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Tá na Veja: “O PMDB é corrupto”

Jarbas Vasconcelos: O PMDB é corrupto

A ideia de que parlamentares usem seu mandato preferencialmente para obter vantagens pessoais já causou mais revolta. Nos dias que correm, essa noção parece ter sido de tal forma diluída em escândalos a ponto de não mais tocar a corda da indignação. Mesmo em um ambiente político assim anestesiado, as afirmações feitas pelo senador Jarbas Vasconcelos, de 66 anos, 43 dos quais dedicados à política e ao PMDB, nesta entrevista a VEJA soam como um libelo de alta octanagem. Jarbas se revela decepcionado com a política e, principalmente, com os políticos. Ele diz que o Senado virou um teatro de mediocridades e que seus colegas de partido, com raríssimas exceções, só pensam em ocupar cargos no governo para fazer negócios e ganhar comissões. Acusa o ex-governador de Pernambuco: “Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção”. (Otávio Cabral)

O que representa para a política brasileira a eleição de José Sarney para a presidência do Senado? É um completo retrocesso. A eleição de Sarney foi um processo tortuoso e constrangedor. Havia um candidato, Tião Viana, que, embora petista, estava comprometido em recuperar a imagem do Senado. De repente, Sarney apareceu como candidato, sem nenhum compromisso ético, sem nenhuma preocupação com o Senado, e se elegeu. A moralização e a renovação são incompatíveis com a figura do senador.

Mas ele foi eleito pela maioria dos senadores. Claro, e isso reflete o que pensa a maioria dos colegas de Parlamento. Para mim, não tem nenhum valor se Sarney vai melhorar a gráfica, se vai melhorar os gabinetes, se vai dar aumento aos funcionários. O que importa é que ele não vai mudar a estrutura política nem contribuir para reconstruir uma imagem positiva da Casa. Sarney vai transformar o Senado em um grande Maranhão.

Como o senhor avalia sua atuação no Senado? Às vezes eu me pergunto o que vim fazer aqui. Cheguei em 2007 pensando em dar uma contribuição modesta, mas positiva – e imediatamente me frustrei. Logo no início do mandato, já estourou o escândalo do Renan (Calheiros, ex-presidente do Congresso que usou um lobista para pagar pensão a uma filha). Eu me coloquei na linha de frente pelo seu afastamento porque não concordava com a maneira como ele utilizava o cargo de presidente para se defender das acusações. Desde então, não posso fazer nada, porque sou um dissidente no meu partido. O nível dos debates aqui é inversamente proporcional à preocupação com benesses. É frustrante.

O senador Renan Calheiros acaba de assumir a liderança do PMDB… Ele não tem nenhuma condição moral ou política para ser senador, quanto mais para liderar qualquer partido. Renan é o maior beneficiário desse quadro político de mediocridade em que os escândalos não incomodam mais e acabam se incorporando à paisagem.

O senhor é um dos fundadores do PMDB. Em que o atual partido se parece com aquele criado na oposição ao regime militar? Em nada. Eu entrei no MDB para combater a ditadura, o partido era o conduto de todo o inconformismo nacional. Quando surgiu o pluripartidarismo, o MDB foi perdendo sua grandeza. Hoje, o PMDB é um partido sem bandeiras, sem propostas, sem um norte. É uma confederação de líderes regionais, cada um com seu interesse, sendo que mais de 90% deles praticam o clientelismo, de olho principalmente nos cargos.

Para que o PMDB quer cargos? Para fazer negócios, ganhar comissões. Alguns ainda buscam o prestígio político. Mas a maioria dos peemedebistas se especializou nessas coisas pelas quais os governos são denunciados: manipulação de licitações, contratações dirigidas, corrupção em geral. A corrupção está impregnada em todos os partidos. Boa parte do PMDB quer mesmo é corrupção.

