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Crise financeira em pauta na reunião de chefes da Embrapa

Crise financeira em pauta na reunião de chefes da Embrapa

A crise financeira internacional e suas possíveis repercussões no âmbito do Brasil e da  Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) foi um dos assuntos da 3ª Reunião de Chefes das Unidades da Embrapa, realizada no período de 1º a 4 deste mês, em Goiânia (GO). Entre os participantes está o chefe-geral da Embrapa Amapá, Silas Mochiutti. O representante do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e do Conselho de Administração da Embrapa, Derli Dossa, abriu o encontro dizendo que o MAPA tem na Embrapa o seu principal alicerce de apoio às políticas de governo para a pesquisa agropecuária. Ele espera a continuidade ao aumento
da produção e da produtividade dos principais componentes da pauta de exportação brasileira.

Derli Dossa conclamou os chefes de Unidades da Embrapa a estarem conscientes do desafio de colocar mais uma vez a empresa como parte integrante do crescimento da produção da safra verão que se inicia. Na seqüência, foi transmitida por videoconferência a palestra do ex-ministro e consultor da Embrapa, Delfim Neto, sobre o tema: “A crise financeira e a Embrapa”, quando foram tratadas as correlações macroeconômicas, a expectativa em relação às variáveis da economia mundial, e seu impacto no Brasil e na Embrapa.

Conforme Delfim Neto, as crises no sistema capitalista são cíclicas e a previsão é que desta vez ela persista por cerca de 18 meses, período em que a economia retomará plenamente o patamar de crescimento evidenciado anteriormente. Segundo ele, a perspectiva é que o processo de arrefecimento dure para os próximos seis meses e que a tendência de crescimento seja recuperada paulatinamente por volta de abril ou maio de 2010.

Delfim Neto, no entanto, fez a ressalva de que essa estimativa pode ser alterada, uma vez que é difícil prever completamente qual será a influência do esforço coordenado entre as principais potências globais para a recuperação econômica e os possíveis reflexos do estabelecimento do governo norte-americano recém-eleito.

O ex-ministro ponderou ainda que nos momentos de crise as mudanças para a retomada do crescimento são impulsionadas pela reformulação das instituições e sob a organização do Estado. Para o Brasil, Delfim Neto listou que a economia interna depende da capacidade do governo de dar suporte aos setores automobilísticos e imobiliário e manter os investimentos públicos, como no caso da Embrapa, por exemplo, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para a pesquisa agropecuária.

Texto:
Rodrigo Peixoto (MTb 1.077/GO)

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