EDUCAÇÃO VERSUS PROSTITUIÇÃO
A busca pelo conhecimento deve ser em todos os dias do ser humano, uma busca constante, uma frenética busca, incessante e determinante a alcançar um objetivo que é o de procurar em primeiro lugar compreender a sua própria existência para a partir dai compreender tudo que está a sua volta e consequentemente, compreender que só através de estudos essa compreensão poderá ser parcialmente conseguida e que nesse parcial verá que só na educação é que poderá crescer no conhecimento, através dela poderá se sublimar, poderá levitar, poderá buscar o que parece inatingível, lutar tal qual Paulo Freire o fez pela educação, e assim crescer pessoalmente, na medida em que através do conhecimento dificuldades sejam derrubadas, em que caminhos tortuosos sejam endireitados, na medida em que arestas e espinhos sejam podados, em que incompreensões sejam compreendidas, na medida em que o cansaço pela educação seja revertido em felicidade, acompanhada do salutar sentimento de engrandecimento, pois acredita-se que assim sua vida será saborosa, não só por conseguir os bens materiais de que necessita, mas acima de tudo terá sempre ao seu lado tudo de bom que não se toca e não se vê, mas que a bendita educação poderá lhe oferecer, que são os sentimentos mais nobres do ser humano. A educação, traduzida em conhecimentos científicos, obtidos através dos bancos das escolas e das universidades deve ser uma educação que busque a realização pessoal na medida em que estudar pressupõe diplomas vários, pressupõe dias melhores, pressupõe um bom emprego, uma boa moradia, bons salários, um bom relacionamento na sociedade, ser compromissado com o futuro do seu país, mas o estudar deve também traduzir a formação de uma pessoa em um bom caráter, em um bom cidadão ou cidadã, em um cidadão ou cidadã que visa a melhoria de si, mas também de quem está a sua volta, respeitador e respeitado, humilde mas ao mesmo tempo não submisso, cordial e fraterno.
Uma pessoa por mais que se queira, nunca poderá atingir esse estágio, se para isso precisar, ou querer utilizar como ferramenta para alcançar aquele fim, a prostituição, pois por si só ela é um caminho que traduz a maldade pessoal para quem a pratica, um desrespeito a si próprio, ela é um caminho em que nas suas entranhas o respeito pelo corpo e pela alma não existe, porque este e esta tem preço, foi estipulado um preço, nas suas entranhas a dignidade do ser humano é jogada no lixo, a partir do momento em que os sentimentos pessoais pelo outro só tem valor se tiver moeda ou cédula e é extremamente danosa se por desvario, se por demência, se por irresponsabilidade, se por demasiado gosto pela luxúria ou por desatino, ou mesmo pela mentira, uma pessoa buscar na prostituição uma desculpa para a obtenção de conhecimentos, buscar a educação em um banco de uma universidade, pois acredita-se que a prostituição não ajudará nesse mister, por que a educação é mais, acredita-se que a prostituição não ajudará na formação do caráter daquele cidadão ou daquela cidadã, não ajudará na formação de pessoas que no futuro poderiam ser respeitadas, a prostituição não ajudará na formação cientifica naquela universidade ou em outra qualquer, pois o estudo para essa formação será um engodo, será uma farsa, não terá de maneira nenhuma motivação para tal. A verdade pode não ser o que diz essas palavras, pois ela não é única, longe disso, mas ao mesmo tempo é um grito de alerta explícito, por quem ama e respeita a vida. Jovens, busquem a educação ferrenhamente, estudem, sejam verdadeiramente jovens acadêmicos, tenham um objetivo definido e bom, procurem formar os seus caracteres através do bem, da amizade, do bom livro, da boa música, do bom banco da universidade, da ajuda oficial, e nunca, jamais, procurem obter tudo isso se em troca vocês tiverem que se prostituírem, se tiverem vergonha dos seus atos agora e no futuro, por que se vocês acharem que tem que ser assim, então, sinceramente, é mil vezes preferível que vocês nunca sentem em um banco de uma universidade, por que as pessoas de bem, as pessoas que realmente te querem bem, as pessoas que os amam, não aguentariam vê-los buscando conhecimento se prostituindo, se vendendo, recebendo em troca o real e a realidade imunda, e assim, apunhalando a si mesmos com o punhal da vergonha. Acredita-se que mesmo a fome de alimentos, não é desculpa para vender a própria honra.
Professor Alcides de Oliveira
alcides.oliveira2005@ig.com.br
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