A sessão de ontem na Câmara de Vereadores transcorria de forma quase normal. O vereador Charly Jhone, que ultimamente vem se dedicando a fugir de oficiais de justiça responsáveis por notificá-lo de sua cassação, estava presente, com o intuito de evitar a perda do mandato por faltas, já que seu lugar na mesa como segundo vice-presidente já estava perdido e ele estava sendo cassado da mesa. Até aí a sessão transcorria dentro da normalidade. No começo da sessão, presidida pela vice-prefeita eleita de Macapá, Helena Guerra, muita alegria e harmonia entre os vereadores envolvidos na campanha de Roberto Góes. Lá pelas tantas, é a vez de Charly Jhone fazer seu raro pronunciamento, já que ele vem se ausentando para fugir dos oficiais de justiça. Até aquele momento, Charlie Jhone era a grande novidade da sessão. Bastou um telefonema e a presidente da Câmara, vereadora Helena Guerra, que antes estava alegre e matreira, mudou de figura, ficou sisuda. Tinha recebido a notícia de que o prefeito Roberto Góes e ela, que é vice, haviam sido cassados. De repente, alegria fez-se agonia e enquanto Charly Jhone tecia loas a Roberto Góes e Helena Guerra, anunciando que o futuro prefeito iria mudar Macapá, fazendo e acontecendo, os demais vereadores ficavam angustiados para que ele terminasse logo seu discurso. Helena Guerra chegou a ficar com ar transtornado pois seu correligionário falou muito até perceber que o prefeito de que tinha tanto falado, vinha de ser cassado pela justiça. Finalmente, quando o colega passou a palavra, Helena perguntou quase que burocráticamente para todos os colegas se queriam fazer uso dela, muito depressa para que ninguém se aventurasse e deu por encerrada a sessão. Assim foi na Câmara de Vereadores o efeito cassação.
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