Governador Jackson Lago conclama resistência ao sarneisismo e rechaça o golpe de Sarney contra o povo do Maranhão
O governador Jackson Lago declarou ontem à noite, na Praça Deodoro, que vai aguardar com serenidade a decisão final do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em relação ao processo que determinou a cassação de seu mandato. Entretanto, ele afirmou que, “se a Justiça não for justa”, estará junto com o povo nas ruas, lutando “para que a Justiça seja feita”. Falando para uma multidão que deixou a praça completamente lotada, o governador proferiu um contundente discurso, defendendo as obras de seu governo, e atacou duramente o grupo Sarney, dizendo que o senador José Sarney e seus aliados se utilizaram do poder, durante 40 anos, para enriquecer às custas do empobrecimento do povo do Maranhão.
Ao lado da primeira dama, Clay Lago, e de diversos deputados federais e estaduais, prefeitos do interior do Estado, dirigentes de entidades comunitárias e líderes de movimentos sociais, o governador Jackson Lago disse que está avaliando como irá reagir, se o TSE confirmar a sua cassação. “Nós temos de compreender que estamos sendo convocados para esta grande reflexão. Estamos atentos a este momento todo especial que o nosso Estado atravessa. E o Brasil inteiro também está olhando para nós, de forma que, neste momento, a nossa responsabilidade é muito grande”, declarou.
Rememorando episódios que marcaram o golpe de 31 de março de 1964, Jackson Lago destacou que, da mesma forma como o povo foi às ruas para protestar contra a ditadura militar, agora o povo maranhense começa a tomar consciência de que precisa reagir e tomar uma drástica posição contra o domínio do sarneysismo.
“O Maranhão poderá dar para o Brasil inteiro um exemplo de resistência, um exemplo de luta contra as oligarquias que dominam a Justiça, contra as oligarquias que controlam os tribunais”, discursou Jackson Lago. Ele fez um relato de seus dois anos e três meses à frente do Palácio dos Leões, enumerando as principais realizações de seu governo, e assinando que o exercício de seu mandato tem sido uma demonstração de que o serviço público pode e deve ser de boa qualidade.
“Estamos descentralizando o poder, através de amplos fóruns populares, formando um Maranhão democrático e participativo. Então, é por isso que eles não querem para o nosso governo continuar”, enfatizou Jackson Lago.
Antes do discurso do governador, fizeram contundentes pronunciamentos o presidente da Assembléia Legislativa, Marcelo Tavares, o líder nacional do Movimento dos Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, os deputados federais Julião Amin e Domingos Dutra, e a vereadora amapaense Cristina Almeida, que manifestou solidariedade ao povo maranhense e ao governador Jackson Lago, falando também em nome do ex-senador João Capiberibe e da deputada federal Janete Capiberibe.
É dese tipo de atitude que comentei no artigo do CHICO TERRA: Quem são os que nos acusaram? Se tivessem feito este tipo de ato quando o Sarney fez a mesma coisa com o casal Capiberibe, talvez não estivessemos sendo mais uma vez envergonhados no cenário nacional pelo senador `Gilvan pinico de ouro`. O povo que nào aceita este tipo de bandalheira, se convocado, com certeza vai às ruas. Ë muito triste ver o nome do Estado que se vive e ama, tido como aquele que alimenta este tipo de política suja e rampeira. Entendo que assim como o Maranhão, o Amapá precisa iniciar a luta pela sua libertação. Desde já podem contar comigo.