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Gautama pode ter financiado a campanha de Sarney no Amapá

Do jornal Pequeno

Documentos publicados pela Veja revelam:

A revista Veja, em uma de suas últimas edições, exibe documentos que revelariam uma suposta relação entre a Gautama e o senador Romero Jucá. Porém, os documentos exibidos nas reportagens da Veja revelam bem mais que isso. Na agenda do empresário Zuleido Veras consta a anotação, em 27 de maio de 2006, de ajuda para campanha política para Roseana e para um certo S no Amapá. Em outra anotação Zuleido registra ajuda de campanha para o Amapá no valor de R$ 500.000,00.

Os documentos apreendidos na casa do lobista Geraldo Magela, por sua vez, retratam uma série de viagens e doações de campanha em Macapá. Sob o título “Detalhamento Doações PR – Eleições 2006” (veja quadro ao lado).

As datas apontadas certamente indicam as viagens que Geraldo Magela fez para o Amapá. Os valores das doações anotadas pelo lobista somam exatamente os R$ 500 mil que Zuleido destinou para a campanha de Sarney no Amapá. As anotações do disquete de Geraldo Magela coincidem com os registros constantes em documentos apreendidos na casa de Zuleido Veras. A Polícia Federal apreendeu na filial da Gautama em Brasília todos os comprovantes das viagens acima apontadas, o que comprova que estas de fato ocorreram. Veja ao lado os comprovantes das viagens de Geraldo Magela para Macapá apreendidos pela Polícia Federal.

Os comprovantes acima demonstram serem verdadeiras as anotações constantes no disquete encontrado no escritório de Geraldo Magela. O lobista realmente esteve em Macapá nos dias 19 de agosto, 4 de setembro, 17 de setembro e 29 de setembro. Portanto, pode ser concluído que também é verdadeira a anotação no tocante aos valores em dinheiro levados para aquela cidade.

Merece destaque a última viagem de Geraldo Magela para Macapá, no dia 29 de setembro de 2006, às vésperas das eleições. Nesse dia Geraldo foi de Brasília para Macapá no vôo JJ 3896 da TAM. Voltou nessa mesma data, três horas depois de chegar em Macapá, no vôo 1929 da Gol. Ao que parece, Geraldo foi apenas levar uma encomenda – ou um material como gosta de dizer Zuleido – para alguém em Macapá. Segundo as anotações constantes no disquete apreendido pela Polícia Federal, nesse dia foi feita uma doação destinada às eleições de PR no valor de R$ 100 mil. Provavelmente, essa foi a razão da viagem de Magela para Macapá.

O mais interessante é que depois da realização das eleições não há notícia de nenhuma outra viagem de Geraldo Magela para Macapá. Chama ainda a atenção a anotação constante embaixo da terceira viagem realizada por Geraldo Magela: “Custos da viagem pela Mirante”. Ora, todos sabem que Mirante é o nome do sistema de comunicações da família Sarney no Maranhão. Nessa viagem para Macapá, realizada em 17 de setembro de 2006, Geraldo, a mando da Gautama, teria realizado uma doação para campanha eleitoral no valor de R$ 80 mil.

Se não bastasse, essa mesma planilha fala de uma pendência de R$ 120.000,00 a ser acertada com FS, provavelmente as iniciais de Fernando Sarney, filho de senador Sarney e tesoureiro de todas as campanhas do clã. Fernando encontra-se às voltas com investigação da Polícia Federal que aponta saques de quase R$ 2 milhões realizados pelo mesmo, em dinheiro vivo, as vésperas do segundo turno das eleições de 2006.

Outros documentos apreendidos pela Polícia Federal apontam para a existência de alguma espécie de relacionamento entre a família Sarney e a Gautama. A PF apreendeu comprovantes de depósitos bancários realizados em nome de um irmão, de uma cunhada e de um sobrinho do senador José Sarney. Além disso, em algumas conversas interceptadas pela PF, membros da quadrilha de Zuleido referem-se seguidamente a Roseana Sarney e ao senador José Sarney. Zuleido, em uma dessas conversas, chega a afirmar que “nós temos a Roseana”. Em uma agenda apreendida no escritório de Geraldo Magela encontram-se registradas visitas aos senadores Sarney e Romero Jucá. Segundo a Polícia Federal essas anotações mostram possível relação entre Geraldo Magela, Sarney e Romero Jucá e constantes visitas aos senadores referidos para tratar possivelmente de interesses de construtoras dentre as quais a Gautama para a libração de verbas para obras.

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Comentários

  1. Sinceramente, eu não aguento mais tanta falcatrua neste estado. As autoridades competentes precisam mostrar respeito com o povo amapaense. É clara a relação entre Waldez Góes e Eike Batista. E está ficando evidente a relação de Sarney com Zuleido Veras. Não só a justiça deve agir urgentemente. O povo do Amapá precisa parar mais de conversar em mesa de bar sobre os escândalos e agir, protestar, cobrar, expurgar estes cânceres do convívio social de nosso estado. Está na hora de mudarmos esta realidade nefasta, e ainda tenho esperanças de que isso vai ocorrer em breve, pois nunca vi tanta corrupção reunida em um só lugar. Chega dos Góes, dos Sarney! Acorda Amapá!

    Escrito por Raul Mareco | 20/07/2008, 16:43
  2. Triste,muito triste,o representante do Amapa,protagonista de um escandalo de corrupcao mundialmente conhecido hoje,sem ser do Amapa,usando-se do Amapa.Nosso povo nao merece.

    Escrito por dieter oppermann | 20/07/2009, 8:35

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