Nota de Repúdio ao Presidente LULA
Partimos do principio que as tomadas de decisões, sejam no âmbito familiar, profissional, político ou qualquer decisão que por ventura possamos vir a tomar requer coerência, bom senso e ética. O resultado de decisões mal tomadas no presente pode ser muito prejudicial no futuro, e quando se trata de política essa decisão deve ser muito bem pensada, porque não envolve apenas a pessoa que a toma e sim milhões de Brasileiros.
O cenário do jogo político no Brasil esta ficando cada vez mais claro e se definindo de uma forma obscura, as decisões ditas “racionais” são frutos de manifestações desse jogo de bastidores que o publico não vê, e que se leva em consideração os interesses dele. A isso se chega a vias transversais, já que decisões políticas nem sempre são racionalizáveis dependem de emoções, afetos, empatias e simpatias alianças e acordos. Uma pessoa é nomeada para tal função, não por reunir as qualidades necessárias, isso também conta, mas quase nunca é o prioritário; ou porque tenha sido democraticamente eleito ou indicado por aqueles que integram a instituição que irá chefiar. É nomeado porque o presidente precisa agradar a um amigo, tirar um correligionário do ostracismo, compensar a derrota eleitoral de um aliado histórico, favorecer um arco de alianças eleitorais, atenderem um pedido de um Senador que historicamente esta enraizada no processo que cerceou a juventude de manifestar sua liberdade. Não podemos retroceder e voltar à ditadura e aos tempos que foram combatidos com a ajuda de Lula.
O que se viu no Senado Brasileiro com a eleição do Ex-Presidente da Republica Fernando Collor para a presidência da Comissão de Infra-estrutura daquela casa, foi a mais pura falta de vergonha e ainda com o apoio do Presidente Lula, Collor da uma demonstração de força e de acordos nenhum um pouco simpáticos com a opinião pública, tendo em vista, que como presidente ele encaminhará a tramitação das ações do programa de Aceleração do Crescimento(PAC), o projeto com o qual Lula pretende alavancar a campanha eleitoral de sua Candidata, passará por suas mãos bilhões de reais e não tenhamos duvida que a eleição de Collor para a presidência da comissão é desdobramento da eleição de Sarney para a presidência do Senado.
A ausência da tendência socialista no Governo Lula é notória a partir do momento em que exclui o seu próprio partido do processo de eleição de posições estratégicas dentro do governo e o esquecimento com ar de enfraquecimento dos partidos de esquerda que historicamente ajudaram na construção de eleger um partido que iniciou seu mandato se preocupando com as causas sociais. Portanto a juventude socialista brasileira repudia qualquer aliança feita do Governo Lula com políticos que representem tal atraso ao desenvolvimento e mais especificamente com José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros porque entendemos que se abrem possibilidades de fomentar a corrupção e retrocedermos na história desse País para os tempos que não poderíamos nem estar escrevendo sobre esse fato, abrem-se precedentes e brechas para o continuísmo, para a manutenção de oligarquias que se perpetuam no poder, Não podemos permitir enquanto juventude Socialista organizada e preocupada com destino dos futuros jovens desse País que figuras políticas ultrapassadas e que já deram demonstração da sua falta de ética, compromisso, honestidade, caráter e que hoje representam para a nação jovem o que é não ter escrúpulos.
Bruno Cavalcante.
Secretário Estadual-AP da Juventude Socialista Brasileira.
Moção apresentada no dia 15 de Março de 2009 em Brasília na reunião nacional da juventude Socialista Brasileira.
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