O governador Waldez Góes já tentou minar a candidatura da deputada federal Dalva Figueiredo oferecendo espaço ao adversário interno dela no PT, o deputado Joel Banha, que levaria a CEA em troca de boicotar internamente Dalva. A tentativa não deu certo porque Joel estaria impedido de assumir a companhia por tratar-se de empresa de economia mista. Segundo informação dada pelo jornalista Paulo Silva, no Jornal do Dia de hoje, Joel Banha teria adotado a velha máxima que diz “se você não pode derrotar seu inimigo, junte-se a ele”. Banha estaria em processo de adesão à pré-candidatura de Dalva.
O resultado da tentativa frustrada do governador é que lançada a pré-candidatura de seu primo, o deputado e cartola do futebol, Roberto Góes, pelo PDT, a pré-candidatura de Dalva se mantém e pressiona para que o governador a apóie. O Góes Governador, que vai precisar de Dalva mais na frente, quando sair do governo e for candidato ao senado, fica com as barbas de molho matutando alguma outra forma de ajudar o primão. A mesma lógica que permite Dalva ser candidata e manter seu quinhão no governo, permite o PCdoB, o PP e o PMDB almejarem o mesmo posto, assim como o deputado Moisés “outdoor” Souza, do PSC. O PSB, acostumado a sair sozinho, isolado pelo poder político e econômico da máquina, assiste de camarote ao esfacelamento palaciano. Essa será a primeira eleição em 2 turnos da história da capital e pelo que está se desenhando no cenário político da capital, haverá segundo turno entre os dois candidatos mais votados. A performance do frentão das eleições de 2004 e 2006 não parece que se viabilizará novamente.
A Harmonia não vai dar certo,está um denunciando o outro,você sabe quando isso ocorre o final qual é.
Quando ocorre a divisão um mata o outro.