Em entrevista ao engenheiro Rodolfo Juarez, publicada no Jornal do Dia do último dia 12, o deputado Federal Evandro Milhomem reafirma seu desejo de ser candidato a prefeito de Macapá pelo seu partido, o PCdoB. Fica claro também que Milhomem considera sua a “fatia” do governo conquistada com a eleição de Waldez Góes(PDT) em 2006, e nem pensa em abrir mão dela para candidatar-se a prefeitura. “Não abro mão de ter uma fatia, como você diz(Rodolfo Juarez), do governo para administrar”, diz Milhomem quando perguntado se não pretende deixar também o governo para candidatar-se a prefeitura, já que o PCdoB deixou a prefeitura e o partido do governador tem um candidato.
Amnésia
Sobre a prefeitura Milhomem se diz envergonhado do estado em que se encontra Macapá e apesar de ter entregue recentemente os cargos que detinha há cinco anos na prefeitura da capital, não se mostra constrangido em isentar-se de responsabilidade pela desastrosa gestão do prefeito João Henrique(PT). Milhomem entrou na prefeitura em 2003, depois de perder as eleições para deputado federal. Em 2006 elegeu-se para a Câmara usando como base a “fatia” que detinha na prefeitura de Macapá e agora declara em alto e bom som que é preciso ter “valentia para enfrentar a grande catástrofe em que se transformou Macapá”, esquecendo-se que o que está aí ele mesmo ajudou a construir.
A fatia e a Laranja
Milhomem deixa claro que ainda não foi procurado pelo governador para conversar sobre as eleições municipais e apesar de reafirmar sua candidatura, nas entrelinhas fica a impressão de que ele pode ser o “Laranja” dessa eleição, ou seja, o candidato que faz o jogo de um “falso” adversário, no caso o governo, que o banca através de cargos. Para entender melhor, é só observar o papel cumprido por Errol Flynn do PT nas eleições de 2006. O próprio Milhomem em 2004, era usado no Horário eleitoral de João Henrique para atacar o Partido Socialista Brasileiro, do qual fazia parte até bem pouco tempo antes das eleições. Mas isso tudo nós só vamos saber a partir de agosto quando começa o horário eleitoral.
A politica deveria ser um dever e não um negócio,ele será “laranja”,se aumentar a sua particiapação no governo ele observa muito bem a eleição de 2006 foi pago com alguns negócios vantajosos para ele a eleição de 2008 é outra coisa,ou seja será uma renegociação,igual como se faz nas instituições financeiras,égua mano está desse jeito é o tal desgoverno da HARMONIA.
Ele não entrega os cargos porque ele ajudou a ganhar as eleições em 2006,a eleição de 2008 é outro coisa,significa dizer que dependendo da recompensa ele,pode abrir mão,será um laranja ?é muito engraçado esse jogo, que resta para a população é uma indignação ao ler uma entrevista de um Deputado Federal,certamente todos os demais candidatos da base de apoio do governo tem o mesmo pensamento,então podem dividir a laranja e ao povo que não soube votar uma banana.