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Sete candidatos concorrem à eleição de prefeito de Macapá

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No extremo norte brasileiro, Macapá, a capital do estado de Amapá, enfrenta grandes problemas administrativos. Com uma população de 344 mil habitantes e um crescimento populacional acima da média nacional, a habitação, saúde, educação e infra-estrutura em geral representam um grande desafio para o próximo prefeito do município.
São sete os pretendentes ao executivo da cidade: Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva (PDT), Carlos Camilo Góes Capiberibe (PSB), Fátima Lúcia Pelaes (PMDB), Joenville Dantas Frota (PSTU), Luiz Cantuária Barreto (PTB), Maria Dalva De Souza Figueiredo (PT) e Moisés Souza (PSC). Juntos, os candidatos conseguiram arrecadar parar suas campanhas pouco mais de 163 mil reais.
Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva (PDT)
Nascido no distrito agrícola de Porto Grande, no Amapá, Roberto Góes elegeu-se, aos 26 anos, vereador de Macapá com 782 votos, sendo o político mais jovem eleito até então no município. Dois anos depois, em 1994, candidatou-se a deputado estadual, cargo que ocupou até 2006, mediante quatro reeleições.
Sua principal propaganda consiste no apoio político que possui junto ao governador do estado, a quem promete unir forças para captar mais recursos federais para o município.  Fora isso, o candidato apresenta propostas para a infra-estrutura da capital.
Roberto Góes é filiado à coligação “Nosso forte é Macapá”, que surge da aliança de grandes partidos como Partido Democrático Trabalhista (PDT), Democratas (DEM), Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Partido dos Trabalhadores do Brasil (PT do B) e o Partido Social Liberal (PSL).
Carlos Camilo Góes Capiberibe (PSB)
O candidato, que nasceu no Chile durante o exílio de seus pais, João Capiberibe (ex-governador do Amapá) e Janete Capiberibe, começou sua vida política na universidade, quando se tornou presidente do Diretório Central dos Estudantes da Pontifica Universidade Católica de Campinas (Pucamp). Em 2006, de volta ao Amapá, foi eleito Deputado Estadual pelo PSB.
Em sua campanha, Camilo destaca como principais propostas a reestruturação do saneamento básico, a sinalização do trânsito, a criação de um sistema de bilhete eletrônico para ônibus, além de investimento em educação e saúde para melhorar a qualidade dos serviços prestados, a criação de uma instituição financeira para fornecer linhas de crédito a pequenos empreendedores e a implantação de um sistema de internet de banda larga na capital.
Camilo Capiberibe é candidato pela coligação “Frente pela mudança”, composta pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e o Partido da Mobilização Nacional (PMN).
Fátima Lúcia Pelaes (PMDB)
Natural de Macapá, a socióloga Fátima Lúcia Pelaes ocupa agora seu quarto mandato consecutivo como deputada federal pelo Amapá. Exercendo o cargo desde 1991, Fátima já mudou de partido três vezes. Começou com o PFL de 1985 até 1995, depois migrou para o PSDB, permanecendo até 2005, quando mudou mais uma vez para o PMDB.
Suas principais propostas para a melhorias na capital amapaense relacionam-se à habitação (ela pretende resolver com a construção de moradias populares financiadas pela prefeitura) e na resolução dos problemas do trânsito.
Fátima Pelaes representa a coligação “Coragem para mudar” composta pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN), Partido Comunista do Brasil (PC do B) e Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).
Joenville Dantas Frota (PSTU)
Natural de Altamira, no Pará, Joenville Frota já foi motorista de ônibus e atualmente defende sua classe como sindicalista. Em sua segunda candidatura à prefeitura de Macapá, o candidato tem enfrentado sérias dificuldades em sua campanha, como inclusive, um atentado de incêndio em sua casa.
Em sua primeira tentativa de chegar à prefeitura, Joenville conseguiu um desempenho longe do esperado, conquistando apenas 4,2% do eleitorado amapaense.
Luiz Cantuária Barreto (PTB)
Nascido na cidade em que disputa o pleito, Luiz Barreto já foi deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa. Atualmente não ocupa nenhum cargo eletivo, trabalhando como funcionário público de cargo comissionado.
Suas principais propostas estão na área de habitação. Ele pretende importar as idéias que deram certo em outros estados e aplicá-las à Macapá. Além disso, quer reorganizar a capitação de recursos da prefeitura e a prestação de contas para a união, tornando a cidade adimplente com o governo federal, status este raríssimo no estado.
Maria Dalva De Souza Figueiredo (PT)
Nascida no extremo norte brasileiro, na cidade de Oiapoque (AP), a deputada federal Maria Dalva começou sua carreira política como militante sindicalista ainda na universidade. Foi vice-governadora durante a gestão de João Capiberibe, que logo renunciou para disputar o cargo de senador, deixando-a como governadora durante seis meses.
A “professora Dalva” como é conhecida, apresenta um projeto complexo com 13 propostas ligadas basicamente a infra-instrutora da capital Amapaense. As iniciativas vão desde investimentos na saúde para combater doenças típicas locais, aumento no número de escolas e pavimentação asfáltica até a criação de consórcios econômicos para o progresso da cidade.
Maria Dalva representa a coligação “Juntos por Macapá”, composta pelo Partido da República (PR) e o Partido dos Trablhadores (PT).
Moisés Souza (PSC)
Natural de Macapá, Moisés de Souza é uma figura nova na política do estado. Candidato pela primeira vez à prefeito, elegeu-se deputado estadual em 2006 tornando-se um dos apadrinhados do governador Antônio Waldez Góes da Silva.
Além do apoio do governo estadual, Moisés conta com a força da coligação “Macapá merece respeito”, composta pelo Partido Social Cristão (PSC), o Partido Humanista de Solidariedade (PHS), o Partido Social Democrático Cristão (PSDC), o Partido Trabalhista Cristão (PTC) e o Partido Progressista (PP).
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