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Eleições 2008

Campanha eleitoral é guerra

Todos estão cansados de ouvir que campanha eleitoral é guerra. Mas o mais irônico é que trata-se mesmo de uma guerra, onde as armas são menos bélicas que em guerras tradicionais, mas não menos destruidoras nem menos tecnológicas. Além das tradicionais batalhas do front, onde candidatos e candidatas se degladiam por um espaço, há também os bastidores, onde se traçam as maiores conjecturas e disputam-se até os melhores profissionais. Em meio a uma chuva de boatos fica até difícil enxergar a realidade. Na luta por um lugar ao sol no concorrido espaço da campanha para vereador vale tudo, ou quase tudo. Como deixar sua marca num universo tão amplo de concorrentes? Daí o que vale é a criatividade e o espírito observador. Tem que perceber o que o eleitor quer ver e ouvir e tem que ser disposto, correr atrás do voto ainda é a melhor arma. Visitar, telefonar, escrever nunca é demais. Mas quem pretende ser político tem que saber de antemão uma coisa, antes que se abram as urnas tem que estar preparado para ganhar ou perder. Se ganhar, reconhecer a importância de todos os que participaram da vitória. Se perder, tem que ter dignidade e evitar sair culpando seus correligionários, lembre-se que se quiser continuar na política você vai ter que voltar a procurar as mesmas pessoas e se queimar com quem te ajudou é sinônimo de fim de carreira. Se estiver pronto a enfrentar tudo isso, você tem veia política e está no lugar certo. Se não quiser, então saia dessa guerra porque ela já está perdida para você.

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Comentários

  1. Excelente texto, Lu! Adorei.
    Se todos os candidatos pudessem lê-lo e ainda colocá-lo em prática, seria tão bom!

    Escrito por Ritta | 29/07/2008, 10:13

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