
Em fins de junho de 2006 desembarquei em Macapá. No trajeto entre o aeroporto e o Hotel Milano, vi pela primeira vez a expressão “Xô Sarney”, uma charge pintada em um muro de uma residência.
Ao chegar ao hotel contei a Alcilene Cavalcante sobre a charge, que imediatamente pediu ao fotógrafo Chico Terra que registrasse a charge, que do blog da Alcilene correu o país.
A charge do cartunista Roni ilustrou adesivos, camisetas, entrou na campanha pela não reeleição de José Sarney e foi incorporada no Maranhão como chiste contra a eleição de Roseana Sarney, que concorria ao governo daquele estado.
O “Xô Sarney” obrigou o senador a gastar sola de sapato para derrotar Cristina Almeida e ajudou a derrotar Roseana no Maranhão.
Agora está na hora de trazê-lo de volta a política nacional, pois o velho lobo travestido em pele de cordeiro está mostrando ao país a sua verdadeira face.
Sarney é o epicentro de todas as mazelas do Senado desde 1995.
Proprietário de uma bela mansão em Brasília recebeu durante mais de um ano a bolsa-moradia de R$ 3.800,00 mensais ilegalmente.
Como presidente do Conselho Editorial do Senado abrigou no dito cujo, o candidato a prefeito de Macapá, Lucas Barreto (PTB), entre agosto de 2007 e outubro de 2008, ao custo mensal de R$ 7,1 mil. Ali, também alojou a filha do amigo Silas Rondeau.
Seu neto, filho de Fernando, e depois a mãe do menino, foram alojados no gabinete do amigo e aliado Epitácio Cafeteira.
Uma sobrinha foi abrigada no gabinete da filha senadora e a outra no gabinete de Delcídio Amaral.
Todas as nomeações feitas através de atos secretos, uma criação de seu pupilo e compadre Agaciel Maia, nomeado diretor-geral do Senado no primeiro mandato do velho lobo como presidente da casa.
Pela cara de pau de afirmar que não sabia dessas e outras armações é que o “Xô Sarney” está tão atual.
A quem advogue que ele faça como ACM, Jader e Renan, que renunciaram à presidência do Senado para salvar a pele.
Quem conhece profundamente o velho lobo travestido em pele de cordeiro, acha que Sarney está mais para a tese do deputado gaúcho Sérgio Moraes, que se lixa para a opinião pública, do que para os presidentes do Senado que flagrados em delitos preferiram renunciar.
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