio criminoso, pois não possui meios, qualificação e nem tampouco recursos para se arrogar órgão investigatório. Há esferas para tal fim. Todos sabemos que há uma crise gravíssima de recursos no Estado e no Município, agravada pela estagnação de nossa economia regional que não gera divisas para os nossos cofres. Vivemos de pires na mão aguardando que não faltem os recursos da união para pagar o servidor público e tocar as poucas obras no Estado. Não é à toa que já começam a atrasar pagamento de servidores, obras estão paradas e fornecedores estão à mingua. Tal crise é agravada ainda pela sangria pelo ralo do desperdício e pela corrupção, mas estimulada que combatida. O prefeito, em campanha, prometeu muito e agora não tem como honrar os compromissos assumidos. Sua ingenuidade e de seus seguidores tentam, agora, imputar toda as mazelas que ocorrem na sua gestão à uma suposta oposição que vive à tramar diuturnamente a derrocada do alcaide e de sua gestão. Obras como o canal da Mendonça Junior(seis meses de enrolação e aporrinhação para quem mora às proximidades e só fizeram matar as árvores de 30 anos), shopping popular, vão se arrastar eternamente, pois não há recursos suficientes para tais obras, sendo apenas paliativos de momento. Portanto, e para encerrar, não há como esconder os limites do sr. prefeito diante do orçamento do município,e querer inventar “pauta” ou criar um falso debate sobre problemas tão sério e grave como o sinistro ocorrido(incêndio),é , no mínimno, agir de irresponsabilidade desmedida e rebaixar a inteligência da sociedade.

    Escrito por Ermínio | 30/07/2009, 11:26

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