Quando o partido se transformou nessa máquina clientelista? De 1994 para cá, o partido resolveu adotar a estratégia pragmática de usufruir dos governos sem vencer eleição. Daqui a dois anos o PMDB será ocupante do Palácio do Planalto, com José Serra ou com Dilma Rousseff. Não terá aquele gabinete presidencial pomposo no 3º andar, mas terá vários gabinetes ao lado.

Por que o senhor continua no PMDB? Se eu sair daqui irei para onde? É melhor ficar como dissidente, lutando por uma reforma política para fazer um partido novo, ao lado das poucas pessoas sérias que ainda existem hoje na política.

Lula ajudou a fortalecer o PMDB. É de esperar uma retribuição do partido, apoiando a candidatura de Dilma? Não há condições para isso. O PMDB vai se dividir. A parte majoritária ficará com o governo, já que está mamando e não é possível agora uma traição total. E uma parte minoritária, mas significativa, irá para a candidatura de Serra. O partido se tornará livre para ser governo ao lado do candidato vencedor.

O senhor sempre foi elogiado por Lula. Foi o primeiro político a visitá-lo quando deixou a prisão, chegou a ser cotado para vice em sua chapa. O que o levou a se tornar um dos maiores opositores a seu governo no Congresso? Quando Lula foi eleito em 2002, eu vim a Brasília para defender que o PMDB apoiasse o governo, mas sem cargos nem benesses. Era essencial o apoio a Lula, pois ele havia se comprometido com a sociedade a promover reformas e governar com ética. Com o desenrolar do primeiro mandato, diante dos sucessivos escândalos, percebi que Lula não tinha nenhum compromisso com reformas ou com ética. Também não fez reforma tributária, não completou a reforma da Previdência nem a reforma trabalhista. Então eu acho que já foram seis anos perdidos. O mundo passou por uma fase áurea, de bonança, de desenvolvimento, e Lula não conseguiu tirar proveito disso.

A favor do governo Lula há o fato de o país ter voltado a crescer e os indicadores sociais terem melhorado. O grande mérito de Lula foi não ter mexido na economia. Mas foi só. O país não tem infraestrutura, as estradas são ruins, os aeroportos acanhados, os portos estão estrangulados, o setor elétrico vem se arrastando. A política externa do governo é outra piada de mau gosto. Um governo que deixou a ética de lado, que não fez as reformas nem fez nada pela infraestrutura agora tem como bandeira o PAC, que é um amontoado de projetos velhos reunidos em um pacote eleitoreiro. É um governo medíocre. E o mais grave é que essa mediocridade contamina vários setores do país. Não é à toa que o Senado e a Câmara estão piores. Lula não é o único responsável, mas é óbvio que a mediocridade do governo dele leva a isso.

Mas esse presidente que o senhor aponta como medíocre é recordista de popularidade. Em seu estado, Pernambuco, o presidente beira os 100% de aprovação. O marketing e o assistencialismo de Lula conseguem mexer com o país inteiro. Imagine isso no Nordeste, que é a região mais pobre. Imagine em Pernambuco, que é a terra dele. Ele fez essa opção clara pelo assistencialismo para milhões de famílias, o que é uma chave para a popularidade em um país pobre. O Bolsa Família é o maior programa oficial de compra de votos do mundo.

O senhor não acha que o Bolsa Família tem virtudes? Há um benefício imediato e uma consequência futura nefasta, pois o programa não tem compromisso com a educação, com a qualificação, com a formação de quadros para o trabalho. Em algumas regiões de Pernambuco, como a Zona da Mata e o agreste, já há uma grande carência de mão-de-obra. Famílias com dois ou três beneficiados pelo programa deixam o trabalho de lado, preferem viver de assistencialismo. Há um restaurante que eu frequento há mais de trinta anos no bairro de Brasília Teimosa, no Recife. Na semana passada cheguei lá e não encontrei o garçom que sempre me atendeu. Perguntei ao gerente e descobri que ele conseguiu uma bolsa para ele e outra para o filho e desistiu de trabalhar. Esse é um retrato do Bolsa Família. A situação imediata do nordestino melhorou, mas a miséria social permanece.

