NO UMBIGO DO EQUADOR
Por Álvaro Faleiros
I
há sim
há saldo
II
no primeiro posto
do arquipélago
sobem homens
descem caixas
flamengo joga
nas ondas da parabólica
entre as girafas
escabeladas
doa açaís
III
ouvi os guizos dos macacos
chiados curtos
de folhas nos galhos
depois os saltos
anunciados
os meninos
na ponta dos rabos
dançando acrobacias
IV
curumim ri
voa liberto
salta no rio
antes do splash
na viga do vento
vinga o vazio
V
conversa fiarada
nem quero inventá
roda, fio
só quer é tecê
nela, fia
deixa mãe só
tecê lã
VI
preguiça moço
aqui tem muita
estira os braços da tarde
nem mexe à noite
balança rede
depois do almoço
preguiça dá abraço grande
ri fácil
preguiça
é quem caboclo
só maliça moço
entre as girafas
escabeladas
doa açaís
III
ouvi os guizos dos macacos
chiados curtos
de folhas nos galhos
depois os saltos
anunciados
os meninos
na ponta dos rabos
dançando acrobacias
IV
curumim ri
voa liberto
salta no rio
antes do splash
na viga do vento
vinga o vazio
V
conversa fiarada
nem quero inventá
roda, fio
só quer é tecê
nela, fia
deixa mãe só
tecê lã
VI
preguiça moço
aqui tem muita
estira os braços da tarde
nem mexe à noite
balança rede
depois do almoço
preguiça dá abraço grande
ri fácil
preguiça
é quem caboclo
só maliça moço
ÁLVARO FALEIROS é doutor em Língua e Literatura Francesa pela Universidade de São Paulo – USP. Professor Universidade de São Paulo (USP)
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