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Entre igarapés e rios, Deputado Camilo Capiberibe visita o Arquipélago do Bailique e presta contas com as comunidades

Acesse o sítio do deputado Camilo Capiberibe e acompanhe diariamente o mandato do deputado estadual Camilo Capiberibe – PSB/AMAPÁ

Acompanhado pelo presidente do PSB-AP, o ex-governador e ex-senador João Capiberibe, socialista, além de informar a sua atuação como parlamentar em defesa do Bailique, pôde constatar o descaso do poder público com a população do arquipélago.

O Distrito do Bailique, o mais distante de todos os distritos de Macapá, é formado por 47 comunidades em diversas ilhas onde moram cerca de 7 mil pessoas. A distância, (200 km) percorrida em 12 horas ininterruptas por um barco de linha, é mais um obstáculo aos que até lá se deslocam e uma boa desculpa às autoridades que não conseguem fazer as políticas públicas chegarem ao arquipélago. Essa foi a constatação central da viagem de três dias empreendida pelo deputado estadual Camilo Capiberibe (PSB) que, na companhia do ex-governador e ex-senador João Alberto Capiberibe, visitou o Bailique nos dias 11, 12 e 13 de abril últimos.

O parlamentar socialista deslocou-se por 10 comunidades especificamente estando em Limão do Curuá, Itamatatuba, Ilhinha, Carneiro, Vila Macedônia, Jaranduba, Vila Progresso, Franco Grande, Igarapé do Meio e Franquinho. O objetivo da viagem foi a realização de uma prestação de contas da atuação do deputado do PSB em prol do Bailique e do povo do Amapá além de reunir dados sobre a realidade vivida pelos cidadãos na região.

O deputado do Partido Socialista Brasileiro visitou escolas, igrejas, residências, entre outros, e em todos os encontros e diálogos que manteve junto às comunidades, enumerou três requerimentos apresentados por ele e aprovados no plenário da AL que buscam resgatar a política de desenvolvimento da região que vinha sendo estruturada durante o governo de João Capiberibe. Os dois primeiros se referem a importantes políticas públicas implantadas pelo PSB e abandonadas pelo governador Waldez Góes (PDT) – como o fornecimento de energia elétrica 24 horas que seria garantida pelo Linhão do Bailique e a conclusão, estruturação e funcionamento do Hotel Escola Bosque, idealizado pelo Governo PSB.

Este último foi objeto de acalorado debate entre o deputado socialista e o deputado Isaac Alcolumbre (DEM) que aprovou requerimento buscando transformar o Hotel-Escola em cursinho e espaço para oferecimento de cursos profissionalizantes. Camilo Capiberibe votou contra, pois disse que o Hotel Escola já é um centro de ensino técnico profissionalizante em hotelaria e que mudar sua finalidade para ofertar cursinho pré-vestibular era matar um projeto de desenvolvimento econômico. O terceiro requerimento diz respeito a construção de um núcleo da Universidade do Estado do Amapá (UEAP) no arquipélago vez que o governo do PSB garantiu o segundo grau modular e regular através da Escola- Bosque e, segundo o deputado, seria necessário continuar avançando o que, segundo ele, se daria mediante a implantação do ensino de terceiro grau no Bailique. Além de prestar contas de seu mandato Camilo também se deparou com inúmeros problemas que vêm sendo enfrentados pelos moradores das comunidades em que esteve.

A Vila de Itamatatuba é a porta de entrada de todas as comunidades que formam o Distrito do Bailique, e, pelo que foi observado, é o espelho inconteste de que as autoridades não se interessam em resolver a carência de estrutura de atendimento à saúde pública das comunidades. O posto de saúde de Itamatatuba, no momento da visita, estava com as portas fechadas por razões que sugerem o mais total abandono. A dona de casa Érica Martins, assim como o auxiliar de enfermagem Ozimar Araújo, responsável pelo posto, fizeram graves denúncias ao deputado Camilo Capiberibe.

Panela de pressão – “É triste o que estamos passando aqui em Itamatatuba. O nosso posto de saúde passa o tempo todo fechado e não por culpa do enfermeiro, é porque não tem remédio”, disse dona Érica que afirmou ainda que a prefeitura envia, no máximo R$ 200,00 em medicamentos comprados, valor irrisório ante a realidade que vivem os moradores da localidade. “Eu acho isso um absurdo, estamos abandonados. A única coisa que nos dão é aqui é paracetamol, e a prefeitura pensa que só isso resolve todos os problemas de saúde; não tem água de diluir injeção, não tem nada”.

O enfermeiro Ozimar confirmou o valor comprado em medicamentos, além de ter denunciado outras situações inimagináveis que comprometem a qualidade de vida das pessoas. “Os remédios vêm pra cá de quatro em quatro meses, e quando queremos fazer nosso trabalho nos falta”. Araújo reclamou também da falta de equipamentos hospitalares para a prática da enfermagem, e disse que já foi “obrigado até a procurar um pedaço de pano pra cobrir os ferimentos das pessoas”, por falta de gaze.

O que mais chamou atenção do deputado do PSB foi quando o enfermeiro, ao ser perguntado sobre como fazia para esterilizar os poucos materiais que possui no posto, respondeu: “bem, a gente utiliza uma panela de pressão porque aqui não há estufa”, ou seja, uma solução “caseira”. Ozimar ainda pediu ao socialista que ajude os profissionais de auxiliar em enfermagem, pois, ainda estão aguardando a nomeação do prefeito João Henrique a respeito de um concurso público realizado. “Fiz o concurso, fui aprovado, e ainda tenho esperança de ser chamado até dia 30 que é o prazo de validade do concurso, e se não me chamarem eu vou perder meu emprego”.

Já na Vila Macedônia, a segunda maior comunidade do Bailique, localizada às margens do Rio Marinheiro, o posto de saúde está de portas fechadas e ameaça desabar. Nenhum responsável pelo local foi encontrado para dar explicações. “Acho que nem enfermeiro tem porque este posto está parado faz tempo. Quando a gente da comunidade precisa, tem que correr pra outro mais próximo, onde é difícil também o atendimento e nos sobra ir correndo pra Macapá. Agora, veja só nossa situação: se em Macapá, que é a capital do Amapá a saúde está ruim, imagine aqui no Bailique”, denunciou o morador A.R., que pediu para não ser identificado.

“Só pelo meio” – na Vila Macedônia, assim como em todas as localidades que compõem o Bailique, o acesso dos moradores é feito através de passarelas, e no momento em que íamos ao posto de saúde para fotografar a precariedade em que se encontra, um morador passou ao nosso lado e nos alertou: “cuidado pra ti não cair. Passa só pelo meio da passarela”, ou seja, as próprias vias de acesso podem ocasionar acidentes graves, e principalmente às crianças e aos idosos, pois, são mal conservadas pelo poder público. Algumas estão tombadas para os lados, e em outras faltam pedaços de madeira.

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Comentários

Um comentário para “Entre igarapés e rios, Deputado Camilo Capiberibe visita o Arquipélago do Bailique e presta contas com as comunidades”

  1. O Bailique é terra próspera para o eco-turismo é o Deputado Camilo é o ponta-pé inicial dessa prosperidade.

    Escrito por Cláudio Oliveira | 6/08/2008, 23:25

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