“Na Amazônia, os rios são como as ruas e os barcos como os carros. Este é o transporte das populações ribeirinhas, que leva carga e gente. Estamos construindo uma política de transporte que valoriza a tradição local, o construtor naval artesanal, os práticos e os navegadores. A Amazônia deve aproveitar este potencial e aperfeiçoá-lo. Por isso é preciso implantar na Amazônia escolas de engenharia naval e navegação integradas a uma política nacional. As rodovias não nos bastam por que não chegam a todos os lugares. As hidrovias já estão lá. Precisamos usá-las com a tecnologia e a informação adequadas. Isso é sustentabilidade”, esclarece a deputada.
A portaria é um passo importante para regularizar uma atividade disseminada pela Amazônia, mas carente de políticas públicas do Estado Brasileiro. A maior parte das embarcações que trafegam na Amazônia são irregulares, muitas vezes desde a construção até a navegação. Em toda a região, apenas 68 mil embarcações estavam registradas em 2007, segundo a Marinha do Brasil.
O Grupo de Trabalho envolve sete secretarias do Ministério dos Transportes e vai diagnosticar a atual situação do transporte fluvial de passageiros e cargas para elaborar uma política oficial para o setor. Segundo a Marinha, na Amazônia estão metade das hidrovias brasileiras – 22 mil quilômetros – mas a extensão pode ser superior a 80 mil quilômetros se considerados todas as hidrovias usadas pelas populações locais para sua locomoção e transporte da sua produção.
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