Tá no Chico Bruno – José Sarney declarou aos jornais que estranha a divulgação “neste momento” de grampos telefônicos de conversas com seu filho Fernando, cujos negócios estão sob investigação da Polícia Federal. Num desses diálogos, o presidente e seu filho se referem a informações confidenciais que receberam da Abin, a agência brasileira de inteligência.
Reeleito para a presidência do Senado pela terceira vez, a verdade é que Sarney não tem razões verdadeiras para se queixar. Verdade que ele foi definido como um político semi-feudal pela revista Economist, mas não é disso que estamos falando.
Sarney foi escolhido por seus pares no dia 2 de fevereiro. O Estadão publicou uma reportagem no dia 7 e a Folha, no dia 8. Em reportagem na edição deste fim de semana, a Época revela ter posse da transcrição e do áudio dos diálogos entre Sarney e seu filho. Em longa reportagem publicada ainda no ano passado, a revista já adiantara um relato completo sobre o caso.
Se a questão é fazer perguntas sobre o “momento” em que se divulgou a notícia, quem poderia reclamar é Tião Vianna, que perdeu a presidência para Sarney. Concorda? (Blogs de Época)
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