Do Yahoo notícias
Seg, 14 Jul, 11h47
SÃO PAULO – A forte queda das ações da MMX Mineração (MMXM3) na última sessão, quando os papéis fecharam cotados a R$ 46,20 com desvalorização de 9,78%, é vista pelos analistas como uma oportunidade de compra.
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Os papéis da empresa despencaram junto com as ações de outras companhias do grupo EBX, de Eike Batista, após a Polícia Federal divulgar a operação “Toque de Midas”, que investiga indícios de fraude na licitação da estrada de ferro do Amapá e sonegação de impostos na extração de ouro na região.
Reação exagerada
Para os analistas do banco Credit Suisse, a reação do mercado às notícias foi exagerada, já que a investigação não deve gerar “nenhum impacto econômico significativo aos acionistas” e as operações no Amapá seguem normalmente.
Compartilhando a mesma opinião, o Banif ressalta ainda que a MMX Amapá, responsável pela concessão da ferrovia, atualmente pertence à Anglo American.
Ademais, os analistas de ambas as instituições destacam o comunicado ao mercado feito pela MMX em que a empresa negou qualquer envolvimento com operações ilegais na licitação ou declaração de impostos referentes à extração de ouro, principalmente porque a MMX Amapá não tem participação em negócios relativos ao metal.
Recomendações
Levando em consideração a forte queda no último pregão, os analistas do Credit Suisse reiteram a recomendação de outperform (performance acima da média) dos papéis da MMX.
No mesmo sentido, o Banif recomenda compra dos papéis da mineradora, com preço-alvo de R$ 71,50, o que corresponde a um potencial de valorização de 55% frente à cotação de fechamento do último pregão.
Ações se recuperam
Após terem despencado na sexta-feira (11), os papéis da MMX passam por recuperação nesta manhã, operando no positivo, com valorização de 2,4%, cotados a R$ 47,31.
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