A oposição está acuada pela popularidade de Lula? Eu fui oposição ao governo militar como deputado e me lembro de que o general Médici também era endeusado no Nordeste. Se Lula criou o Bolsa Família, naquela época havia o Funrural, que tinha o mesmo efeito. Mas ninguém desistiu de combater a ditadura por isso. A popularidade de Lula não deveria ser motivo para a extinção da oposição. Temos aqui trinta senadores contrários ao governo. Sempre defendi que cada um de nós fiscalizasse um setor importante do governo. Olhasse com lupa o Banco do Brasil, o PAC, a Petrobras, as licitações, o Bolsa Família, as pajelanças e bondades do governo. Mas ninguém faz nada. Na única vez em que nos organizamos, derrotamos a CPMF. Não é uma batalha perdida, mas a oposição precisa ser mais efetiva. Há um diagnóstico claro de que o governo é medíocre e está comprometendo nosso futuro. A oposição tem de mostrar isso à população.

Para o senhor, o governo é medíocre e a oposição é medíocre. Então há uma mediocrização geral de toda a classe política? Isso mesmo. A classe política hoje é totalmente medíocre. E não é só em Brasília. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais também fazem o mais fácil, apelam para o clientelismo. Na política brasileira de hoje, em vez de se construir uma estrada, apela-se para o atalho. É mais fácil.

Por que há essa banalização dos escândalos? O escândalo chocava até cinco ou seis anos atrás. A corrupção sempre existiu, ninguém pode dizer que foi inventada por Lula ou pelo PT. Mas é fato que o comportamento do governo Lula contribui para essa banalização. Ele só afasta as pessoas depois de condenadas, todo mundo é inocente até prova em contrário. Está aí o Obama dando o exemplo do que deve ser feito. Aqui, esperava-se que um operário ajudasse a mudar a política, com seu partido que era o guardião da ética. O PT denunciava todos os desvios, prometia ser diferente ao chegar ao poder. Quando deixou cair a máscara, abriu a porta para a corrupção. O pensamento típico do servidor desonesto é: “Se o PT, que é o PT, mete a mão, por que eu não vou roubar?”. Sofri isso na pele quando governava Pernambuco.

É possível mudar essa situação? É possível, mas será um processo longo, não é para esta geração. Não é só mudar nomes, é mudar práticas. A corrupção é um câncer que se impregnou no corpo da política e precisa ser extirpado. Não dá para extirpar tudo de uma vez, mas é preciso começar a encarar o problema.

Como o senhor avalia a candidatura da ministra Dilma Rousseff? A eleição municipal mostrou que a transferência de votos não é automática. Mesmo assim, é um erro a oposição subestimar a força de Lula e a capacidade de Dilma como candidata. Ela é prepotente e autoritária, mas está se moldando. Eu não subestimo o poder de um marqueteiro, da máquina do governo, da política assistencialista, da linguagem de palanque. Tudo isso estará a favor de Dilma.

O senhor parece estar completamente desiludido com a política. Não tenho mais nenhuma vontade de disputar cargos. Acredito muito em Serra e me empenharei em sua candidatura à Presidência. Se ele ganhar, vou me dedicar a reformas essenciais, principalmente a política, que é a mãe de todas as reformas. Mas não tenho mais projeto político pessoal. Já fui prefeito duas vezes, já fui governador duas vezes, não quero mais. Sei que vou ser muito pressionado a disputar o governo em 2010, mas não vou ceder. Seria uma incoerência voltar ao governo e me submeter a tudo isso que critico.

