Da agência Amazônia
por RAY CUNHA
Brasília – O Tribunal do Júri de Brasília antecipou para esta terça-feira, 20, o interrogatório do empresário Carlos Humberto Pereira Montenegro. Ele é acusado de assassinar a estudante de jornalismo Patrícia Melo de Oliveira, do Amapá. A investigação policial constatou que Patrícia foi empurrada da sacada da suíte 1.134 do Hotel Grand Bittar. O crime aconteceu dia 7 de janeiro de 2004. Montenegro se entregou à polícia em Macapá (AP) e está preso em Brasília. Se condenado, pegará de 12 a 30 anos de prisão.A prisão de Montenegro foi decretada pelo juiz substituto da Vara do Tribunal do Júri de Brasília, Fábio Francisco Esteves, a pedido do promotor Andrelino Bento Santos Filho.
O delegado Antônio Cavalheiro passou dez meses investigando a morte de Patrícia Melo. A estudante foi encontrada morta por volta das 6h30 do dia 7 de janeiro de 2004, no jardim do cinco estrelas Grand Bittar, no Setor Hoteleiro Sul. O lugar da tragédia fica a poucos passos Pátio Brasil, o mais badalado shopping de Brasília.
Patrícia Melo tinha 21 anos, media 1,73, pesava 60 quilos, era morena de olhos verdes. Fora eleita Musa Verão 2003 e iria concorrer ao Miss Amapá no concurso Beleza Brasil. Sonhava com o Miss Brasil 2005. Cursava o segundo ano de jornalismo na Faculdade Seama e queria se especializar em meio ambiente. Nasceu na pequena cidade de Pracuuba, no Amapá. Antes de vir para Brasília, Patrícia morava no humilde bairro do Muca, em Macapá.
O empresário Carlos Humberto Pereira Montenegro, proprietário da Serpol Segurança Privada, é conhecido em Macapá pelo seu luxuoso padrão de vida e por assediar mulheres sensuais. Sua ficha criminal é movimentada. É acusado de tentar matar sua ex-mulher, Sâmia Soares Castro, e o marido dela, Diano Portela, em outubro de 2002. Ele jogou seu Fiat Maréa cinza, em alta velocidade, contra a motocicleta de Diano e Sâmia. Confessou à polícia sua intenção e que sentia ciúme da sua ex-mulher. Em setembro de 2003, o juiz Heraldo Costa – do Tribunal do Júri de Macapá – pediu a prisão preventiva de Carlos Montenegro pelo crime.
Carlos Montenegro é também investigado pelo Ministério Público do Amapá por crime contra o patrimônio público. Responde a 24 processos na Justiça, a maioria deles de dívidas para o INSS e a Receita Federal. Ainda na Justiça do Amapá foi réu em seis processos, arquivados, inclusive oriundos de São Paulo e de Fortaleza. Há acusação por roubo e formação de quadrilha.
Montenegro contou à polícia que, na madrugada fatídica, acordou com gritos de Patrícia, dizendo que iria se jogar e mandando recados para sua família na sacada do apartamento. Depois, Patrícia teria voado para a morte, estatelando-se num pequeno jardim na frente da torre do hotel.
A pergunta que todos fazem é esta: por que uma mulher tão jovem e tão bela, cheia de perspectivas, sairia da casa de seus pais, em Macapá, para se atirar do alto de um edifício, em Brasília?
De fato, o que ocorreu com Patrícia, no auge de suas conquistas não encontra resposta conclusiva q não a de homicídio. Não faz sentido a falácia, inverdade, então aventada pelo principal suspeito.
Que a justiça seja feita, mas dentro de seu efetivo cumprimento de tempo.
Eu ñ acredito na hipótese de suicídio da minha tão saudosa amiga. Além de muito bonita, qualquer que fosse seus traumas, ela ñ teria, se quer, motivação p/ sair da cidade e muito menos viajar na companhia de um “estranho”. Com base nas declarações a polícia dada pelo acusado, observa-se uma atiude omitiva. Se ele era a sua companhia no apartamento e a viu no estato de desespero ou com comportamento suicida, porque Ele ñ intersedeu a ação: segurando e chamando socorro. Não há dúvidas ele é o único culpado e provável assassino da nossa Eterna Musa do Verão Patrícia Melo.