ND - Quais as ações que estão correndo contra Roberto Góes que o sr. considera mais importantes?
AM – Há processos de abuso dos meios de comunicação e captação ilícita de sufrágio, todos terminam em cassação do mandato. Tanto faz se o pedido for pela inelegibilidade como pela cassação do diploma, todas as ações visam não permitir a diplomação e o exercício de um mandato conquistado ilicitamente.
ND - Políticos importantes do Psol nacional estiveram aqui durante a campanha, eles estão acompanhando o desenrolar das ações jurídicas?
AM – O PSol nacional tem interesse direto na disputa em Macapá, não só pela participação de Randolfe, mas pelo modo como essa eleição aconteceu, com a participação da população como a gente vê as campanhas de PSB e PSol pelo Brasil.
ND - O sr. acha que a justiça vai cassar o mandato de Roberto Góes?
AM – Acho. A intensidade das provas e a reincidência dos ilícitos praticados pelo outro candidato indicam um só caminho, que é a não diplomação e o reconhecimento de que o pleito não foi limpo. Nesse caso, há duas hipóteses: Uma é a anulação do primeiro turno; outra é a anulação do segundo turno. Há a possibilidade de que o segundo lugar no segundo turno seja diplomado, no caso Camilo e Randolfe, e há também a possibilidade de que hajam novas eleições. Nessa hipótese serão excluídos do pleito aqueles que deram origem à sua anulação, ou seja, Roberto Góes e Helena Guerra.
ND - Que mensagem o judiciário pode mandar à sociedade através desse julgamento?
AM – O judiciário tem a oportunidade de corrigir as malfeitorias que foram feitas às escâncaras aqui. Não foi só a policia que flagrou, foram juízes também como Rommel Araújo e Guilherme Lages, eles flagraram ilícitos: distribuição de cestas básicas, combustível, apreensão de dinheiro e computadores.
ND - E o Ministério Público Estadual, o que está fazendo com relação a todas essas denúncias?
O MPE tem atuado na tentativa de reprimir esses ilícitos e eles tem mais de uma dezena de ações muito parecidas com as nossas. Tem uma série de Ações de Investigação Judicial em andamento visando a cassação do mandato e a inegibilidade de Roberto Góes. Há também ações penais contra Roberto e sua vice, Helena Guerra, por compra de votos e abuso do poder. O prazo para ingressar com as ações é até 15 de dezembro, data prevista para a diplomação. Ainda depois da diplomação existem medidas que podem ser tomadas.
ND - Entrar com ações depois das eleições não é coisa de mal perdedor?
AM – Olha, em muitos casos acontece que o segundo colocado se insurja sem razão aparente, como espírito de emulação e vingança. Aqui não é o caso. O conjunto dos ilícitos diz que a eleiçnao não foi equilibrada, essa é uma das razões que o PSol está muito a vontade trabalhando junto com o PSB para vencer essas ações.
Trata-se de uma questão de ordem pública. Anular essa eleição é de interesse de todos. A ordem pública exige que as eleições sejam probas. Não é um pleito exclusivamente nosso, é um pleito maior, é um pleito de cidadania. Se desistirmos da ação, ela não termina, ela tem continuidade, é o Ministério Público que assume.
ND - Tem como acreditar que ainda que as ações ilícitas tenham acontecido, elas não tenham nenhuma relação com o candidato eleito Roberto Góes e sua vice?
AM – Quem está envolvido nas ações que eu conheço são pessoas relevantes, gente ligada aos mandatos dos candidatos, assessores, concessionários de serviços públicos como emissoras de rádio e televisão, há também entidades conveniadas com o governo do Estado, que recebem dinheiro do governo. Em um caso chave há o envolvimento direto da 1a dama do Amapá, a sra. Marília Góes, que foi flagrada, conforme testemunhas e uma gravação, tentando comprar votos de eleitores. É difícil de acreditar que o candidato não soubesse…
Vamos esperar pra ver! Esta eleição já é um exemplo para as demais capitais do país, neste caso, um péssimo exemplo! Espero que sirva de modelo de atuação da Lei! Que seja feita a justiça!
Parabéns ao Advogado André Maimoni, Dr. Marcio Figueira, ambos fazem um trabalho jurídico com muita coerência,ética moral,visando corrigir essa grande fraude que foi essa eleição de 2008,banhada pela corrupção pregada pela harmonia do poder ilícito de quem nos governa.É lamentável a grande falta de respeito desses politiqueiros com a população.Esperamos que a Justiçã do Amapá,realmente faça justiça,cassando o mandato desse cidadão que não tem moral nenhuma para governa o Munícipio de Macapá.Abra o olho TRE!!!!!!
Se ouver a diplomação do Candidato eleito neste pleito municipal, em 2010 não vai haver eleições e só indicar um empresário pra assumir o governo, de preferência alguém dessas mineradoras comandada por “Ele”. Enquanto isso o povo sofre!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Parece-me que eles estão com tanta vergonha que até as bandeiraz azuis não encontramos mais.
Na sessão de terça feira, o TSE anulou a eleição em um município da Bahia, por excesso de fraude. É provavel que aqui venha acontecer o mesmo. No entanto, comenta-se, que, o Sarney já está se mexendo para dar sumiço nas provas da fraude eleitoral. Não acredito que o seu poder possa inibir a ação da Justiça Eleitoral. Para mim, cassação ou anulação à vista…
Frustração é o que sente quem acredita na democracia. Roubaram uma eleição como quem rouba qualquer coisa sem importância, um pirulito, um chopp, um sabonete. O valor do voto não tem importância quando o que está em jogo são as ambições desmedidas da nossa elite local comandada pelo chefão Sarney.
Lei eleitoral existe, provas existem, será q os nossos juizes ainda vão achar brechas p livrar o RG, a Marilia e etc? Houve comentarios na cidade no dia do resultado q alguns juízes, não é o caso dos eleitorais, comemoram a vitória. Será q essa atitude pode influenciar no julgamento?
Pensei em sair de Macapá, mais fugir não resolve, temos que lutar contra essa politicagem barata, onde enganam, oprimem, mentem, compram e coisas que até Deus duvida para continuar no poder. Mais acredito que os juizes vão dá uma resposta a população do Amapá.
Acredito que os princípios consagrados na Cosntituição da República, do Estado de direito e da democracia irão ser respeitados quando do julgamento das ações eleitorais pelo TRE do Amapá, a luta é árdua,muitas vezes injusta, mas não se pode desistir ao final a verdade prevalecerá, pelo bem da sociedade e a credibilidade das Instituições.Sem dúvida a sociedade está acompanhando e quer respostas da Justiça eleitoral sobre toda a compra explicíta de votos comandada pelo candidato “eleito”.