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A misteriosa licença do senador Gilvam

Existem mais de uma dezena e meia de senadores licenciados do Senado, mas uma licença despertou minha atenção: a do senador Gilvam Borges (PMDB-AP).

É que nas eleições de 2006 o dito cujo coordenou as campanhas à reeleição do governador Waldez Góes (PDT) e do senador José Sarney (PMDB) no Amapá.

Gilvam conseguiu maquiavelicamente costurar uma grande aliança em torno dos seus coordenados e, ainda, conseguiu colocar no horário gratuito eleitoral, candidatos laranja a senador e governador, com a única finalidade de bater nos candidatos João Capiberibe e Cristina Almeida, ambos do PSB. Para o espanto de muita gente, até o PT lançou um candidato laranja de nome estranho: Errolflyn, se não me falha a memória.

Por isso, achei estranha a licença médica do Borges, justo na pré-campanha eleitoral de 2008.

Conversando com fontes do Amapá, fui informado que a licença era para dar visibilidade ao irmão-suplente Geovane Borges, pré-candidato no município de Santana. Mas, qual o quê! O irmão-suplente, se o Brasil fosse um país sério não assumiria o mandato de senador, pois está inelegível graças a condenações, por improbidade administrativa, já transitadas em julgado.

Agora surgem duas novas versões para a licença de Gilvam.

Uma dá conta que ele está no Amapá para operar uma frente idêntica a de 2006 com os mesmos propósitos, mas que está encontrando dificuldades em convencer Dalva Figueiredo e Pedro Paulo Dias a se sujeitarem a repetir a dose.

A outra envereda por uma ação de longo prazo. Nesta versão, o objetivo de Gilvam é indicar o novo vice-presidente da Assembléia Legislativa, que assumiria a cadeira de presidente em 2010, quando Jorge Amanajás renuncia para disputar o governo do estado.

Passei o dia pensando nas três ilações sobre a licença de Gilvam e decidi aventar uma quarta versão.

Vamos a ela. Gilvam estaria trabalhando pela desistência de todos os pré-candidatos do espectro que teme a volta do PSB ao poder municipal de Macapá.

Abririam mão das pretensões de poder, João Trajano (PR), Dalva Figueiredo (PT), Roberto Góes (PDT), Fátima

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