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Saúde

Sem condições Hospital de Santana é retrato do caos

Calcinhas e roupas penduradas, onde o clima deveria ser de assepcia
Calcinhas e roupas penduradas, onde o clima deveria ser de assepcia

Sem condições

Hospital de Santana é retrato do caos

Membros da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa (AL) do Amapá visitaram na manhã de ontem (15), o Hospital Estadual no município de Santana. Os parlamentares verificaram in-loco a deficiência no atendimento médico.

Leitos com até três crianças, sala de UTI improvisada, um mamógrafo que nunca foi utilizado, falta de leitos, equipamentos quebrados, estrutura física do prédio – lâmpadas queimadas, sem ar condicionado e infiltrações nas paredes-, quadro de servidores, onde apenas dois anestesistas e três cirurgiões atendem no hospital e paredes deterioradas são alguns dos problemas do Pronto Socorro e do Hospital de Santana, segundo maior município do Estado.

O deputado Ruy Smith(PSB) fez parte do grupo de deputados que vistoriou o hospital de Santana
O deputado Ruy Smith(PSB) fez parte do grupo de deputados que vistoriou o hospital de Santana

Na maternidade do hospital a sala de UTI foi improvisada, equipamentos são adaptados pelas enfermeiras com super-bonder para atender os bebês, o teste da orelhinha e feito dentro da sala de drenagem, no lugar de água destilada as funcionárias usam água fervida e a mais de ano não há coletor de urina.

Na enfermaria da maternidade as mães reclamam de insetos como baratas, formigas e moscas. Devido a situação dessas salas os pacientes internados ficam vulneráveis a outras doenças e até mesmo infecção hospitalar. Adrinalva Chagas, mãe de um bebê, conta que o filho deu entrada no hospital em razão de problemas na vista, acabou contraindo pneumonia e está lá 15 dias. Os próprios servidores admitem que o número de leitos não é suficiente para atender a população e boa parte das pacientes são transferidos para Macapá.

A doméstica Gecivania Araújo Pinheiro, 26, veio do município de Gurupá (PA) e está há um mês esperando os filhos gêmeos Vitor e Vinícius ganharem peso para poder receber alta. Ela não reclama do atendimento dos médicos e enfermeiras, mas critica a falta de estrutura. “Meus filhos estão sendo tratados na cama. Não levaram para o berçário. Tenho medo que eles peguem uma infecção e aconteça o pior”, comentou a paraense, mãe de mais quatro filhos.

A quantidade de equipamentos nas salas e corredores do hospital necessitando de reparos chama a atenção. Dentro da farmácia onde antes era o centro cirúrgico ficou instalado no teto um “foco Cirúrgico” que ainda funciona. Em outra sala um mamógrafo adquirido pelo estado a cinco anos nunca foi utilizado. O aparelho teria sofrido danos durante o transporte e nunca foi recuperado. No único aparelho de raio-x que atende ao hospital e ao pronto socorro são realizados em média 130 exames/dia com apenas quatro placas. Em geral a maioria dos exames médicos são realizados em Macapá.

A situação é ainda mais grave no Pronto Socorro que fica ao lado do hospital. Em decorrência da falta de leito, na clinica pediátrica em média três crianças ocupam um mesmo leito. Em uma sala onde deveriam ter seis crianças ontem havia quase o triplo. As camas são dividas entre as crianças e as mães. Quando não há leito os pacientes recebem atendimento nos bancos que ficam nos corredores.

Equipamentos estão amontoados espalhados pelo hospital
Equipamentos estão amontoados espalhados pelo hospital
O hospital dispõe de R$ 4 milhões para reforma e ampliação e embora o recurso esteja disponível há quase quatro anos a situação permanece a mesma. Para o diretor do hospital, Mauro Camilo, a responsabilidade pelos problemas existentes nas duas casas de saúde é dos postos médicos que não funcionam. Mauro Camilo afirma que a pressão sobre o hospital e o pronto socorro poderia reduzir se o município tivesse condições para atendimento nos postos. Ele cita também a procura por atendimento realizada por moradores das regiões ribeirinhas do Estado do Pará.

O presidente da Comissão, deputado Manoel Brasil (PMN), conversou com pacientes e funcionários e prometeu levar as reivindicações para serem discutidas na Comissão de Saúde, ao conhecimento do secretário estadual de saúde, Pedro Paulo e ao governador do Estado, Waldez Góes, para tomem providências e melhore as condições de saúde da população de Santana.

De acordo com o deputado Ruy Smith (PSB), a obra de ampliação do hospital que está paralisada há mais de dois anos, custou aos cofres do governo cerca de R$ 5 milhões é fundamental para o município. Com apenas 35 leitos, a maternidade não comporta a demanda no atendimento a população. “Exemplo visto na enfermaria infantil com até três crianças ocupando apenas um leito. A superlotação desse hospital se resolve com a conclusão dessa obra, que abre mais 100 vagas”, frisou o deputado. Na mesma linha conclui o deputado Dalto Martins (PMDB). “O maior gargalo do hospital é a falta de infra-estrutura”.

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Comentários

  1. Essa turma da Assembléia,vem fazendo essas visitas tudo porque as eleições são no ano que vem,todos sabem que a saúde do Amapá foi sucateada apartir de 2003 e agora quase 7 anos nada foi feito,eu não acredito que a harmonia esteja acabando e que a população vai cobrar desses parlamentares que ajudaram a falir a saíude do Amapá.

    Escrito por Francisco Azevedo | 16/04/2009, 14:40
  2. A mudança tá começando de fora pra dentro, o Sarrafe tomou posse no Jari, Santana tanbem tem o apoio do PSB,quando o TRE vai baixar o sarrafo no ROBERTINHO?

    Escrito por Fco araujo | 16/04/2009, 14:56

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