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Comentários

  1. Este Senador Jarbas também é um completo incoerente. Ele sabe perfeitamente que a maior liderança do PMDB hoje, sem nenhuma dúvida, é o Senador Sarney. Por que então ele não sai do partido? a serviço de quem este personagem, que não passa de mais um coronel da política nordestina, está? difunde o seu pensamento através deste nefasto órgão da imprensa nacional, fazendo coro aos que querem o Brasil subjulgado ao capital internacional. Tenha vergonha na cara, sr. Jarbas! saia do PMDB! vá para o ninho dos agourentos tucanos. Lá é que é o seu verdadeiro lugar.

    Escrito por Gilberto Nascimento | 14/02/2009, 19:44
  2. É simples e óbvio q a política está exatamente assim.O Sarney por exemplo ainda é o coronel q manda no Brasil e isso é muito fácil de compreender.. é o mais inescldsdkj;aslk e truaslkfdjas político q do país.. para os analfabetos políticos q acham q seu poder vem do bom político ou pelo menos do político eficiente aki vai a mais pura e simples verdade.. tudo q o Sarney consegue é negsldkfja num jogo asldkfjs q mais lembra a dlksfjs e não como um senador deve ser.. precisamos acabar urgente com essa prática.

    Escrito por Ralph Matias | 14/02/2009, 22:41
  3. A impressão que me dá é a de que o Jarbas descobriu a pólvora. Redescobriu a roda. Apesar dele ter dito o que todo mundo está pelado de saber, seu mérito é o descortinar a verdade maldita que não pode ser dita. Seria interessante ver o PMDB respondendo para o próprio PMDB.

    Escrito por Jusmari | 15/02/2009, 12:38
  4. O senador Jarbas Vasconcelos,sabe o que está falando,certamente quando for questionado pelo Conselho de Ética do Partido ele deve comprovar através de documentos,antes da eleição do Senado o senador Pedro Simon já tinha se manifestado sobre essa corrida por cargos para fazer o que o senador Jarbas Vasconcelos afirmou a Veja.

    Escrito por Amadeu S.S.Barbosa | 15/02/2009, 17:26
  5. Li toda a entrevista do Senador Jarbas Vasconcelos e achei muito grave o que ele coloca com certeza ele tem bala na agulha, a repercursão está muito grande em todo Brasil.

    Escrito por Neto | 15/02/2009, 19:59
  6. O Senador Jarbas Vasconcelos(PE), assim como o Senador Pedro Simon (RS), são vozes dissonantes e surdas dentro do PMDB. Fico pensando se sua posição em permanecer no partido – mesmo perdendo espaço político, mas mantendo-se firme em seus princípios – soa bem melhor do que o que o senador (com s minúsculo) Papaléo, que já pulou de legenda em legenda e sempre faz coro com o senador Sarney e não tem princípio nenhum. E chego à conclusão que é bem melhor sim. É preferível permanecer defendendo aquilo em que se acredita, mesmo que as hienas, ao seu lado, uivem e mostrem suas presas sedentas de sangue.
    Suas palavras ecoam como uma verdade inconveniente e que a sociedade talvez não levará muito a sério. Já a imprensa ecoará sua revolta e a ampliará de tal modo que mais luzes possam ser jogadas sobre as trevas que envolvem os parlamentares não só os do Senado e da Câmara Federais, mas toda a raça de políticos eleitos em todo o país. Já para aqueles em que a carapuça não cabe, que seja um alerta.
    Infelizmente, não há como se desfazer a eleição nas duas casas parlamentares federais, mas já podemos desde já tentar minimizar ou neutralizar esse projeto de desconstrução do país: não votando nos candidatos apoiados por eles.
    Mas o que vemos é o contrário: cada vez mais eles se multiplicam e ganham, no mínimo, 4 anos de projetos familiares como plataforma política disfarçados de melhorias na vida do brasileiro.
    Há uma revolta nacional, ainda que surda, em andamento. Personalidades públicas, como Jarbas e Simon, deveriam assumir posição firmes contra políticos corruptos, mesmo dentro de seu partido. Dessa forma, poderíamos separar o joio do trigo nas entranhas dos partidos políticos. Seria um começo…

    Escrito por Pepê Mattos | 15/02/2009, 21:53
  7. Neto quanto a entrevista do senador Jarbas Vasconcelos, o único lugar do mundo que não terá repercussão é no Amapá,99% da “imprensa” daqui tem medo do Sarney ou deve favores a ele.

