Aconteceu na manhã de ontem, 09, na Assembléia Legislativa: O deputado Camilo Capiberibe(PSB) levou a decisão do Juiz Federal Substituto, da 2a Vara da Sessão Judiciária do Estado do Amapá, José Renato Rodrigues, que absolvia João Capiberibe de uma acusação montada por seus opositores no Amapá e fez um discurso sobre isso. Capiberibe era acusado de desviar R$ 365 milhões dos cofres do governo do estado, a farsa foi desmontada pela polícia federal, pelo Ministério Público e pela justiça. O socialista Camilo, era a todo momento de sua fala interrompido pelo deputado Jorge Salomão(PMDB), que queria de qualquer jeito um aparte. Porém, enquanto Camilo falava, alguns de seus colegas saíam do plenário, no que parecia uma tentativa de esvaziar o quorum, e deixá-lo sem direito à fala. Num dado momento, a deputada Francisca Favacho, que presidia a mesa, interrompeu Camilo e perguntou se ele não daria o aparte para o deputado Jorge Salomão, o deputado socialista percebeu a manobra do quorum e respondeu que se não havia mais quorum para ele falar, como é que ainda haveria para Jorge Salomão, que continuava a berrar, tentando vender seu peixe na marra, atrapalhando o colega. De repente uma turma de deputados, capitaneados por Michel JK, voltou ansiosamente ao plenário, para talvez dar quorum à Jorge Salomão. Só que Camilo resolveu não conceder o aparte, ele aproveitou o tempo que restava para concluir o seu discurso. Não satisfeito com o fim da farsa da turma de Sarney, o deputado Dalto Martins(PMDB), dizia que o documento que o deputado Camilo levou para o plenário da Assembléia, o processo contra Capiberibe, que chegou a ter quase mil páginas, era “a Lei Orçamentária”, não dá pra levar a sério, né? São os órfãos da farsa chorando sobre seus cacos.
Eu ouvi no rádio e fiquei pasmo com a revolta desse deputado de merda Dalton Martins. O Capi precisa processa-lo uma vez que mesmo com a decisão judicial ele voltou a afirmar que o Capi realmente sacou o dinheiro. E ofendeu a justiça dizendo que o juiz não era capacitado para o caso, que nao tinha conhecimento do que estava julgando.