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Operação Limpeza do Povo: o desgoverno do PDT

Publicado no blog www.heversoncastro.blogspot.com

Gás de pimenta, cassetetes, espancamento de trabalhadores: é o início de um governo neoliberal

Fiquei esperando atento alguém se pronunciar sobre essa tal “Operação Limpeza do Povo”, desencadeada pelo prefeito cassado e biônico Roberto Góes (PDT). Se não bastasse os aplausos de setores conservadores e da mídia, ao que alguns denominaram de “praça de guerra”, colocando os holofotes das manchetes e matérias dos jornalões vendidos dessa “grande mída” golpista amapaense, que de grande mesmo só tem o seu jabá pago com dinheiro público, para tentarem criminalizar os trabalhadores que ganham seu pão de cada dia e sustentam honestamente suas famílias.

Não adianta vir com desculpas esfarrapadas, de que a truculência e a repressão utilizada pelos senhores do poder é justifcável por conta de ajeitar e organizar o centro de Macapá. Ora! Não se organiza uma cidade, que a cada dia cresce, com a remoção de trabalhadores do centro comercial, ou será que isso é uma justificativa elitista daqueles que moram no centro e tem nojo de “povo trabalhador”.

Quem tem leitura histórica sobre as políticas neoliberais implementadas pela direita na América Latina e no Brasil, sabe muito bem que os governos iniciaram suas ações com as chamadas “limpeza social”. Esta política é frequente em São Paulo, um dos maiores laboratórios de governos neoliberais do Brasil. O que o PSDB/DEM fizeram e fazem com a classe trabalhadora de seus governos locais, é o que esse grupo de poder sonha em fazer com o Amapá e com seu desgoverno em Macapá.

O debate de organizar e urbanizar as cidades não deve se dar apenas com instrumentos repressivos e paliativos, como estes que Roberto Góes vem fazendo em Macapá. Isso é fruto de um preconceito elitista, onde irão organizar o centro da capital, se livrar desse “lixo humano” que são os trabalhadores informais, com apenas um objetivo: monopolizar o comercio do centro da cidade para aqueles que tem poder econômico. Aliás, estes que são detentores do poder econômico são os maiores financiadores das campanhas eleitorais da direita amapaense e do PDT. Não se ageita uma cidade fazendo de uma remoção, um cenário de espancamento de trabalhadores e realizando prisões, isso é o que o prefeito quer que seja mote de campanha e de propaganda de seu governo?

Se o prefeito cassado Roberto Góes quer urbanizar e ageitar Macapá, ele tem que começar o seu trabalho árduo pelas periferias da capital, planejando a urbanização da cidade. E principalmente prefeito cassado! O senhor tem que colocar no seu vocabulário uma coisa chamada Reforma Urbana, o trabalho começa por aí.

Heverson Castro – é blogueiro, escreve todos os dias em www.heversoncastro.blogspot.com

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