    Escrito por Alvaro José Trindade | 16/02/2009, 14:06
  8. É isso ai! O senhor Lula para não ser cassado no escandalo do mensalão, submeuteu-se a vontade dos eternos coroneis de Brasilia, e agora tem que fazer o que eles querem, até mesmo apoiar o Sarney contra um senador do PT. É o mesmo Lula que comprou os deputados e senadores para aprovar a maldita reforma da previdência. O mesmo Lula que compra apoio popular com bolsas e mais bolsas pelo Brasil a fora. O mesmo que se dizia pobre e hoje é um dos donos da OI. O mesmo Lula que livrou o Renan Calheiros da cassação e ajudou a cassar o nosso Capi para colocar um aliado do Sarney. Só nos resta esperar 2010 e torcer para esses canalhas não continuarem no poder. Viva as pessoas de bem, e morte aos canalhas!

    Escrito por Abraham | 16/02/2009, 14:12
  9. Muito me surpreende, cara Luciana, a repercussão que você e outros sites daí – propriedade de jornalistas ditos sensatos e coerentes – dão a certas notícias divulgadas pela chamada grande imprensa nacional. Você sabe, pois a julgo uma pessoa bem informada, os reais motivos de certas entrevistas de órgaos de comunicação do porte da revista veja. Seria você, cara Luciana, juntamente com alguns jornalistas simpáticos ao seu grupo político, os legítimos representantes do chamado “PIG” aí no Amapá? Sei que o grande sonho de todos vocês é derrotar o Sarney. Mas, para isso vale tudo? até aliar-se aos tucanos? a Gilberto Kassab, Quércia, ACM Neto,etc… O que essa gente tem a ver com vocês do PSB do Amapá? Fracamente, Luciana! não me decepcione! eu moro no momento em São Paulo – SP. Tenho presenciado a verdadeira enganação que representam os tucanos e seus aliados. Aqui atualmente, Luciana, acontecem fatos na administração municipal os quais, se fossem aí, virariam manchetes de primeira página no seu site com foto e legenda destacando um grande escândalo. Quer um exemplo? No histórico bairro do Brás, mais precisamente na esquina das ruas Bhering com a rua Júlio Cesar da Silva, havia um posto de gasolina. O mesmo faliu e a área foi imediatamente invadida por dezenas de famílias que ali construíram os seus barracos, num verdadeiro desafio à administração da cidade. O prefeito Kassab faz de conta que nada tem a ver com isso e a imprensa paulista, tão defensora das administrações competentes, esconde fatos como este que, aliás, estão se tornando comuns na cidade mais rica do país. Ainda hoje ouvi uma denúncia na rádio CBN de uma outra área semelhante, em outra região da cidade, invadida pelo movimento dos “sem teto”. Se estivéssemos sob uma administração petista ou mesmo do PSB, tenho absoluta certeza de que a repercussão em órgãos do tipo da nefasta revista veja, teriam dimensão nacional.Tenho muitos exemplos negativos das sucessivas administrações tucanas em São Paulo. Se você me der a oportunidade de divulgá-las mais adiante, ficarei grato, pois no momento o meu tempo é curto. Só espero que vocês aí, na ânsia de derrotar o Sarney, não cometam os mesmos erros que apontam no Lula, ou seja, aliando-se a quem nada tem a ver com a ideologia do PSB.

