// você está lendo...

Uncategorized

Na Tribuna da Câmara Janete homenageia vitória moral de Camilo e Randolfe

Deputada Janete comemora a política feita com transparência, ética, honestidade e respeito
30/10/2008 – Em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados, a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP) comemorou a votação conseguida pela coligação Frente pela Mudança, dos candidatos Camilo e Randolfe. Ela destacou que “a campanha aconteceu num cenário absolutamente difícil. Enfrentamos as máquinas do governo do estado e da prefeitura; da Assembléia e praticamente todos os deputados estaduais; da Câmara Municipal e todos os vereadores; o ataque da mídia alinhada ao governo e o poder econômico da oligarquia que se apropriou das instituições públicas para seu proveito, ignorando a população. Quase todos os partidos alinharam-se à candidatura da oligarquia: PDT/PSDB/DEM/PMDB e PT. Mas não seus militantes”, discursou a socialista.
Elogiou o trabalho sério feito pelo TRE e disse que as provas dos crimes eleitorais são tantas que a faz acreditar que o Ministério Público acatará as denúncias contra o canditado oficial. A socialista elencou uma série de crimes eleitorais cometidos pela candidatura Roberto Góes que, segundo ela, rasgaram toda a legislação e mesmo assim quase foram superados por dois candidatos jovens e honestos.
Ao final, a deputada Janete Capiberibe parabenizou “as pessoas que fazem política como um serviço de promoção do bem estar coletivo, com atitudes que nos enriquecem como civilização” e disse que “os 48,34% dos votos válidos que alcançamos nos impulsionam para comemorar a vitória da política feita com transparência, ética, honestidade e respeito.”Senhoras e senhores parlamentares; Comemoro a conquista política que tivemos na capital, Macapá. Uma candidatura de dois jovens – o Camilo e o Randolfe – que defende mudanças profundas na administração pública, conquistou 85 mil 659 votos, 48,34% dos votos válidos. Confiança de cidadãos conscientes, que não se dobraram ao poder do dinheiro, armas ou manipulação. Votos de cidadania. A conquista é resultado da proposta de governo concreta, do compromisso político efetivo, de uma história de justiça social que faz parte da minha vida e da minha família, dentro de um debate democrático consistente, maduro e ético.Fizemos nossa campanha num cenário absolutamente difícil. Enfrentamos as máquinas do governo do estado e da prefeitura; da Assembléia e praticamente todos os deputados estaduais; da Câmara Municipal e todos os vereadores; o ataque da mídia alinhada ao governo e o poder econômico da oligarquia que se apropriou das instituições públicas para seu proveito, ignorando a população. Quase todos os partidos alinharam-se à candidatura da oligarquia: PDT/PSDB/DEM/PMDB e PT. Mas não seus militantes. Num cenário desfavorável, fazemos a diferença política no Amapá. Dois jovens, honestos, respeitando os princípios democráticos e a legislação vigente, botaram medo na oligarquia local. Conquistamos 48,34% de votos ávidos por instituições verdadeiramente públicas e uma cidade melhor para sua população. Somamos votos que não se corrompem, que não abriram mão do direito de decidir, que não venderam sua responsabilidade.
Nenhum dos nossos candidatos tinha contra si qualquer processo por crime eleitoral. Depois da eleição, nenhum deles têm contra si sequer denúncia de ilícito eleitoral. Ao contrário, o candidato da oligarquia já tinha dois processos por crimes eleitorais. Somou mais cinco e deve ter, agora, mais outro tanto. As denúncias são centenas, as provas de compra de votos, coerção psicológica, física e armada, do uso da máquina pública, do abuso econômico, da exploração da miséria, são fartas. Nunca se viu tamanha afronta ao estado democrático de direito, abuso de poder econômico e da mídia e uso da máquina pública. Nossos adversários rasgaram a legislação para um vale-tudo que, por pouco, não foi superado por dois jovens, afinados com os desejos mais sinceros e éticos de uma população sofrida e explorada. Do outro lado, eventos banidos da história política da maioria dos lugares e até surreais. Cito alguns: No debate da TV Amapá, a Rádio Difusora, do Governo do Estado, sobrepôs o áudio da TV para dificultar que o candidato do PSB fosse ouvido. Sob as ordens do governador, a Companhia de Eletricidade do Amapá cortou a energia de vários bairros. Dois