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Aldeia Cultural

Ano Novo

Ano Novo

Carlos Drummond de Andrade

Meia-noite.Fim

de um ano, início

de outro.Olho o céu:

nenhum indício.

Olho o céu:

o abismo vence o

olhar. O mesmo

espantoso silêncio

da Via-Láctea feito

um ectoplasma

sobre a minha cabeça:

nada alí indica

que um ano novo começa.

E não começa

nem no céu nem no chão

do planeta:

começa no coração.

Começa como a esperança

de vida melhor

que entre os astros

não se escuta

nem se vê

nem  pode haver:

que isso é coisa de homem

esse bicho

estelar

que sonha

(e luta)

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