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Saúde

Parteiras reúnem-se em Olinda para discutir regulamentar a profissão

Agência Brasil – publicada no JB Online

OLINDA - Parteiras e parteiros tradicionais de todo o Brasil e de outros países estão reunidos desde segunda-feira (28) em Olinda (PE). Durante encontro, que vai até amanhã (3), eles discutem a regulamentação da profissão, os avanços do trabalho e as experiências profissionais.

Segundo a presidente da organização não-governamental (ONG) Cais do Parto, Sueli Carvalho, que organiza o encontro, existem hoje no Brasil cerca de 60 mil parteiras tradicionais trabalhando, principalmente nas regiões Nordeste, Norte e em Minas Gerais, sem ter a profissão reconhecida.

- Nossa luta tem sido pelo reconhecimento da profissão – disse.

Sueli Carvalho informou que as parteiras prestam toda a assistência à gestante, fazem o parto e não recebem nada por isso. Segundo ela, no passado e em algumas regiões do país as parteiras eram presenteadas ao realizarem um parto, “mas nos últimos anos nem presentes as parteiras recebem”.

- A gente luta pelo reconhecimento da profissão. Entendemos que após isso, caberá ao Estado a remuneração da parteira pelo serviço que ela prestarem - disse a presidente da ONG. Segundo Sueli, há parteiras ainda muito jovens como há pessoas idosas que continuam fazendo partos por todo o interior do Brasil e até nas cidades. Ela citou o exemplo de uma parteira que mora no estado da Paraíba. “Ela tem mais de 90 anos e já fez mais de 9 mil partos”.

Em entrevista à Agência Brasil, Sueli Carvalho, que trabalha há 33 anos como parteira e já fez mais de 5.500 partos, informou que as parteiras tradicionais, normalmente, começam o trabalho ainda jovens, ajudando as parteiras mais velhas, e “seguem o mesmo caminho”. Segundo ela, o trabalho das parteiras é seguro e não coloca em risco a vida das parturientes.

- No caso da mortalidade materna em função do parto assistido por uma parteira, ela é mínima e pode até ser considerada inexpressiva. Se as mortes ocorrem, são por problemas graves que não seriam evitados nem nos hospitais – disse. E acrescentou:

- A mortalidade neonatal foi grande até o início dos anos 80, mas diminuiu muito com o fim do uso de determinadas ervas que eram colocadas no cordão umbilical do bebê para acelerar o processo de cicatrização”.

Dois projetos de lei, que pretendem regulamentar a profissão de parteiro tradicional, tramitam juntos na Câmara dos Deputados. O primeiro deles foi apresentado em 2006, o outro em 2007 pela deputada Janete Capiberibe (PSB-AP). A deputada está participando do encontro das parteiras e dos parteiros em Olinda. O projeto está tramitando na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.

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Comentários

Um comentário para “Parteiras reúnem-se em Olinda para discutir regulamentar a profissão”

  1. gostaria de contactar com alguem da equipe de coordenação das PARTEIRAS DE OLINDA.]
    pODE ME EJUDAR
    obrigada
    gema

    Escrito por gema | 4/11/2009, 8:05

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