No esforço de assegurar espaço para liberações orçamentárias durante o período eleitoral, o governo assinou dezenas de convênios até o prazo final permitido pela lei à assinatura de contratos de repasse com governos de Estados e prefeituras. O Ministério da Defesa, por exemplo, publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), com data de sexta-feira, último dia antes do bloqueio, 68 convênios firmados com administrações municipais em áreas de fronteira com obras de todo tipo. Recuperação de ruas, construção de escolas, reformas de praças, compra de cadeiras para estádios desportivos e até de caminhões e tratores agrícolas.
Feira
Outro convênio firmado com o governo do Estado destina R$ 1,782 milhão para a “construção da feira do complexo do pescado em Macapá”. Também no Amapá, a prefeitura de Santana, governada pelo prefeito José Antônio Nogueira de Souza (PT), considerado um dos líderes petistas no Estado, firmou convênio com a Defesa prevendo transferência de R$ 997 mil para a “construção de passarelas em madeira de lei com proteção lateral”. Segundo o líder do governo no Senado, o convênio é bem-vindo mesmo que, sem ter iniciado a obra, o prefeito fique proibido de receber recursos. “Ele pode ir trabalhando, fazendo a licitação. Depois da eleição, ele pode dar continuidade à obra”, afirmou.
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