    Escrito por Gilberto Nascimento | 16/02/2009, 18:45
  10. QUEM É ESSE ANALFABETO POLITICO,CHAMADO GILBERTO NASCIMENTO,SÓ FALA BESTEIRA OU TEM CARGOS NA ASSESSORIA DO SARNEY,OU AINDA DEVE SER UM DOS “TÉCNICOS” DA SECRETARIA EXTRAORDINARIA QUE O WALDEZ CRIOU PARA ACOMODAR OS MARANHENSES AMIGOS DO SARNEY.

    Escrito por ANTENOR | 16/02/2009, 19:20
  11. SABEMOS QUE EM TODOS OS PARTIDOS POLÍTICOS EXISTEM OS BONS E OS MAUS POLÍTICOS, PORÉM, TODAVIA, ENTRETANTO, O PARTIDO SITADO NESTA MATÉRIA É PÔDRE! POIS OS QUE COMANDAM ELE SÃO OS MAUS POLÍTICOS! XÔ CORRUPÇÃO!!!!!!!!!! XÔ SARNEY!!!!!!!!!!!!!!! XÔ PUXA SACO DO SARNEY!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Escrito por cuca | 16/02/2009, 21:40
  12. Sou maranhense e me envergonho de ter esse título. Há 40 anos a oligarquia(família sarney) governara este Estado. E o que se ver é um Estado totalmente desistruturado. Os únicos títulos que temos é de Estado mais pobre do Brasil, com as maiores taxas de analfabetismo. É uma vergonha, o que estão tentando fazer aqueles que se dizem representantes do povo deste Estado. Querem cassar o mandato do governador para voltar à escravidão de antes. Não aceitaremos isso novamete. Sarney nunca mais…

    Escrito por Gilson | 17/02/2009, 14:01
  13. o que o senador jarbas disse éo que todos nós já estamos cansados de saber ea população infelizmente quando chega a época das eleiço~es acaba esquecendo e votando nesses corruptos afinal é essa corrupção que gera dinheiro para comprar os votos. até quando o povo vai continuar elegendo sarney aqui no amapa pior é owaldez que dizem que ´so tem uma vaga pra senador em 2010 a outra já é do waldez xupa essa manga waldez e sarney é uma dupla ou uma adslkjhf.o BOPE bem que podia mostrar serviço eu em.

    Escrito por macklon | 17/02/2009, 21:53
  14. Não devo baixar o nível dos meus comentários. Mas quero dizer a quem me considera um analfabeto político que, se tal qualificação se adequar ao que penso sobre os acontecimentos políticos do meu país nos útimos 30 anos, só posso ficar lisonjeado.Tenho ABSOLUTA convicção de que, caso a maioria do povo brasileiro fosse analfabeto político como eu, o país estaria de há muito no primeiro mundo. Não sou filiado a nenhum partido politico (coisa de que muito me orgulho). Sou um profissional liberal, observador da cena política nacional, que emite comentários em vários órgãos da imprensa nacional. Infelizmente em órgãos do tipo da revista veja (da qual fui assinante) eles jamais foram publicados. Estou dando gostosas gargalhadas por perceber como tem gente que se diz defensor ferrenho da democracia no nosso país e não admite sequer um minuto de debate civilizado. São sempre os donos da verdade. Ai de quem discordar dos mesmos. A minha opinião sempre se baseia em fatos. Senão vejamos: O Sr. Jarbas Vasconcelos, na sua entrevista, diz claramente quem apoiará para Presidente em 2010. Estou certo? Condena veementemente o programa bolsa família do Governo Federal, remando burramente contra a maioria do povo da sua região. Se contradiz ao dizer que está cansado da política – atitude típica dos incompetentes – e logo adiante demonstra que se empenhará na campanha do candidato da oposição. Então,amigos, tudo não passa mesmo de estratégia política dos adversários do atual governo. Não quero dizer com isso que o Sr. Jarbas esteja errado ao acusar o seu partido de corrupto. Todos estão cansados de saber que o sistema político brasileiro é corrupto por natureza e que qualquer partido que chegue ao poder com este sistema, será refém do mesmo. O Sr. Jarbas seria muito mais útil ao país se procurasse criar, dentre outras coisas, um projeto que permitisse aos beneficiários do bolsa família, se livrarem do que ele chama de assistencialismo irresponsável. Mas isso não é conveniente a políticos profissionais como ele. Mais fácil é criticar, sem mostrar alternativa diferente ao objeto da crítica. É comparar Lula com Médici, et… este cidadão, com tal atitude, própria dos políticos profissionais brasileiros, só continua enganando aos fanáticos cegos ideológicos ou aos que fingem não entender os seus reais propósitos, ou seja, os de intenção vil. Estivesse a maioria do PMDB disposto a apoiar o candidato da oposição à Presidência da República em 2010, digo sem nenhum medo de errar: JAMAIS tal entrevista teria tanto destaque. Acordem, povo do Amapá!! Vejam se aí também não existem políticos desta espécie. AH! existem sim.

