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Meio ambiente

Fim do mistério dos porcos mortos no Amapá

Do Globo Rural

A Agência de Defesa Agropecuária do Amapá já sabe qual a doença que provocou a mortandade de porcos na zona rural de Macapá. Entre as doenças prováveis, o resultado é considerado o pior possível pela Diagro. A peste suína clássica é considerada altamente contagiosa. A principal preocupação no momento é evitar o transporte de qualquer animal da zona afetada. A saída de um porco, mesmo aparentemente sadio, significa perder o controle sobre o foco da enfermidade. A doença já foi diagnosticada em 210 porcos e em dez sítios da Vila Quilombola do Curiaú, zona rural de Macapá, a oito quilômetros do centro da cidade. A origem da peste suína pode estar na alimentação de má qualidade dos bichos. “Eles fazem a alimentação dos animais com o que chamam de babuja, que são restos de comida de restaurantes ou supermercados. Possivelmente, poderá ser pela alimentação a causa da doença”, explicou Hermógenes Moutinho, coordenador da Diagro. A doença não afeta o homem, mas os prejuízos econômicos serão inevitáveis. A peste suína clássica não tem tratamento. A recomendação é sacrificar os animais, inclusive os sadios. A criação de porcos na Vila do Curiaú terá de recomeçar do zero. Não há criação comercial de porcos na zona rural de Macapá, apenas criação doméstica. A Agência de Defesa Agropecuária do Estado calcula que terá que sacrificar cerca de seiscentos animais.

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