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artigo: Um sonho de liberdade. Por Jorge Guimarães

No extremo norte desse país continental, tive a feliz oportunidade de presenciar uma das mais belas campanhas eleitorais que já vi. O sol era o rei das ruas quando chegou até nós a triste nova. O estandarte mais visível da democracia em Macapá acabava de ser destruído num brutal atentado, o direito da cidadania.
Foi-me impossível não ter um sentimento de empatia com as forças vivas de um povo que respirava a possibilidade de romper com um processo de divisão entre a liberdade e o autoritarismo, a mesma que durante muito tempo mantiveram avôs e pais dos filhos que ali lutavam e clamavam pela liberdade e pela democracia. Não foram poucos os que defenderam a democracia e as liberdades, como tampouco são os que tentam manter o clientelismo e a corrupção de um estado que ainda tem um senhor.
De um lado o senhor do Amapá, certo Senador, viu-se atônito com tamanha mobilização popular, que fora necessário sair de seu castelo, para comprar o direito daqueles que ansiavam por um futuro melhor. A cada bandeira da liberdade, milhares de reais para impedir o sonho.
A força totalitária foi usada, a máquina pública e todos os poderes reinantes do estado do Amapá foram mobilizados para deter o avanço de uma coluna que marchava para a liberdade. Era possível perceber a coerção dos poderosos de forma aviltante, sem nenhum escrúpulo. No outro lado, a força popular nas ruas e nos comícios, o povo via germinar uma semente de esperança e liberdade. Crianças, homens e mulheres sabiam que naquela luta por liberdade estava semeada a página de uma nova história.
A mudança era percebida no rosto de cada jovem, vestindo o amarelo, a cor da esperança que se refletia em dias de sol. Homens e mulheres, crianças, jovens e idosos que sonharam e acreditaram na mudança, e ainda lutam pela transformação, mostraram que é possível vencer, sonhar e resistir, pois os senhores do poder podem comprar votos, bandeiras, mas nunca compraram nossa consciência e nossa liberdade. Porque somos socialistas e livres.

*Jorge Francisco de Oliveira GuimarãesCientista Social, pós graduado em gestão participativa.

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Comentários

  1. o que nos conforta é que grande parte da sociedade já está acordando e nÃO aceita mais eessas praticas absurdas de compras de votos e o que é pior a vista grossa da justiça eleitoral. só eles não viram o que acontecia todos os dias nas ruas ou nas pontes. temos que acionar a força nacional ou até a onu nas proximas eleições se não será tudo igual

    Escrito por professor macklon | 29/10/2008, 19:05

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