Sem apoio declarado do senador José Sarney (PMDB-AP) a nenhum candidato, a eleição municipal em Macapá servirá de afirmação política para dois grupos: os Capiberibe e os Góes.
Em 2006, João Capiberibe (PSB) e Waldez Góes (PDT) somaram 91% dos votos na disputa pelo governo do Estado. A disputa entre as famílias se repete hoje e, provavelmente, no segundo turno.
O deputado estadual Roberto Góes (PDT), 42, conta com o apoio do primo Waldez, no segundo mandato à frente do governo estadual.
Apoiado por PSDB e DEM, Góes também teve como trunfo o triplo de tempo de TV que seu principal adversário, apoiado apenas por PSOL e PMN. A vantagem na TV, no entanto, não foi suficiente para garantir o favoritismo e a decolagem política.
O também deputado estadual Camilo Capiberibe, 36, disputa voto a voto a preferência do eleitorado com Góes. Cenário diferente de 2006, quando o rival obteve o dobro de votos na eleição para o Legislativo.
A campanha vem servindo como uma espécie de desagravo para os Capiberibe. Camilo é filho de João e Janete Capiberibe, cassados em 2004 de seus mandatos de senador e deputada federal. Eles foram acusados de compra de votos em 2002.
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