Nesta quinta-feira, 28, o juiz Eli Gonçalves Júnior decide se acata ou não a denúncia
O procurador aposentado do Amapá, Ernandes Lopes Pereira, 59, preso pelo assassinato do delegado Cid Júnior, foi denunciado na tarde desta quarta-feira, 27, pelo Ministério Público (MP) por homicídio duplamente qualificado, com motivação torpe e sem possibilidade de reação, já que a vítima foi surpreendida. Nesta quinta-feira, 28, o juiz Eli Gonçalves Júnior decidirá se acata ou não a denúncia.
Ernandes Lopes tem 10 dias para apresentar defesa, que será analisada pelo Ministério Público. Após essa avaliação, começam os depoimentos das testemunhas de acusação e de defesa. Dessa fase, até o julgamento, decorrem cerca de 90 dias, ou seja, existe a possibilidade do julgamento ocorrer apenas em 2009.
Para o promotor da comarca do Eusébio, Evilásio Alexandre, o conjunto de provas e testemunhas fez com que ele tomasse a decisão apresentada na denúncia.
O caso – O delegado Cid Júnior Peixoto do Amaral foi assassinado com um tiro na cabeça no dia 13 de agosto, pelo procurador Ernandes Lopes Pereira, na residência deste último.
O procurador convidou a mãe de Cid, Júlia do Amaral, para mostrar sua casa na região da Lagoa da Precabura. Ernandes, que era amigo da família, também havia convidado o irmão de Cid, o juiz Jucid Peixoto, mas ele não compareceu.
Cid só foi à residência de Ernandes no fim da tarde, acompanhado de sua esposa, Francisca Paula, buscar Júlia. Pouco tempo depois de Cid Júnior chegar à residência, foi baleado na cabeça pelo procurador. Ele morreu sentado em uma cadeira na varanda. O procurador confirmou que havia bebido no dia do crime.
No dia seguinte, Ernandes Lopes prestou depoimento e afirmou que não teve intenção de matar o delegado e que o tiro foi disparado acidentalmente quando ele ia mostrar a arma a Cid.
Redação O POVO.com.br
Comentários
Comentar