A divulgação da pesquisa intitulada Indicador de Desenvolvimento Socioeconômico (IDSE), recentemente realizada por especialistas da Fundação Getúlio Vargas Projetos, unidade de negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV), fez estremecer os pilares do Palácio do Setentrião, sede do governo amapaense e foi intensamente discutida durante o grande expediente na Assembléia Legislativa do Amapá, na terça-feira, 07 de abril de 2009. Veiculada na última edição da revista Veja, a pesquisa da FGV descortina no Amapá um cenário de débâcle, acentuado pelo gangsterismo político que grassa nos subterrâneos da administração estadual e que ficou camuflada graças à politica da “harmonia” que sufoca os debates e tenta esconder a dura realidade vivida pelo povo do Amapá.
Na reportagem de autoria do jornalista Benedito Sverberi (p. 68-70), o Amapá foi o único a apresentar um decréscimo do IDSE. Ou seja, em bom português, como resume Sverberi,”foi o único a regredir” nos seis anos abrangidos pelo estudo (2001-2007), basicamente todo o período da gestão Waldez Góes (PDT). E o item que mais incomodou o pedetista e seu staff assinala que ” (…) O Estado [do Amapá] partiu de um IDSE de 65,2 pontos em 2001 (semelhante ao de Minas Gerais) e recuou para 60,4 pontos”.
Esses números fundamentaram o pronunciamento do deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB) na sessão da última terça-feira. Durante 15 minutos, o parlamentar usou a tribuna para enumerar as mazelas vivenciadas pelo povo amapaense em áreas da administração pública consideradas nevrálgicas, como saúde, segurança pública, transporte e educação. Segundo Camilo, o retrocesso comprovado em pesquisa de altíssima credibilidade se deve “aos desmandos, desacertos e conivências” do governador Waldez Góes “principal responsável pela falência socioeconômica do Amapá”. Camilo ressaltou que durante anos, políticos da base do governo, apoiados por setores da imprensa pagos com dinheiro público, tentaram esconder a realidade “mas vem a FGV, a mesma instituição contratada pelo senador Sarney para moralizar o Senado, e mostra que o Amapá foi o único Estado da federação a andar para trás”. Capiberibe disse ainda que a pesquisa é um golpe de morte nos críticos que sempre tentaram atribuir ao governo anterior todas as mazelas que afligem o Amapá pois “em 2001, no governo do PSB, o Estado vivia uma situação socioeconômica muito melhor, equivalente ao do Estado de Minas Gerais”. O quadro, revelou a pesquisa, ganhou dimensões de calamidade para o Amapá no momento em que Waldez Góes tomou posse, em janeiro de 2003. O deputado do PSB assinalou ainda que “uma prova inconteste de que o governador contribuiu, direta e indiretamente, para promover o atraso social e econômico no Estado é o fato de que no mesmo período todos os estados da federação melhoraram aproveitando o clima econômico favorável vigente no país em virtude dos acertos do governo Lula, “só o Amapá andou em marcha ré”.
O deputado do PSB responsabilizou os parceiros de Waldez Góes na política de “harmonia”: a bancada federal, deputados e senadores alinhados, além dos próprios deputados estaduais que dão sustentação política ao governo Waldez de maneria acrítica.”Em seis anos, o governo do senhor Waldez Góes não obstante contabilizar o apoio de quase todos os políticos do Amapá num consórcio de poder jamais visto foi incapaz de trazer para o Amapá os benefícios esperados e prometidos por causa da corrupção desenfreada, a falta de sensibilidade e também da incompetência”, finalizou.
é a parceria da desgraça que está acabando com nosso estado que venha 2010 para darmos uma resposta a esses sanguessugas do dinheiro púlblico