    Escrito por Gilberto Nascimento | 18/02/2009, 20:41
  15. Esse restaurante de Brasília Teimosa deve ser muito ruim pra pagar um garçon tão mal assim. E os outros fregueses, como o Senador, devem ser muito pão-duros pra deixar caixinha.

    É melhor o Senador continuar almoçando em Brasília e botar mais a mão no bolso.

    Escrito por Jura | 19/02/2009, 13:04
  16. Gostaria de recomendar aos leitores deste blog e principalmente a quem discorda do meu ponto de vista sobre a entrevista do sr. Jarbas Vasconcelos, a leitura do artigo do jornalista Luiz Nassif. Vocês o terão na íntegra, acessando o site do jornalista amapaense, Correa Neto (www.correaneto.com.br). Nome do artigo: “A ESTRATÉGIA JARBAS”. É a mais pura expressão da verdade sobre este assunto.Portanto, encerro aqui os meus comentários sobre o mesmo, só estranhando o fato de não vê-lo (o tal artigo) publicado aqui. Com a palavra, Dona LUCIANA CAPIBERIBE.

    Escrito por Gilberto Nascimento | 20/02/2009, 19:58
  17. Vejo que a visao de Maquiavel sobre a soberania do “Principe”, em usar de inlicitos para manter-se no poder, hoje nao mas estar vinculada a uma pessoa absuluta, mas a um partido. O PMDB vem mostrando isso ha um bom tempo, nuca deixou de reinar.

    “O Prefeito
    Ton Oliveira

    Composição: Indisponível

    Mamãe, agora eu quero ser prefeito
    Garanto que vou me candidatar
    Do jeito que já sei mentir bastante
    Acho que de hoje em diante minha vida vai mudar

    Pra quem me apoiar eu dou abraço
    Se fala mal de mim eu dou dinheiro e ele muda
    E vai ficar tudo do mesmo jeito
    Se eu ganhar para prefeito
    É o mesmo “deus nos acuda”

    (e vai ficar tudo do mesmo jeito)
    (se eu ganhar para prefeito)
    (é o mesmo “deus nos acuda”)

    É a cidade esburacada (ai ai ai)
    E o povo vivendo mal (ui ui ui)
    Mas quando a coisa ficar preta
    Eu invento uma micareta
    E faço aquele carnaval

    Trago um conjunto da bahia (ai ai ai)
    Pago mais do que ele merece (ui ui ui)
    Se pagar 100 digo é 500
    Desviando os 400 meu saldo banqueiro cresce

    Ai o povo esquece tudo (ai ai ai)
    E no embalo desse som (ui ui ui)
    A cidade fica feliz
    E ainda tem gente que diz:
    “eita, que prefeito bom!”

    (a cidade fica feliz)
    (e ainda tem gente que diz:)
    (“eita, que prefeito bom!”) “

    Escrito por Martins da Cachoeira "O GARI" | 4/03/2009, 15:14

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