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Sucessão 2010: Waldez entre a cruz e a espada


O Governador Waldez Góes(PDT) está assistindo a uma briga interna em seu governo pela sucessão. De um lado o vice-governador e secretário de saúde Pedro Paulo Dias(PP) avança com uma pré-candidatura ao governo. Articulações para viabilizar essa candidatura já acontecem por todo o estado e até em Brasília, onde o ex-deputado federal Benedito Dias esteve recentemente conversando com membros da bancada. O maior trunfo de Pedro Paulo é o fato de ter em suas mãos o governo do estado, caso o governador Waldez candidate-se ao senado, possibilidade muito forte por dois motivos: se permanecer no governo durante as eleições de 2010, Waldez pode dar as cartas na própria sucessão, mas fica sem mandato e sem mandato Waldez terá que responder na justiça comum aos processos movidos contra ele, como o de crime contra as licitações, que tramita no STF. Candidatando-se ao Senado, Waldez deverá ainda ter muita habilidade, pois Pedro Paulo não esconde de ninguém que seu apoio a Waldez para o senado, leia-se o apoio da máquina governamental, estará vinculado a um apoio à sua candidatura ao governo.

Na outra ponta do tabuleiro, mas no mesmo campo político, está o presidente da Assembléia Legislativa, Jorge Amanajás(PSDB), que também avança em uma pré-candidatura ao governo, contando com o apoio de pelo menos 10 de seus pares para isso e esperando o apoio de Waldez e da máquina. Recentemente e com muito alarde, a Assembléia Legislativa esteve em sessão itinerante no município do Laranjal do Jarí, terceiro maior do estado em número de habitantes.

Tanto Pedro Paulo como Amanajás procuram expandir ações e aparecer na mídia para viabilizar-se. Trata-se de uma briga de foice, onde partidários de um e de outro se atacam através dos meios de comunicação e nos bastidores da política. Os simpatizantes de Pedro Paulo querem saber quanto custou a sessão itinerante no Laranjal, já os de Jorge Amanajás enfiam o dedo nas feridas da saúde.

Essa briga pode levar a uma situação parecida com aquela vivida em 2002, quando o governo Capiberibe se desdobrou não em duas, mas em três candidaturas ao governo, levando para o debate as candidaturas da Vice-governadora Dalva Figueiredo, do ex-secretário de obras Cláudio Pinho e de Fátima Pelaes, que tomava conta da pasta da Assistência Social. Capiberibe, que apoiou Cláudio Pinho, elegeu-se, apesar de não ter contado com o apoio de sua ex-vice-governadora e ainda ter contado com uma migração do ex-aliado voto petista para a candidatura de Gilvam Borges(PMDB) articulada nos bastidores com a participação do senador José Sarney. Lembro-me de ter encontrado com um dirigente petista logo após as eleições, que veio se justificar para mim dizendo que não tinha feito como muitos colegas petistas, que votaram em Gilvam Borges.

Essa situação pode também abrir uma possibilidade nova, como aquela ocorrida em 2002, onde a confusão interna entre os ex-integrantes do governo abriu possibilidades para que a oposição, na época representada pela candidatura de Waldez Góes, vencesse as eleições com o apoio de parte do PSB, de Capiberibe. Para 2010, tanto Amanajás, quanto Pedro Paulo, sabem que o peso do PSB de Capiberibe pode ser decisivo para as eleições, eles sabem ainda que Waldez terá que optar por uma candidatura, caso saia candidato ao senado, o que cria um cenário de múltiplas possibilidades para o PSB, que ainda pode ter uma candidatura alternativa e tentar reeditar o ocorrido em 2002, aproveitando-se do racha governista. Nogueira esta aí, já mostrou que tem habilidade política, reelegeu-se para a prefeitura e parte agora para a difícil tarefa de tirar o PT do Amapá das mãos da desgastada deputada Dalva Figueiredo.

De vice para vice

A ex-vice- governadora e ex-governadora Dalva Figueiredo quer a reeleição para a Câmara Federal e já hipotecou apoio ao vice-governador Pedro Paulo, o acordo foi consolidado com a posse do médico Ronaldo Dantas como secretario adjunto da pasta de saúde, Dantas é homem forte de Dalva. Pesam contra Dalva a votação pífia obtida por ela nas últimas eleições e a negociação feita por ela para apoiar Roberto Góes no 2o turno, que não resultou em nenhum espaço para o PT na prefeitura de Macapá.

Com Waldez ou sem Waldez?

Resta saber como se comportará Waldez sem a máquina, caso isso venha a ocorrer, pois com exceção da sua primeira eleição, justamente a de 2002, Waldez vem se notabilizando pelo uso da máquina e responde por isso a várias ações eleitorais. O certo é que o governador está entre a cruz e a espada.

