Transcrevo a seguir um e-mail que recebi de Alain e Françoise Ruellan, franceses que em nada se parecem com o presidente de seu país, Nicolas Sarkozy.
Alain Ruellan, Janete Capiberibe, Françoise Ruellan e João Capiberibe
Visto de longe, a situação do que vai ser o futuro na Amazônia brasileira fica cada dia mais confusa.
A demissão da Marina Silva, a incapacidade do governo de resistir a aqueles que destrói a floresta, a impossibilidade de realizar o que foi decidido pelo Governo a violência que se desenvolve… tudo isso é muito preocupante.
Mas, queremos renovar a vocês a nossa solidariedade para o trabalho corajoso que vocês estão fazendo, cada um no seu lugar.
Estamos longe em quilômetros… mas bem perto de vocês, cada dia com a ajuda de internet.
Queremos também dizer para vocês a nossa preocupação com a violência da policia francesa contra os Brasileiros que tentam aproveitar um pouco da nossa riqueza. Essa política francesa é inaceitável e deve ser denunciada. Estamos a disposição para agir aqui na França, sabendo que essa política violente contra os estrangeiros “clandestinos” virou a ser a lei quotidiana do nosso pais: é uma vergonha. Por favor, manda para gente informações sobre o que esta acontecendo na fronteira.
Abraços e beijos,
Alain e Françoise
*Alain é doutor em ciências naturais e mantém relações com o Brasil desde 1948, quando acompanhou seu pai, o geógrafo Francis Ruellan que fez
parte das expedições que escolheram o ponto onde Brasília deveria estar localizada. Sua companheira de vida, Françoise é militante de causa sociais.
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