E se o Fórum fosse de direita?
Essa é a pergunta comparativa formulada por Yashá Gazzalli em seu blog. Eu respondi, mas ele anda brincando de pata-cega, camoney, esconde-esconde e de 31 alerta em seu universo lúdico e presepeiro. Inventou um defeito no dispositivo da sala de comentários do seu blog, que todas as vezes que um comentário lhe é desfavorável, a geringonça fica baratinada e só registra aqueles cujas palavras são para lhe ovacionar.
Yashá parece um ventríloquo que ri de um lado enquanto rosna de outro. Regozija-se com os aplausos, mas qualquer sinal de crítica ele se fecha em copas e sai pela tangente, às esconsas. E acredita que pode dissimular (ou simular?) a seu bel-prazer. A tréplica que respondi aos seus ataques, durante o período que ficou na página principal do seu blog, houve um “colapso” nas salas de comentários impedindo o leitor de expressar ali sua opinião. Agora que minha “Tréplica” declinou da pagina principal – abracadabra! –, o sistema se restabelece, ainda que de forma lenta e gradual. Lembra da democracia do Figueiredo? Pois é…
Há uma coisa que de fato me aborrece. É quando sou tomado por burro, quando me botam sela e antolhos. Dou coice. Empaco em meu lugar, e daqui ninguém me tira. Fico birrento e metido a besta. E relincho escandalosamente. Não darei trégua ao Yashá. E de nada adianta ele recorrer à síndrome do avestruz que, para se proteger das ameaças, envia a cabeça no buraco. Esquece, porém, que seu traseiro exposto está ao alcance de quem quiser passar a mão.
Se o Fórum fosse dirigido por direitistas? Não consentiria minha filha ir. Mesmo porque ela não estaria disposta a usar suástica, muito menos capuz da KKK. Já imaginou? Sim. Imagino o Yashá no comando de uma tropa de reaças, disposto a revidar os estragos do McDonald´s praticados pelos baderneiros do Fórum gaúcho. Ia afrontar primeiramente os camelôs, escórias que denigrem (eles adoram a palavra fascista) a imagem do capitalismo com o tal do comércio alternativo chinfrim. Ia botar os vadios pra correr. A limpeza das ruas de Belém das corjas dos desocupados é uma utopia. Travestir Belém numa Davos suíça, hiléia tropical surrealista, é utopia também. Por último, pra finalizar, ia ao acampamento dos vagabundos dos sem-terra e soltava uma bomba de efeito jocoso – CABUM! Ia matar todo o mundo de rir. Ia achar (desculpe o trocadilho, não resisti) divertido a panacéia desvairada.
Yashá, você não é reacionário. Você é apenas um garoto travesso que costuma morder a nádega do priminho, e quando a vítima vai abrir o berreiro, você assopra o lugar mordido para lhe abafar o choro. Você bateu, mordeu, esfolou, tripudiou… Agora vem “assoprar” o dodói? Yashá, você é o homo sapiens mais lírico que conheci. E outra, a Madre Tereza de Calcutá se comparada com o seu pudor, é uma harpia devassa. Honestamente, dá uma preguiça explicar o óbvio ululante…
PS – Eu me ponho antolhos se tu és homem de publicar o que vai acima. Mesmo porque tu ainda não atingiste a virilidade, tu és ainda um adolescente. O dicionário do MEC registra que a adolescência é o estádio entre a puberdade e a virilidade, que compreende a idade de 14 aos 25 anos. Como te falta pouco pra sair da puberdade, pois já tens a avançada idade de 25 anos, que tal então experimentar a estréia dignamente? Publica. Eu du-vi-de-o-dó! Eu continuo a acreditar que nossa cordialidade vencerá nossa animosidade. Depende de ti, eu continuo firme com os meus propósitos, disposto a sentar à mesa pra degustar do vinho que tu propuseste. Quanto à cozinha italiana, eu também aprecio. O italiano Dom Francisco Miccione foi quase um pai pra mim. Vivi em meio a sua família e aprendi a gostar de macarrão, e se demorasse mais – ecco! – era bem capaz que eu falasse italiano. Ciao.
Ademir Pedrosa
De rima, de prosa.
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