blecautes deixaram a TV Amapá fora do ar. Milícias armadas protegeram partidários de Roberto Góes na compra de votos com cestas básicas e dinheiro; arrancaram propagandas da candidatura Camilo/Randolfe; impediram que nossos militantes fizessem campanha e ameaçaram a liberdade das pessoas. Na véspera da eleição, a Polícia Federal e o TRE, foram recebidos a tiros pela polícia que escoltava a compra de votos pelos partidários do candidato do governador Waldez Góes e de José Sarney. Um deputado federal foi levado à Polícia Federal, enquanto outras pessoas foram presas por compra de votos. Outro deputado federal comprava votos nas ruas, oferecendo dinheiro em troca de bandeiras da candidatura Camilo/Randolfe e dos votos, como escreveu o jornalista Corrêa Neto. No Arquipélago do Bailique, um casal de idosos registrou a compra de votos no cartório eleitoral. Emissários do candidato Roberto Góes ofereceram 50 reais pelo voto de cada um. Levaram ao cartório a denúncia e os 100 reais recebidos. Nas seções eleitorais, mesários foram presos ao obrigar os eleitores a votarem no candidato do PDT/PSDB/DEM/PMDB e PT.
Uma apreensão de 8 milhões de reais pelo TRE e pela Polícia Federal foi frustrada por que a operação vazou. O TRE sabia que o dinheiro fora sacado na Caixa Econômica Federal de Belém na ante-véspera da eleição e levado à Macapá num avião bimotor. O vice-presidente nacional do PSB, João Capiberibe, foi perseguido por policiais civis, com armas pesadas, em três veículos oficiais que fizeram campana em frente à sua casa, numa agressão gratuita que revela a falta de compromisso democrático dos que ocupam o poder, no Amapá. Só na ditadura militar vivemos tamanha afronta à liberdade de manifestação política e ao direito de ir e vir. Totalitarismo patrocinado pelos setores mais atrasados do país, dos quais fazia parte José Sarney, que agiu nos bastidores para reverter o resultado da eleição em Macapá. A agressão só parou com a intervenção dos juízes eleitorais e da Polícia Federal. Se ousaram agredir uma figura pública, pode-se imaginar a truculência que usaram contra os cidadãos privados dos seus direitos mais essenciais.
O Tribunal Regional Eleitoral tentou a todo custo que a eleição fosse limpa. Esbarrou na escassez de recursos humanos, mas conservou-se firme e justo para evitar a pior violação de direitos desde a ditadura.Parabenizo o desembargador Carmo Antônio de Souza, os juízes Paulo Braga, Petrus Azevedo, Nilo Souza e Elaine Kurosawa. Parabenizo os juízes Marconi Pimenta, Rommel Araújo, João Guilherme Lages e Alaíde de Paula dois deles ameaçados de morte por buscarem o cumprimento da lei e os servidores do TRE. São incansáveis para aperfeiçoar a democracia no Amapá. Mas a desobediência às regras democráticas é tanta e tão desavergonhada que juízes e servidores, apesar do esforço, se viram insuficientes. Só no domingo da eleição, foram mais de 4 mil denúncias de crimes eleitorais! Acredito que o TRE dará seqüência ao trabalho que objetiva a legalidade, a democracia, a construção da cidadania. Um trabalho posto como marco nas eleições do Amapá. As provas dos crimes eleitorais são tão fartas, reveladoras e incontestáveis que me fazem confiar no acatamento das denúncias pelo Ministério Público. Do contrário, terão sido em vão os esforços do TRE. Do contrário, os que se valem de métodos da ditadura para ocuparem os espaços públicos serão ainda mais ousados ao afrontar o estado democrático de direito. Seguimos fiéis aos nossos ideais, certos de que é preciso e possível cada cidadão fazer valer sua vontade por meio da sua consciência e dos seus direitos, sem venderem seus princípios nem se dobrarem às afrontas. Parabéns às pessoas de Macapá e do Amapá que fazem política como um serviço de promoção do bem estar coletivo, com atitudes que nos enriquecem como civilização.Os 48,34% dos votos válidos que alcançamos nos impulsionam para comemorar a vitória da política feita com transparência, ética, honestidade e respeito. Dois jovens, movidos por ideais e projetos concretos, mobilizadores afinados com sua população, nos lideraram nesta conquista. Parabéns aos que compartilham dos nossos ideais de democracia e justiça social. Deputada federal Janete Capiberibe – PSB/AP

Siga Luciana no Twitter : www.twitter.com/lucapi

Comentários

Comentar

Memória

Categorias

Arquivos

Online Agora

Divulgue seu produto ou serviço aqui.


Fale conosco.