Na edição da revista Veja dessa semana, Macapá aparece como ponto de chegada de recursos graúdos desviados pela empresa Gautama, de propriedade do enrolado empresário Zuleido Veras. Os dados são da agenda de Zuleido, cujo conteúdo vazou e foi parar na redação de Veja. “Ele tinha um excepcional cuidado, principalmente às vésperas da campanha eleitoral de 2006, em anotar nomes de políticos graúdos associados a cifras misteriosas”, afirma a reportagem. Em Macapá, a empresa de Zuleido era responsável juntamente com a Beter pela construção do aeroporto de Macapá, um orçamento de R$ 112 milhões, fruto de emenda do senador José Sarney. A obra está embargada por suspeitas de desvio de recursos.
“Em um dos documentos apreendidos pela PF na casa do lobista da Gautama, há uma espécie de cronograma dos meses de agosto e setembro de 2006 que a polícia acredita tratar-se de uma obra no Amapá. O texto fala em ‘contribuições’ “, segue a reportagem de Veja.
Embora o foco da matéria sejam as relações de um lobista da Gautama ligado ao senador Romero Jucá, Veja aponta para relações entre a família Sarney e o empresário Zuleido Veras e desses dois com Romero Jucá. “Roseana negou qualquer envolvimento com o dono da Gautama. A Polícia Federal, porém, tem vários indícios de que a família Sarney mantinha estreitas relações com o empreiteiro. O ex-ministro Silas Rondeau, acusado de receber propina do esquema, chegou ao cargo pelas mãos do senador José sarney, enquanto Romero Jucá foi indicado pelo mesmo Sarney para ser governador biônico de Roraima. Eles são amigos e aliados políticos há mais de duas décadas. Zuleio, nessa época era apenas um aprendiz de trapaceiro, mas já circulava nos gabinetes de Brasília,” dispara a reportagem da revista Veja.
Obras do aeroporto de Macapá estão suspensas desde maio de 2007
Em agosto do ano passado, o procurador da República no Amapá, Rodrigo Luiz Bernardo Santos, esteve na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, que investigou irregularidades na construção do novo terminal de passageiros no Aeroporto Internacional de Macapá.
O procurador disse que houve denúncias de irregularidades nessa obra e o Tribunal de Contas da União (TCU) passou a monitorar a sua execução.
Foram encontradas várias irregularidades – algumas graves, segundo ele. Como exemplo, citou problemas no edital favorecendo o que chamou de “o conluio entre empresas” e a adoção de critério “técnica e preço” para a escolha dos vencedores. As obras dos aeroportos brasileiros são licitadas pela Infraero, em Brasília, sem ingerências estaduais.
Além disso, informou, a obra só começou em junho de 2005, “mas os pagamentos foram feitos a partir de janeiro do mesmo ano”, contou Santos.
A concorrência para a obra, no valor de R$ 112 milhões, foi vencida por um consórcio entre empresas do qual participou a Gautama.
Em dezembro do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) considerou legal a substituição do Consórcio Gautama/Beter pela Construtora Beter, no contrato (061-EG/2004/0031) de construção do Aeroporto Internacional de Macapá. Os ministros do TCU acataram o recurso da Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária). O relator do processo foi o ministro Benjamin Zymler. Assim, as placas onde figurava o nome do consórcio Gautama Beter foram simplesmente apagadas e restou apenas o nome da Beter. Mesmo com a mudança o Comitê de Avaliação das Informações sobre Obras e Serviços com Indícios de Irregularidades Graves, vinculado à Comissão Mista de Orçamento (CMO) continua suspeitando de que as irregularidades aqui no Amapá não foram sanadas.
A Gautama tinha um outro contrato com o governo do Amapá com valor superior ao do aeroporto, creio que em torno de 147 milhões, para contruir pontes. A Setrap fez a concorrência e a Gautama ganhou, depois da operação Navalha o governo ainda esperou um tempão para então cancelar o contrato. Tem uma questão que me deixa incucado, com toda essa grana em obras no Amapá, porquê a investigação não chegou por aqui? Um picolé giganye para quem acertar.
Não é só a Revista Veja dessa semana a mesma revista na semana passada coloca Amapá como o Estado da bandalheira,Pedro Lino,não foi um Contrato apenas que o Governo do Esta fez,foram dois(2)isso tudo compensar sua participação na grana roubada e usada na campanha de 2006,onde todo tipo de bandalheira foi feito e nada se apurou,aquele Ministro indiciado pela Policia Federal veio ao Amapá,48 horas antes da eleição,com certeza ele não veio comer camarão no bafo.