A divulgação do índice de desenvolvimento sócio econômico (IDSE) da Fundação Getulio Vargas que coloca o Amapá como o único Estado que regrediu no Brasil nos últimos anos, caindo da sexta posição hoje ocupada por Minas Gerais para décima primeira exatamente por não acompanhar o ritmo de crescimento e desenvolvimento dos mineiros nos últimos 7 anos que abrangem a pesquisa, traz à tona uma realidade que vem sendo colocada debaixo do tapete através de uma estratégia de marketing político, parecida com aquela estratégia nazista que diz que uma mentira repetida várias vezes se torna verdade.
A população do Amapá vem sendo bombardeada pela propaganda oficial com a informação que nunca na sua história o Estado passou por um processo de desenvolvimento econômico como vem ocorrendo atualmente, conseqüência da harmonia que hoje existe entre os poderes constituídos e o apoio da quase totalidade dos partidos políticos.
No entanto o Amapá revelado pela pesquisa da Fundação Getulio Vargas é o retrato daquele que a maioria dos cidadãos amapaenses experimenta no seu dia a dia e que infelizmente parte da mídia amapaense bem paga pelo Governo Waldez faz questão de não enxergar e esconder; entretanto basta um olhar mais atento de qualquer pessoa esclarecida para descobrir que a nossa realidade é difícil e comprometedora, senão vejamos alguns exemplos: o estádio zerão abandonado, o aeroporto inacabado, hospital do câncer apodrecendo, projeto de ligação do monumento do marco zero com a orla da cidade através da avenida setentrional esquecido, restaurante do trapiche sem funcionar, quiosques da beira rio inacabados, paralisação da escola de artes Candido Portinari por risco de desabamento, falta de água constante, com dificuldade de tratamento e diminuição da rede realmente atendida pela CAESA, CEA falida em processo de federalização,diminuição do programa de renda mínima para as famílias que vivem em vulnerabilidade social, saúde em crise constante, IAPEN superlotado e atentando contra os direitos humanos, empresa MMX encerrando suas atividades no Estado deixando centenas de desempregados e um passivo ambiental e social desastroso, várias investigações da Policia Federal por suspeitas de corrupção e desvio de dinheiro público envolvendo o alto escalão do Governo atual e o próprio governador, só para citar algumas delas.
Além destas questões especificas, em 2008, dados macroeconômicos do IBGE sobre o Amapá indicam que durante o Governo Waldez houve um aumento da participação do Estado na economia local, ou seja, estamos ampliando a lógica da tão propalada economia do contracheque, o que prova que a gestão deste Governo sequer faz o dever de casa que é fomentar o desenvolvimento econômico através do fortalecimento da iniciativa privada e do setor produtivo.
O mais intrigante é que todas estas mazelas estão ocorrendo em um momento de crescimento orçamentário extraordinário do Amapá, para se ter idéia em 2001 o orçamento estadual girava em torno de 816 milhões, de lá para cá o mesmo vem aumentando vertiginosamente, tanto que em 2008 se chegou a incrível cifra de 2 bilhões e 500 milhões, o triplo do orçamento executado em 2001. Além disso, o Governo Federal vem repassando recursos como nunca antes para Estado investir em infra-estrutura e nas áreas sociais, sendo assim se torna inevitável uma pergunta: para onde esta indo o nosso dinheiro? É uma afirmação que durante o Governo do PSB com menos dinheiro, mas com um projeto claro e bem definido foi capaz de desenvolver muito mais o Amapá social e economicamente.
*Juliano Del Castilo Silva é Advogado, secretário do movimento negro socialista do PSB/AP.
Infelizmente parece que só 1% da populaçao tem a consciencia que a quadrilha politica que se intalou no Amapá so quer se dar bem e aos seus, e o povao que o elegeu q se lasque na miséria e morrendo de trabalhar.