// você está lendo...

Cotidiano

Deputada Janete pede aprovação do projeto que aperfeiçoa FNO

Deputada Janete quer envolvimento do ministro Unger (c) para aprovar projeto que melhora aplicação do FNO
Deputada Janete quer envolvimento do ministro Unger (c) para aprovar projeto que melhora aplicação do FNO
A socialista também quer consistência na política de transportes

Texto e foto: Sizan Esberci

Brasília, 11/02/2009 – O ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Roberto Mangabeira Unger, reuniu-se hoje, 11, com os parlamentares da Bancada da Amazônia, em reunião na Câmara dos Deputados. O ministro anunciou a Medida Provisória 458/09, publicada hoje no Diário Oficial da União. Segundo ele, a MP vai facilitar a regularização fundiária na região, que considera ação prioritária, seguida de ações de regularização ambiental e de infraestrutura de transporte.

A deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), presidenta da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional, cobrou do ministro uma presença mais efetiva do Estado para dotar a região dos mecanismos essenciais para o desenvolvimento e a sustentabilidade e para garantir os direitos mínimos dos moradores da região. A socialista deu atenção especial à política de transportes, considerando os acidentes no transporte fluvial e aéreo ocorridos na Amazônia. A deputada pediu ao ministro o apoio do Governo Federal para que seja aprovado, na Câmara, do projeto de lei 3.455/2009, de sua autoria, que aperfeiçoa a distribuição dos recursos do Fundo Constitucional da Região Norte – FNO. Pela proposta, 50% dos recursos seriam para novos projetos de desenvolvimento dentro da cadeia produtiva local, 40% para a recuperação de áreas antropizadas, reduzindo a pressão sobre a floresta, e 10% para estudo e pesquisa. Projeto idêntico já fora apresentado no Senado Federal pelo senador João Capiberibe. A proposta está em análise na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Pouco antes, o ministro afirmara a necessidade de carrear recursos para a recuperação de áreas degradadas e para o investimento em pesquisa científica para aprofundar os estudos sobre a região e para o desenvolvimento de tecnologias adequadas. Segundo Unger, ocupar as áreas degradadas com uso da tecnologia permitirá dobrar o plantio na Amazônia e triplicar a produção agropecuária da região sem avançar sobre a floresta. O ministro ressaltou a necessidade de financiar a recuperação desses espaços – entre 300 e 600 reais por hectare – por que, para os agropecuaristas, custa mais barato, no curto prazo, desmatar novos trechos de floresta.

Regularização – O ministro Mangabeira Unger classificou a MP como revolucionária e disse que, quando a “confusão fundiária se dissipar”, as grandes propriedades ficarão expostas e alguns terrenos poderão ser retomados pela União. Segundo ele, a MP facilitará a regulamentação das propriedades de até 1,5 mil hectares na Amazônia. A MP foi editada hoje pelo governo e, segundo o ministro, deve permitir que 80% desses terrenos sejam regularizados em um período de três anos.

Segundo a MP, os terrenos da União de até 100 hectares serão regularizados por meio de doação e aqueles entre 100 e 400 hectares terão a venda subsidiada. Para os terrenos entre 400 e 1,5 mil hectares, será levado em conta o preço de mercado sem licitação. Para aqueles entre 1,5 mil e 2,5 mil hectares vai continuar tendo licitação e, para terrenos maiores de 2,5 mil hectares, será necessária autorização do Congresso Nacional.

A MP também trata da regularização dos cessionários dos assentamentos do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e da regularização de áreas urbanas dos municípios da região. A medida cria, ainda, uma superintendência no Ministério do Desenvolvimento Agrário para executar os procedimentos de regularização.

Investimentos – Unger afirmou que, a partir de agora, vai se concentrar em outros tipos de medidas para regularização ambiental, como a obrigação de que não se faça mais barragens sem eclusas, e também uma reforma da legislação sobre meio ambiente. “O direito ambiental brasileiro é um não-direito. Delega poderes discricionários irrestritos a um elenco de potentados.”

O ministro defendeu o fortalecimento do extrativismo madeireiro e não-madeireiro; a recuperação de áreas degradadas do cerrado, com o uso de recursos dos fundos constitucionais; e a redução do isolamento da região.

Para reduzir esse isolamento, Unger citou a necessidade de investimentos na aviação regional, em hidrovias e em uma rede de estradas vicinais; e a recriação do fundo aeroviário nacional, a partir da cobrança de taxa nas passagens aéreas de todo o País.

Mangabeira Unger voltará a apresentar essas medidas na sexta-feira (13), em Boa Vista (RR), onde ocorrerão as reuniões do Fórum de Governadores da Amazônia, do Conselho de Desenvolvimento da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia – SUDAM  e da Comissão Gestora do Plano Amazônia Sustentável.

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

Comentar

Memória

Categorias

Arquivos

Divulgue seu produto ou serviço aqui.


Fale conosco.