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Toque de Midas avança com queda de numero 2 da PF. Revista Veja coloca Waldez na fila dos governadores com risco de cassação

O governador Waldez Góes vai passar a virada do ano com mais essa exposição negativa da sua imagem

Diretor é acusado de vazar informações de investigação, o que ele nega.

Nesta segunda e terça-feira também foi exonerada toda a cúpula da Abin.

Jeferson Ribeiro Do G1, em Brasília

O diretor-executivo da Polícia Federal, Romero Luciano Lucena de Menezes, foi exonerado do cargo nesta terça-feira (30). Ele era o segundo na hierarquia do órgão. Em seu lugar foi nomeado Luiz Pontel de Souza, que ocupava a diretoria de gestão de pessoal.

Nesta terça-feira também foi exonerada a cúpula da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O assessor especial do diretor-geral do órgão, Renato Porciúncula, e o diretor do Departamento de Contra-Inteligência da Abin, Paulo Maurício Fortunato Pinto, deixaram os cargos.

Na segunda-feira (29) já haviam sido exonerados o diretor-geral da Abin, Paulo Lacerda, e o diretor-geral adjunto da agência, José Milton Campana.

O número dois da PF  estava afastado do cargo desde setembro, quando o Ministério Público pediu sua prisão para “evitar riscos no regular andamento do inquérito em que Menezes e outras pessoas são investigadas por suposto envolvimento com o vazamento de informações da Operação Toque de Midas”, segundo o procurador da República no Amapá, Douglas Santos Araújo.

Com a exoneração, Menezes permanece como delegado nos quadros da PF, mas perde poderes. Segundo o Ministério Público, ele é suspeito de prática de advocacia administrativa –quando um servidor usa seu cargo para obter vantagens.

De acordo com a investigação do procurador Douglas Araújo, o delegado teria favorecido seu irmão José Gomes de Menezes Júnior, também preso em setembro, proprietário de uma empresa de serviços gerais e vigilância.

A Procuradoria da República no Amapá suspeita que o delegado Romero Menezes tenha vazado informações da Operação Toque de Midas, o que teria prejudicado as investigações.

A operação ocorreu em julho para investigar indícios de que empreendimentos do empresário Eike Batista podem ter infringido a lei de licitações durante processo de concessão de uma estrada de ferro no Amapá. A empresa de José Menezes prestou serviços ao grupo de Eike Batista. Quando o caso veio à tona, Menezes e Eike negaram irregularidades.

Governador Waldez Góes é investigado

No Inquérito enviado pelo Ministério Público Federal do Amapá ao STF consta suspeita do envolvimento do governador Waldez Góes (PDT) em fraudes na licitação para concessão da ferrovia que liga o município de Serra do Navio ao Porto de Santana. São apontados indícios de ligações do governador com organização criminosa desmantelada em julho pela Polícia Federal, por meio da Operação Toque de Midas, que investiga sonegação e desvio de ouro lavrado nas minas do interior do Amapá. As suspeitas também recaem sobre o deputado Jurandil Juarez (PMDB-AP), ex-secretário de Planejamento, Orçamento e Tesouro do governo Waldez. A relatora da Pet/4437 é a Ministra Carmem Lucia.

Entenda a Operação Toque de Midas
Do jornal O Estado de São Paulo

Operação resultou em mandados de busca na casa de Eike Batista e na prisão do segundo homem da PF
da Redação

SÃO PAULO
- A Operação Toque de Midas foi deflagrada em julho para combater fraudes em licitações na concessão da Estrada de Ferro do Amapá. A Polícia Federal realizou mandados de busca na casa do empresário Eike Batista e prendeu o segundo homem na hierarquia do órgão, suspeito de tráfico de influência.

Confira os principais pontos da operação:

O nome

O nome da operação – Toque de Midas – é uma referência à lenda do Rei Midas, da Grécia, do qual se dizia que todas as coisas em que ele punha a mão se transformavam em ouro.

A operação

A operação resultou de investigação que averigua uma possível fraude no processo licitatório de concessão da estrada de ferro do Amapá, que liga os municípios de Serra do Navio e Santana. A estrada é responsável pelo transporte de minério do interior do Estado para o Porto de Santana, às margens do Rio Amazonas.

A Operação Toque de Midas investiga ainda se há sonegação fiscal em relação ao ouro extraído no município de Pedra Branca pois há fortes suspeitas de que o ouro extraído não esteja sendo totalmente declarado perante os órgãos arrecadadores de tributos, principalmente a Receita Federal. Em nota, a MMX declara que não realiza quaisquer atividades de mineração de ouro no Amapá ou em qualquer outra região do País.

A extração de ouro vem sendo feita pela Mineradora Pedra Branca do Amapari (MPBA), mas no início das investigações a MMX tinha uma parte da MPBA. “Agora podemos inclusive saber quem são realmente os donos dessa empresa”, diz o superintendente da Polícia Federal no Amapá.

No dia 16 de setembro, a PF prendeu o delegado Romero Menezes, diretor-executivo e segundo na hierarquia do órgão, em um desmembramento da operação.

O Ministério Público do Amapá descobriu que o irmão do delegado Romero Menezes, José Gomes de Menezes, é um empresário que atua no ramo de segurança e serviços em portos e que estaria usando exploração de prestígio, por ser irmão do delegado da PF, para conseguir benefícios. Romero Menezes recebeu a voz de prisão do diretor-geral Luiz Fernando Correa. O Ministério Público do Amapá encontrou indícios de que Romero estava envolvido nas irregularidades.

Mandados de busca

Agentes da Polícia Federal cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do empresário Eike Batista, no Rio de Janeiro, e nos escritórios das empresas dele nos Estados de Minas Gerais, Amapá e Pará. A ação cumpriu, ao todo, 12 mandados de busca e apreensão.

