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Artigo – A malária Agradece – por professor Alcides

A MALÁRIA AGRADECE

O que somos? Ignorantes? Omissos? Inescrupulosos? Burros?(com todo respeito ao animal), descompromissados?. Acreditamos que não, mas tem certos momentos, que por mais que se escreva, que se apele para o bom senso, que se reescreva o que já foi escrito, pedindo pelo amor de Deus que o Estado do Amapá seja um estado da federação participativo, que busque a inclusão, que seja visto como um estado pujante, que seja respeitado em suas atitudes, um estado moderno, um estado que prima pelo bem estar de seu povo, um estado globalizado, um estado que deve ser mostrado, que busca o desenvolvimento onde ele estiver, principalmente na área científica, mesmo assim, mesmo fazendo todos esses pedidos, rezando para que assim seja, eis que surge momentos em que os adjetivos acima mencionados talvez sejam aplicáveis a certos agentes que dirigem esse estado, pois não se pode admitir que o Estado do Amapá fique fora da Rede de Pesquisa em Malária, do Conselho Nacional de Pesquisa CNPq, junto com as Fundações de Apoio a Pesquisa dos Estados do Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio de Janeiro e São Paulo. É muito simples o porque que essas entidades estão arregaçando as mangas e estão pretendendo fazer, é simplesmente para pesquisar essa doença terrível que maltrata milhares de pessoas todos os anos e centenas são mortas, vítimas dos efeitos devastadores desse mal, ocasionando o luto a milhares de famílias, na maioria trabalhadoras, humildes, vivendo nas periferias das cidades, nos alagados e principalmente aquelas famílias que moram e vivem do que as florestas lhes oferece, assim ficando muito vulnerável a serem contaminadas com a malária. Essa imagem que nos é mostrada, é um retrato encontrado também no Estado do Amapá, no nosso estado, pois a Malária está presente aqui, e muito presente, ela faz parte de uma das mazelas que o nosso estado tem, ela faz parte do sofrimento de centenas de famílias que aqui residem, desde as cidades até o mais longínquo recanto, todas sujeitas a adoecerem e a morrerem sofrendo dessa maldita doença. O mundo se preocupa com essa doença, cientistas passam a vida estudando essa doença, milhares de dólares são gastos em pesquisas sobre essa maldita doença, então por que o Estado do Amapá fica fora desse projeto? Por que não se engajar de corpo e alma nesse projeto? Por que não deixar muitas coisa fúteis e em seu lugar se doar em busca de aliviar a dor? O Estado do Amapá não tem o direito de ficar alheio a uma causa tão nobre que é a pesquisa sobre essa doença que também o faz ficar doente, o Estado do Amapá não tem o direito de não dar o direito para que seus cientistas busquem alivio para quem dele precisa, e é infelizmente o seu povo que precisa, o Estado do Amapá poderá, perante seus pares, parecer covarde face a tal situação, poderá parecer praticar a desídia perante o seu povo em não querer a saúde, poderá parecer perante o restante desse país, que a Malária não lhe diz respeito, pois dela seu povo não padece. Absurdo. Passada a perplexidade, mas não a verdade, o que se pode fazer é questionar para quem de direito, para quem tem a carapuça, mesmo sabendo nós várias respostas desse questionamento, qual seja, por que não participar do projeto? Por falta de recurso? Por que o Estado do Amapá não tem cientistas? Por que é muito difícil a participação? Por que não temos logística? Mas temos doentes. Será muito difícil entender se respostas houver, porque as respostas a essas perguntas não terão efeito de entraves perante a necessidade que se apresenta, porque que se isso ocorrer, se os entraves forem maior que a responsabilidade, forem maior que a determinação, forem maior que os compromissos que se deve ter para com o povo, ai então uma coisa só acontecerá: o sofrimento continuará e a Malária a maldita Malária que assola o Estado do Amapá agradecerá.

Professor Alcides

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Comentários

  1. Falta compromisso na indicação das chefias que têm o poder de decisão. Quando os setores puderem elaborar critérios para a indicação destas chefias, conscientes da necessidade de capacitação técnica e de que o foco da missão não deve ser a pose de autoritários, ou “marketing ilusório”, ou o valor da gratificação e vantagens que esperam receber, mas sim a qualidade de vida da população, aí sim poderemos ter esperança de um Estado inteligente.
    Infelizmente a cultura dos contratos administrativos, dos apadrinhamentos, nos tornaram carneirinhos. Relamente somos omissos, sem faro, sem desconciômetro e com pouca coragem para unir nossas forças e dizer, CHEGAAAAA……..!!!!!!!!

    Escrito por maria de lourdes sampaio | 30/04/2009, 11:39

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