Os seres humanos durante as suas vidas são portadores de vários sentimentos, alguns inerentes e outros adquiridos e aperfeiçoados, mas todos agregados a estes seres, obviamente enquanto vida tiverem. Alguns sentimentos são mais humanos, humanizados e intrínseco a alma, caminha lado a lado com ela, tem na sua essência a satisfação da vida, o pulsar da vida, o ter a alegria da vida plena, o satisfazer a vida, enfim, o ser feliz a todos os humanos e viver. Um desses sentimentos é a compaixão.
A compaixão é um sentimento que está diretamente ligado ao amor, a solidariedade, a fraternidade, a dignidade, ao calor humano, ao ato de dar, ao ato de proteger, ao ato de dividir, é ele que busca a felicidade do outro, é ele que não quer que falte nada ao outro, é ele que não quer ver o outro ou outros sofrerem, ele é o sentimento do abraço, do aconchego, do amparo, do abrigo e principalmente em querer dar dignidade àqueles que não estão tendo, dar dignidade àqueles que estão excluídos, àqueles que estão desamparados por tudo e por todos, é ele que não quer dar somente comida, não só agasalho, não só abrigo, mas dar acima de tudo, acima de qualquer coisa, dar dignidade, fazer com que pessoas resgatem seus direitos, resgatem a auto estima, que as famílias com seus filhos se sintam realmente cidadãos com todos os seus direitos sendo respeitados e executados.
Quando a vida degradante, subumana que uma família está vivendo, como a família de Dona Maria Sanderes da Silva Abreu, é apresentada a toda uma comunidade, e esta comunidade não se comove, não fica indignada, não sente compaixão, o poder público não vê ou finge não ver, não assiste quando tem que assistir , o socorro está sendo pedido e ele governo é omisso, então verdadeiramente fica explícito que a humanidade está caminhando para o caos, está indo a passos largos de encontro com a falência total do que é ter respeito pela dignidade humana, do que é ter respeito pela vida do outro, do que é querer ver o bem do outro, estabelecendo assim o verdadeiro caos, pois o que valerá será o eu, prevalecerá o egoísmo desenfreado, prevalecerá o mais forte praticamente exterminando o mais fraco. O doente, o pobre, o miserável, o faminto, o desabrigado será totalmente excluído da face da terra, por que nesse momento o sentimento compaixão deixou de existir, não existirá mais, não impulsionará mais a mola do bom coração.
Na insensibilidade humana, muitas vezes está mascarado a avareza, a ganância, o egoísmo, o caráter do não dar um pouquinho do que tem, do não ajudar o outro, por que o sentimento do egoísmo se sobrepõem ao sentimento da fraternidade, essa atitude trás indignação àqueles, que graças a Deus, ainda tem em seus íntimos o sagrado sentimento de compaixão e os tendo procuram outros que os tem, para que juntos possam mudar a vida de pessoas que muito esperam delas, e a indignação se apresenta ao ver que muitos podem fazer alguma coisa e não fazem, pois fazendo não diminuirá suas posses, não os deixará menos pobres, não os deixará na situação da família de Dona Maria Sanderes da Silva Abreu, que não tem nada, não tem comida prá si e nem para os seus filhos, não tem roupa prá si nem para os seus filhos, não tem morada prá si nem para os seus filhos, mas tem sofrimento, tem dor, tem angústia no coração, tem desespero e talvez tenham, ela e seus filhos, esperança de que pessoas ainda tenham em seus corações aquele sentimento que impulsiona o ser humano para o bem, aquele sentimento que dá o verdadeiro sentido de viver a um verdadeiro ser humano, aquele sentimento que é capaz de extirpar da face da terra o sofrimento pela falta de dignidade a qualquer família, em qualquer lugar desse planeta, que é o sentimento da compaixão, ai com certeza, como o mal jamais subjugará o bem, como os ditos ricos avarentos malditos e amaldiçoados um dia estarão frente a frente com Deus, sem nenhuma moeda no bolso, ai então as pessoas que não perderam a compaixão, esperança dessas famílias, nunca desapareceram da face da terra, por que o Criador sempre as multiplicará e assim, os corações de compaixão estarão presente sempre, doando além de tudo, vida, para quem nem vida digna tem.
Professor Alcides de Oliveira
alcides.oliveira2005@ig.com.br
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