Duas vezes cassado pela justiça eleitoral e com reais possibilidades de enfrentar ainda mais processos de cassação, o prefeito de Macapá Roberto Góes(PDT) completa na quinta-feira, 19, 50 dias no cargo com o mandato assegurado por duas medidas liminares. Nesse período ele vem fazendo algumas pequenas ações de limpeza na cidade e ao mesmo tempo enfrentado dificuldades na base de sua administração: se por um lado ele é cobrado do cumprimento de suas promessas de campanha; por outro lado, professores, vigilantes, agentes de endemias e de saúde estão preocupados com o futuro, já que pelo menos 160 vigilantes que prestavam serviços para a Prefeitura já foram demitidos até o momento.
Existe uma insatisfação muito grande na base política da gestão de Roberto Góes porque aliados se queixam de que só quem indica apadrinhados dentro da administração municipal são o governador Waldez Góes e o presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Jorge Amanajás. Duas forças políticas importantes, que também apoiaram a candidatura de Roberto Góes, o PMDB e o PT, estão de pires na mão, a espera de cargos para acomodar seus cabos eleitorais.
No quesito gestão não há grandes mudanças com relação ao governo anterior. Muitos gestores são os mesmos da administração passada. Não foram tomadas medidas de impacto em nenhuma área, nos centros de saúde a situação continua precária, faltam remédios e as filas são enormes. A promessa de dar café-da-manhã, merenda e almoço no turno da manhã e almoço e merenda para o turno da tarde, sem contar com cesta-básica, leite e vale-refeição nas férias, transformou-se em um prato de comida em apenas 10 escolas, que não são identificadas para que se possa checar se a informação é verdadeira. Entre os professores municipais a insatisfação é grande, já que durante a campanha Roberto Góes prometeu pagar dívidas da gestão anterior e ainda garantir o piso salarial de R$ 940,00, apesar da promessa, o prefeito ainda não sentou com os professores e já foi preciso que o presidente do sindicato da categoria, Aildo Silva, interferisse junto a seus pares, pedindo mais tempo para o prefeito tomar pé da situação.
Até agora já foram demitidos 160 vigilantes da rede municipal. Circulam nos corredores da prefeitura rumores de demissões e perdas de direitos como o adicional de 20%, garantido aos funcionários que possuem nível superior e se fala também na possibilidade de demissão de agentes de saúde e endemias.
Entre os vendedores ambulantes, ou empreendedores populares, termo politicamente correto para denominar a categoria, a insatisfação com a gestão de Roberto Góes também é grande, já que durante a campanha o prefeito assinou um compromisso de que não retiraria ninguém dos seus postos de trabalho – ele acusava seu adversário de pretender tirá-los - depois de eleito porém, a atitude mudou e o prefeito está enviando notificação de aviso de retirada para os empreendedores populares.
É esperado para os próximos dias o julgamento de uma nova ação contra o prefeito Roberto Góes, que pode vir a perder o cargo e ficar novamente a mercê de uma decisão liminar.
Bem que o Falso-Moralista do Deputado Dalton Martins, podia mostrar em detalhes, como é dividido entre os Deputados, o dinheiro público da AL. Mostrar por ex., quanto leva a turma do alto, médio e baixo clero. Como ele é metido a honesto, vou desafia-lo a quebrar os sigilos: Bancário, telefônico, Fiscal e Patrimonial dele e das demais aves de rapina. Não demora muito e a casa vai cair.