O empresário Eike Batista é fundador e presidente da EBX, uma holding brasileira que atua nos ramos de mineração, logística, energia, petróleo e gás. O Grupo EBX abarca empresas como a mineradora MMX e a OGX, cujo ramo de atuação é a exploração e produção de petróleo e gás natural.
Segundo a assessoria da Polícia Federal, Menezes continua respondendo a um processo disciplinar interno, que ainda deve durar alguns meses, e o inquérito sobre o caso. Contudo, a assessoria diz que a saída dele do cargo não tem a ver com a investigação do Ministério Público. A troca seria para evitar um vácuo de poder no comando da PF.

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Comentários

  1. Finalmente leio algo em Macapá dando conta do processo de cassação de Waldez Góes.
    Minha família mora na cidade há algum tempo e até eu vir passar as festas de final de ano, ninguém sabia de nada.
    Torço para que você consiga tornar mais pública ainda essa informação

    Escrito por Francília | 1/01/2009, 20:21
  2. eis ai mais uma perolinha de politicos. O deputado vai descendo do carrâo e um cachorro vira latas avança na canela dele, ele volta pro carro, a dona do cão diz nao se preoculpe deputado o câozinho é capado, ele responde tou com medo é dos dentes nao é dos ovos nao

    Escrito por fco araujo | 1/01/2009, 23:24
  3. A Cassação do Waldez é quase certa,até porque o crime eleitoral dele tem coisas além daqueles que o TSE já viu em cassações de outros governadores.Para desespero da corja,quem assume é o Capi,como diz o Luiz Melo,laxotan neles.

    Escrito por Observador | 2/01/2009, 21:09
  4. O mais absurdo é a defesa do governador exposto pela Veja: “ALEGA QUE A IMPRENSA É LIVRE PARA DIVULGAR O QUE QUISER.” cara de pau.
    No meu Blog fiz uma montagem com o quadro da revista para dar mais destaque ao “nosso governador”.

    Escrito por Diniz Sena | 4/01/2009, 0:43
  5. Essa li no jornal provincia do pará, aconteceu la no interior do ceará.A Populaçao de um bairro se se reuniu na camara municipal pra reclamar da falta de agua pois a mesma nao chegava no mesmo, o prefeito comvocou o rapaz que era responsavel pela a cagece, conpanhia de agua e esgoto do ceará tava la todos reunidos esperando uma explicaçao uma soluçao para o problema.O prefeito, os veriadores o moço responsavel pela agua, e a populaçâo do bairro de pedregais,começada a reuniâo o prefeito pergunta pro moço, estamos aqui reunidos querendo uma soluçâo a populaçâo do bairro de pedregais quer saber porque a agua nâo chega lá explique se. O moço diz o problema da agua nâo chegar lá é da lei da gravidade( o bairro pedregais ficava em um ponto alto da cidade)O prefeito diz ora tamos nunha casa de leis podemos mudar isso agora, o filho dele que era seu assesor fala baixinho pra ele e diz, pai nós nâo podemos mudar essa lei aqui nao ela é uma lei federal só pode ser mexida lá por Brasilia.

    Escrito por fco araujo | 4/01/2009, 8:32
  6. Essa ouvi em um comicio no Oiapoque de um candidato a vereador por nome Sarney, ele agradeceu a presença de todos que estavam lá para ouvilo e que levassem sua menssagem para quem tinha ficado em casa, pras pessoas que estavam enfermos nos hospitais,pras que estavam em (EM COMA ) parece mentira mas isso aconteceu.

    Escrito por fco araujo | 4/01/2009, 22:02
  7. Quase que diariamente dou uma olhadinha no noticias daqui.

    Escrito por fco araujo | 4/01/2009, 22:05
  8. A coluna do Claudio Humberto de hoje 05/01/09,vem reforçando a Cassação do Waldez Góes entre os governadores que podem perder o cargo no inicio de 2009.Os Jabazeiros do Amapá,continuam calados.

    Escrito por Heitor Damasceno | 5/01/2009, 20:37
  9. Muito bom o artigo do jornalista Ruy Guarany,postado no Correa Neto,com o título de “CULTO A PERSONALIDADE”,é uma boa leitura.

    Escrito por Arnaldo Santos | 6/01/2009, 9:10
  10. A Cassação do Waldez,está lá na coluna do Claudio Humberto,do dia 05/01/2009.

    Escrito por Arnaldo Santos | 6/01/2009, 10:39
  11. Sabemos que o nosso querido Amapa ja tem um dono! Chama-se Jose Sarnei!!! Esse sim, tem toque de midas.Aqui so o que ele quer.Ele manda! ele pode!
    pode ate comprar voto…
    Ate quando Amapa??

    Escrito por mirela | 6/01/2009, 14:11
  12. Vereadores e secretário de governo de Santana terão aumento que chega a R$ 8.000,00, PSDB e seu projeto de poder para o Amapá. muito mais.
    Vejam no blog que trás noticias diarias
    http://www.heversoncastro.blogspot.com

    Escrito por Heverson Castro | 8/01/2009, 17:21
  13. Realizei pesquisas na internet e percebi o prejuízo que foi trazer a MMX para o Amapá.
    comprou-se a mídia, os governantes e pronto.
    pra se ter idéia nem o doido do EVO MORALES quis esse grupo na bolivia, expulsou mesmo, então o bigode do Maranhão negociou e consiguiu trazer tudo para o AMAPÁ.

    Escrito por luis | 15/01/2009, 13:00
  14. Em particular não creio nessa cassação do governador,motivos tenho de sobra para crer,como prova maior,tai o prefeito.

    Escrito por Paulo Sergio Gady | 19/01/2009, 13:27

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