A bordo do barco Pasco Nunes as dezessetes pessoas que integram a nova expedição Navegar Amazônia, dez canadenses e seis brasileiros, está realizando uma viagem de dezenove dias pelos rios do Amapá e Pará num roteiro que inclui o arquipélago do Bailique, reserva biológica do Parazinho, Curuçá, Barcarena e Belém. Os jovens estudantes canadenses e as organizações Navegar Amazônia e EcoMaris fazem parte da expedição encontro nas águas e estarão hoje, 12, às 18h, batendo papo com os internautas no sítio da expedição. Clique aqui para ir para lá. Na hora marcada você também pode entrar pela lista de sítios que eu indico no Navegar Amazônia.
A expedição Encontro das Águas
No ano passado o Navegar Amazônia preparava-se para ir ao rio Araguari, no Amapá, pegar uma onda junto com o surfista Serginho Laus em sua tentativa quebrar seu próprio recorde de permanência na pororoca
Na mesma época, a canadense Genevieve navegava pela internet quando encontrou o site do Navegar Amazônia. Achou que a organização seria ideal para desenvolver um trabalho junto com a EcoMaris, organização que ela representava. Gene mandou e-mail querendo saber mais do Navegar e foi convida a subir a bordo e ir com a equipe navegar nas ondas da pororoca.
A canadense, que estava no Pará conhecendo o trabalho que um grupo de três jovens de 22 anos estava começando a desenvolver na comunidade do Cupuaçu, em Barcarena, não pensou duas vezes, pegou sua mochila e cuias e partiu para sua primeira viagem a bordo do Navegar Amazônia.
A EcoMaris é uma organização que tem tudo a ver com o Navegar Amazônia. Os dois têm o foco de seus trabalhos na educação para a cidadania. Enquanto o Navegar Amazônia leva cidadania à crianças, velhos e moços através da arte, educação ambiental e do acesso ao mundo digital, da fotografia e do cinema, no Canadá a EcoMaris se articula com escolas de nível médio para integrar seus jovens a outras culturas. em países como o Brasil, para criar, tanto aqui como lá uma geração mais consciente de sua vida dentro de um planeta que vive, e que por isso deve ser conhecido e preservado.
E foi em busca de exemplos simples e bem articulados, como o Navegar Amazônia e o grupo ICA – que em Tupi que dizer Terra de onde brota a água, que desenvolve um projeto de plantio de açaí de terra firma numa comunidade de Barcarena, às margens do igarapé Cupuaçu para que ela possa melhorar sua renda trabalhando com o açaí que dá o ano inteiro, o BRS, e fugir do subemprego na entressafra do açaí nativo, que é a base do sustento das cerca de oitenta famílias que integram aquela comunidade.
A parceria Navegar Amazônia/EcoMaris tem dado certo e está chegando ao seu décimo segundo dia de muito descobrimentos e aventuras, essencial para a juventude que se quer como cidadãos do futuro.
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