Por Sizan Esberci com informações da Agência Câmara
Brasília, 01/04/2008 – O chefe de Gabinete das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), Sinval Zaidan Gama, sustentou que o governo não discute a fusão das empresas federalizadas de energia do Norte e Nordeste. Ele assegurou também que não vai haver privatizações. “Esta é uma decisão tomada pelos acionistas”, comentou. A afirmação de Zadain Gama foi feita em audiência pública das Comissões da Amazônia e Minas e Energia da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 01. A reunião foi interrompida às 16 horas por conta de um vazamento de gás no laboratório clínico da Câmara dos Deputados. Nova reunião foi agendada para a terça-feira, 08, para continuar o debate sobre a situação das energéticas da região.
Gestão – “É um alívio para as populações da região Norte saber que as empresas não serão privatizadas”, avalia a deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP), presidenta da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional. Ela, no entanto, cobrou políticas administrativas mais austeras nas empresas. “É preciso sanear as empresas de energia sem aumentar o custo às populações”. Janete Capiberibe lembrou que a insolvência da Companhia de Eletricidade do Amapá – CEA – por conta da má gestão custou à empresa a caducidade da concessão para distribuição de energia no estado. Além disso, boa parte da população não conta com acesso à energia elétrica por conta da incapacidade da empresa de investir. Os racionamentos são comuns. “Acredito que a audiência possa apresentar alternativas para a geração e distribuição de energia sem prejudicar o meio ambiente. Uma empresa pública deve levar um serviço de qualidade com baixo custo à população. Não pode prestar-se à interesses particulares ou de grupos políticos, enquanto os cidadãos sofrem com a má qualidade do serviço”, reforçou a socialista.
Termelétricas – A maior parte da energia distribuída na região é produzida por termoelétricas, de custo elevado, mas o preço ao consumidor é subsidiado pela Eletronorte. As companhias de energia elétrica do Acre, de Rondônia, do Amazonas, do Amapá e de Roraima pediram há pouco a incorporação ao sistema da Eletrobrás. Os presidentes e representantes das companhias explicaram que elas trabalham isoladas e dessa forma são inviáveis economicamente. Os parlamentares também protestaram contra a possibilidade da administração centralizada das empresas ocorrer no estado do Rio de Janeiro e não num dos estados da região Norte.
Participaram da audiência, como convidados, o gerente do departamento de gestão de pessoas da Manaus Energia, Ruy Ribeiro da Silveira; o diretor-presidente da Companhia de Eletricidade do Acre, Celso Santos Matheus; o diretor-presidente da Central Elétrica de Rondônia, Paulo Roberto dos Santos Silveira; o diretor-presidente da Companhia Energética de Amazonas, Joaquim Brito; o diretor-presidente da Companhia de Eletricidade do Amapá, Josimar Peixoto de Souza; o diretor-presidente da Companhia Energética de Roraima, Francisco Canindé de Macedo.
Na foto: A deputada Janete Capiberibe (c), presidenta da Comissão da Amazônia, preside a reunião com representante da Eletronorte, Ministério da Minas e Energia, Eletrobrás e funcionários
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