Não é um bom negócio para um sujeito que se candidatou a vereador, chegar a ser prefeito sem ter feito nenhum esforço para isso, nem mesmo ter se preparado para o cargo? Eu simplesmente acho que Macapá está numa situação esdrúxula. Se forem convocadas novas eleições e no lugar do prefeito assumir o presidente da Câmara, nós vamos ser governados por uma pessoa que certamente não se preparou para isso, até porque não era sua obrigação fazê-lo. Pense bem: onde a eleição é de um turno, por exemplo, no Laranjal do Jari, em caso de cassação do primeiro colocado, o segundo lugar assume, sem interessar se ele obteve 20% ou 30% ou 40% dos votos. Só interessa que o cassado não tenha tido mais de 50% dos votos válidos. Ou seja, as cidades com menos de 200mil eleitores podem ser governadas por candidatos que obtiveram menos de 50% dos votos, já as cidades maiores, não podem, mas elas podem sim ser governadas por vereadores, que podem ficar durante meses e até anos no poder, enquanto o TSE não der uma decisão final. Qual é a lógica disso? Se é que há alguma lógica nisso?
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