Existe ainda o imponderável, ou seja, aquilo que não pode ser previsto, que é a possibilidade de cassação do mandato de Waldez Góes, que está pendurado na justiça eleitoral e espera na fila a sua vez de ser julgado pelo TSE. No caso da cassação se efetivar, aí o castelo de cartas é totalmente derrubado para que o jogo recomece.

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Comentários

  1. Se não apoiar o Jorge Amanajás,a assembléia cassa ele(motivos não faltam) e se não apoiar o Pedro Paulo(ficando no governo até o final do mandato) ele irá responder por muitas irregularidades cometidas em seu governo e isso poderá lhe render uma prisão.Uma coisa é certa,ele vai ficar só.Agora tanto o Jorge Amanajás como o Pedro Paulo são ruins de votos, o primeiro teve menos votos que alunos no Desafio,já o segundo não conseguiu eleger o irmão para deputado federal onde existiam 8 vagas.Esse comentário só é verdadeiro se tudo ocorrer normalmente,mas se o Waldez Góes for CASSADO as coisa mudam totalmente.

    Escrito por Alberto Santos | 26/03/2009, 14:18
  2. Luciana, existe ainda o não tão imponderável assim, que seria a cassação, ou melhor, a retirada do atual prefeito cassado Roberto Góes da Prefeitura. Se isso ocorrer antes das eleições de 2010, o que é esperado, a situação para Waldez e seus aliados ainda piora. Primeiro, porque RG é do PDT e sua saída enfraquece o WG. Depois porque o tal RG é peça fundamental para o atual presidente da AL, o Dep. Jorge Amanajás, que foi um dos mais bravos lutadores pela eleição do colega RG. E, teria na Prefeitura e na AL um projeto alternativo de “suporte” caso a máquina maior, ou seja, o executivo, fique mesmo na mão do rival PP. Tá boa essa briga, não tá, não! O duro é aguentar o Moisés indignado com a corrupção de um governo que até ontem ele mesmo defendia. Aguentar o Dalto, que médico, demorou mais de 6 anos para se indignar com o caos na saúde de nosso Estado. E tem ainda o Eider Pena querendo nos fazer crer que o caos da saúde é única e exclusivamente responsabilidade do Pedro Paulo e, que o Waldez que o escolheu de vice e o nomeou como secretaria de saúde não tem responsabilidade nenhuma nisso. Eita gente cara de pau, né Luciana!!

    Escrito por Joana Lima | 26/03/2009, 16:27
  3. Eles que se matem, minha opinião é que o PSB deveria coligar com o PTB e formar uma chapa para ganhar o governo no primeiro turno, Lucas para governador e o Camilo para vice, e o Capi para o senado. O prefeito cassado já começou a roer a corda, no segundo turno das eleições ele e o Inspetor Lourenço reuniram com os guardas municipais e prometeram aumentar os salarios para R$ 2.200,00, resultado todos votaram nele, conheço uns que votaram no Camilo no primeiro turno e mudaram o voto no segundo. Hoje a bomba estourou, o cassado mandou reduzir os salarios de todos os guardas municipais e ainda exonerou o Inspetor Lourenço do comando da guarda. Como diz o Lula isso é só uma marolinha, a pororoca ainda vem por ai.

    Escrito por Abraham | 26/03/2009, 17:50
  4. Esse Waldez e o Manoel no Oiapoque, ambos do PDT foram o que de pior já aconteceu na política amapanse, oito anos de atrazo.
    Bahuam

    Escrito por Bahuam | 26/03/2009, 22:05
  5. Tenho plena convicção que o Presidente da Assembléia Legislativa Jorge Amanajás é o melhor político para governar o Estado do Amapá não só pelos trabalhos realizados e desenvolvidos durante 10 anos de mandato, mas pela pessoa que é nem sempre a população tem oportunidade de conhecer a fundo o candidato ao qual ele outorga seu voto, mas deveria buscar conhecer sua personalidade, seus trabalhos desenvolvidos. Eu como eleitora sempre busco fazer isso é muito importante porque não haverá depois arrenpendimentos e decepções.
    Jorge é um Educador assim como ele sei a importância que tem a Educação na vida de um ser humano, basta acompanhar os trabalhos de Jorge na Educação está mais que transparente sua atuação e convicção na busca de um estado melhor e ele como Educador sabe da importãncia da educação na vida do povo seja ele qual for,como diz Paulo Freire: “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda”. É isso ai Professor Jorge continue nesta sua caminhada independente de apoios que possam vir a sua candidatura acredito no seu trabalho em você, trabalharei junto nisso para coloca-lo no lugar em que você deveria estar e está é a hora. Boa Sorte!

    Escrito por Josy | 5/09/2009, 16:52

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